Bolsonaro tem mais aliados potenciais nos Estados entre possíveis candidatos

BOLSONARO E LULA

Levantamento do Poder360 mostra que o presidente Jair Bolsonaro tem uma rede de apoios regionais para a eleição de 2022 mais bem delineada que seus prováveis concorrentes. No jargão político, essas alianças costumam ser chamadas de “palanque”. O atual presidente tem afinidade com grupos políticos locais ou possíveis candidatos a governador que podem apoiá-lo em ao menos 25 das 27 unidades da Federação. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem “pré-aliados” em 16 Estados. Ciro Gomes (PDT), em 7. Nomes do PSDB circulam em, no mínimo, 11 Estados. A definição dos aliados nas eleições locais é importante para quem vai disputar o Planalto organizar sua própria campanha em cada Estado. Lula e Ciro Gomes deverão fechar alianças na maioria dos locais. O cenário atual indica que Bolsonaro tem vantagem nesse quesito. Os dados foram coletados com cerca de 50 fontes de todos os Estados. Não se tratam necessariamente de alianças fechadas ou confirmadas pelos integrantes, mas da tendência identificada por atores políticos locais. O levantamento levou cerca de 3 semanas. Os resultados estão apresentados nos infográficos a seguir, separados de acordo com as regiões do país: Forças Regionais Os grupos de Fernando Collor (Pros-AL) e Arthur Lira (PP-AL) foram contados como um único palanque para Bolsonaro porque o cenário sugere que ambos apoiarão o mesmo candidato a governador –ainda não há clareza sobre qual será o nome. O PT deverá ter um candidato a governador no Ceará, que dará palanque a Lula. Mas também ainda não está delineado quem será esse candidato. Por isso, ficou fora do levantamento. Os petistas procuram costurar alianças com outros partidos nos locais onde não têm um nome forte para concorrer ao governo estadual e, assim, conseguir apoios mais amplos para a candidatura de Lula. A sigla deve lançar nomes próprios, mesmo que de pouca expressão, onde esse acerto não for possível. Há forças políticas tradicionais nos Estados que ainda não deram sinais claros de para onde vão. Por exemplo: a família Abreu, no Tocantins, e o DEM dos Morais na Paraíba. No Amazonas, especula-se que Eduardo Braga (MDB), caso seja confirmando no pleito, poderá apoiar Lula. O cenário, porém, também não é claro. O PSDB foi computado porque deve ter um candidato. São cotados para a disputa políticos como os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) e o senador Tasso Jereissati (CE). O PSB também poderá ter candidato próprio, mas não foi computado porque ainda não há clareza se essa ideia é majoritária no partido. Caso a legenda dispute o Planalto com um nome seu, o mais cotado é o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. A sigla também poderia buscar um nome de fora da política tradicional. A pesquisa de intenção de voto mais recente realizada pelo PoderData mostra Lula com 34% e Bolsonaro com 31%, tecnicamente empatados na margem de erro de 1,8 ponto percentual. No 2º turno, Lula tem 52% contra 34%de Bolsonaro no cenário atual.

Decisão do STF desperdiça R$10 milhões em investigações contra Lula

magistrados

A derrubada das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidida pelo Supremo Tribunal Federal, além de retomar os processos à estaca zero, custou ao bolso do pagador de impostos o valor de R$ 10 milhões em gastos com salários e benefícios de servidores mobilizados nas apurações 13ª Vara Federal (Curitiba), no STJ e TRF-4. Como se não bastasse o exorbitante valor do contribuinte jogado no lixo, o pagador de imposto deve pagar tudo de novo, tendo em vista que as investigações foram “zeradas” e permanecem sujeitas aos mesmos prazos. Dentre os gastos, o caso do sítio de Atibaia custou R$ 5 milhões nos 34 meses, desde a denúncia à condenação em 2ª instância. Entre a denúncia do caso Tríplex do Guarujá até a condenação mantida pelo STJ, foram gastos cerca de R$ 5 milhões pagos a magistrados e auxiliares durante os 31 meses.

Ciro faz duras críticas a Lula e gabinete do ódio do PT

CIRO GOMES BOLADO

Neste domingo (18), Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará, afirmou que não conversa com o ex-presidente Lula (PT) desde setembro de 2010. Na oportunidade, o pedetista falou sobre cinismo de Lula e gabinete do ódio do PT: “[…] Lula virou uma pessoa que, o que diz de manhã, já não serve de tarde. Está tomado de ódio. Tudo o que domina Lula hoje é a vontade de se vingar. Lula tem cinismo. A gente faz monitoramento de redes. Eles continuam atacando a mim e a outras pessoas na blogosfera. Lula dá a ordem, eles fazem. Se existe gabinete do ódio com Bolsonaro, com o PT é igualzinho”, disse o ex-governador do Ceará.

Pedro Bial é alvo de campanha orquestrada por petistas

PEDRO BIAL SERIO

Desde que o apresentador do Conversa com Bial (TV Globo), disse que só entrevistaria o ex-presidente Lula ao vivo e se houvesse um detector de mentiras, Pedro Bial tem sido alvo de campanha orquestrada por intelectuais, artistas e demais admiradores do líder petista. Em sua defesa, o jornalista disse, em artigo na Folha de São Paulo, que grosseiro foi o ex-presidente ao dizer que não confiaria na edição do programa, caso a entrevista fosse gravada. “No início do programa ‘Manhattan Connection’ de quarta-feira (14), Lucas Mendes perguntou-me sobre convidados que não vão ao programa, como ocorre quando ele convida Lula e Bolsonaro. Na resposta, comentei das condições que, da prisão, Lula fixou ao manifestar seu desejo de participar de um ‘Conversa com Bial’. O ex-presidente disse que queria falar para mim, mas só se fosse ao vivo, pois não tinha confiança na minha edição. Conheço Lula há 40 anos, já o entrevistei algumas vezes, apenas uma ao vivo, quando fez suas primeiras declarações como presidente eleito, ao ‘Fantástico’, em 2002“, disse Pedro Bial, justificando que sua resposta foi bem humorada e não esperava uma reação tão violenta orquestrada por seguidores do petista. Pedro Bial destacou que em 2014, quando Lula fez ataques ao jornalista por entrevista ocorrida em meados de 2006, Suzana Singer (ombudsman da Folha na época) reviu a entrevista citada pelo ex-presidente e assegurou que o comportamento foi exemplar, pois fez perguntas incômodas e bem estabelecidas, deixando Lula falar e rebatendo o que julgou ser importante. Além do mais, o apresentador disse que quando alguém concede entrevista a um jornalista, demonstra confiar no interlocutor.

Decisão do Supremo Tribunal Federal torna Lula elegível

LULA REZANDO

Nesta quinta-feira (15), o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu, por 8 votos a 3, contra recurso da Procuradoria Geral da República e anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retirando os casos da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) das circunstâncias referentes ao sítio em Atibaia e tríplex no Guarujá. Votaram contra o recurso da PGR os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Já Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello votaram a favor. Dessa forma, o STF devolve os direitos políticos do ex-presidente e, caso não sofra nenhuma condenação por órgão colegiado, com trânsito em julgado, até as eleições de 2022, Lula fica apto para disputar a presidência. A Procuradoria-Geral da República (PGR), através de Lindôra Araújo (subprocuradora-geral da República), argumentou que a Lava Jato identificou crimes praticados em esquema criminoso contra a Petrobras em que contratos da empresa como a construtora OAS seriam o início de recursos ilícitos destinados ao ex-presidente. O ministro Kassio Nunes Marques defendeu que “[…] os fatos versados nas ações penais descritas estão, de fato, associados diretamente ao esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro investigado no contexto da Operação Lava Jato cuja lesividade veio em detrimento exclusivamente da Petrobras. E, assim sendo, a competência, a meu sentir, é da 13ª Vara Federal”, argumentou o ministro, ao justificar a preservação do caso a ser tratado pela Justiça de Curitiba, pois as condutas designadas ao ex-presidente teriam relação com o esquema de ilícitos observados na Estatal. Em 22 de abril, o julgamento sobre a suspeição de Sergio Moro será restabelecido. O ex-juiz já foi declarado parcial pelo tribunal no caso referente ao tríplex do Guarujá, por 3 votos a 2. Falta definir o foro competente para as ações penais do sítio de Atibaia (SP), do tríplex do Guarujá (SP) e duas voltadas ao Instituto Lula, enfrentadas pelo ex-presidente.

Pedro Bial faz críticas ao líder petista e ex-presidente Lula

BIAL NA TV CULTURA

Na noite desta quarta-feira (14), o apresentador Pedro Bial comentou sobre figuras que não aceitariam ser entrevistados em seu programa de “Talk Show” na TV Globo, respondendo em sua participação no bate-papo do programa da TV Cultura, “Manhattan Connection”. Na oportunidade, o apresentador revelou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que gostaria de ser entrevistado em seu programa, mas que, para isso, deveria ter um aparelho detector de mentiras. “O Lula já até disse que gostaria de fazer o programa comigo, mas aí tinha que ser ao vivo. Pode até ser ao vivo, mas aí teria que ter um polígrafo acompanhando todas as falas dele”, disse o apresentador do programa “Conversa com Bial”. Em sequência, Pedro Bial aproveitou para criticar o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, alegando que a pandemia foi uma oportunidade de ouro para o presidente ser líder de toda a nação.

Lava Jato foi golpe da esquerda (PSDB) contra a esquerda (PT) que deu certo para o Brasil ao dar errado para ambos

Moro e Dallagnol

As declarações de Sérgio Moro e Dental Dallagnol minimizando os efeitos devastadores da decisão do ministro Edson Fachin na Lava Jato são apenas um capítulo da série de ações que levanta uma grave suspeita contra a Lava Jato. A operação pode ter sido orquestrada desde o início para levar tucanos à Presidência da República. Ao longo do caminho deu errado ao dar certo e acabou fazendo a direita chegar ao poder. NEGAÇÃO DO PRÓPRIO TRABALHO Tanto Moro quanto Deltan fingem não enxergar o óbvio: a Operação Lava Jato foi alvejada de morte por Fachin. Deltan, sempre tão agressivo em suas declarações, portou-se com uma passividade incomum ao comentar a decisão. Disse que a forma como Fachin trata a operação, caso seguida pelos demais ministros, levaria a Lava Jato “mais longe”. A soltura de Lula pode desencadear uma série de anulações que irá acabar com a Operação. O que deveria ser recebido, no mínimo, com temor está sendo tratado com naturalidade. Por que? Sergio Moro também saiu em defesa do ministro que anulou seis anos do seu trabalho na operação. Disse que aos insatisfeitos não cabe qualquer protesto, apenas “recursos”. Recorrer ao STF após ele destruir a operação para que ele salve a operação? É sério? As mensagens vazadas no Operação Spoofing revelam o empenho do Ministério Público em colocar a quadrilha de ladrões chefiadas por Lula na cadeia. A situação foi usada por petistas para chancelar a tese de que a força tarefa estaria à serviço de Jair Bolsonaro. No entanto, o desprezo de Dallagnol e de seus comandados por Jair Bolsonaro também é evidente nas mensagens. O procurador refere-se a Bolsonaro como “Bozo” em diversas ocasiões. O mesmo peso das palavras usadas contra o Lula, PT e Bolsonaro não era visto contra o PSDB. Pelo menos até agora. Dessa forma, não é errado imaginar que desde o começo a Lava Jato foi uma operação tutelada por esquerdistas contra esquerdistas que acabou implodindo ambos os lados e ajudando Bolsonaro a chegar ao poder. Agora os mesmos esquerdistas que se digladiavam estão unidos para exterminar a operação e transformar no seu maior alvo, o ex-presidente Lula, no salvador da esquerda nacional.

Flávio Dino foi 4º político mais popular do Brasil na internet em 2020

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O governador maranhense Flávio Dino (PCdoB) é o quarto político mais popular do Brasil na nas plataformas Facebook, Instagram, Twitter, YouTube, Wikipedia e Google. Elaborado pela consultoria Quaest, o ranking avalia o desempenho de 13 personalidades da política nacional e é liderado com folga pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Dino só é superado, além de Bolsonaro, pelo apresentador Luciano Huck e pelo ex-presidente Lula. Foram superados pelo comunista o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL), os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), João Amoêdo (Novo), Alvaro Dias (Pode) e Marina Silva (Rede), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ). Bolsonaro lidera com folga o posto de político mais popular na internet há anos seguido de longe por Huck. Apesar de colocado atrás de Lula, Flávio Dino ficou muito próximo do ex-presidente. Outro nome de peso da política nacional que deve protagonizar as eleições de 2022, o governador João Doria também foi superado por Flávio Dino. Para a elaboração do IPD (Índice de Popularidade Digital) foram monitoradas: fama (número de seguidores), engajamento (comentários e curtidas por postagem), mobilização (compartilhamento das postagens), valência (reações positivas e negativas às postagens), presença (número de redes sociais em que a pessoa está ativa) e interesse (volume de buscas no Google, Youtube e Wikipedia). A notícia que originou este texto foi publicada originalmente no jornal Folha de São Paulo

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