Bolsonaro gastou 80% a menos com cartão corporativo do que Lula e Dilma

cartao coorporativo

A divulgação dos dados sigilosos do cartão coorporativo da Presidência da República mostra Jair Bolsonaro gastou menos do que os petistas que o antecederam em todas as comparações possíveis. Tanto na média anual quanto na comparação dos mandatos, os gastos de Bolsonaro são menores. Em números universais, a diferença chega a ser de 80% em favor de Bolsonaro. Juntos, entre 2003 e 2016, Lula e Dilma gastaram o equivalente a R$ 162 milhões. Uma média de R$ 12.5 milhão por ano. Jair Bolsonaro gastou R$ 33 milhões e atingiu uma média de R$ 8 milhões a cada ano. Lula gastou cerca de R$ 60 milhões em seu primeiro mandato e quase R$ 50 milhões no segundo. Em seus primeiros quatro anos, Dilma gastou R$ 42 milhões. No segundo, antes de sofrer o impeachment, a petista registrou gatos de R$ 10 milhões.

Pelo próprio bem, bolsonaristas deveriam deixar Brasília

bolsonaristas

A permanência de militantes bolsonaristas em Brasília para a posse de Lula é um erro. Absolutamente nada, nenhum ganho político ou simbólico será obtido com a manutenção das aglomerações de apoiadores do presidente na cidade. Por outro lado, qualquer incidente no dia da posse irá recair, sejam responsáveis por eles ou não, sobre os seus ombros. Os últimos acontecimentos envolvendo apreensão de armas, desordem, ameaças de bombas e declarações atabalhoadas colocaram a opinião pública contra os manifestantes. Independente do mérito, da culpa real, ou da espetacularização proporcionada pela mídia: os bolsonaristas não estão em uma posição razoável. As pessoas, que antigamente aceitavam o fato de que os integrantes dos atos eram formados por crianças, pessoas de bem, famílias e pacifistas, começam a desconfiar dessa impressão. Muitos já engoliram a narrativa do futuro ministro da Justiça, o comunista Flávio Dino, de que são ninhos de terroristas. Neste cenário, qualquer desordem ou incidente teria efeitos catastróficos para bolsonaristas. Ocorre que a insatisfação com a derrota nas eleições deu lugar a uma fantasia que alimentou a esperança em uma intervenção militar. Com o passar das intermináveis 72h e a crescente certeza de que a tal intervenção, o desejo foi dando lugar a angústia e agonia. Entre todos os indícios de que as 72 horas nunca irão chegar ao fim, foi a nomeação, por Jair Bolsonaro, de um indicado por Lula para a chefia do Exército. A posse antecipada de Júlio César Arruda encerra qualquer discussão sobre essa possibilidade. E encerradas as discussões, o pântano de angústia e agonia se tornaram o ambiente ideal para declarações impensadas, atos de desespero e situações desnecessárias. Tudo o que os adversários do bolsonarismo precisam para alvejar a reputação de pacifismo e civismo construída na última década. O trânsito de bolsonaristas nas proximidades da cerimônia de posse é algo impensável. Sua permanência em acampamentos, desaconselhável. A presença de bolsonaristas em Brasília é um flerte com o erro. E o melhor neste momento é a aceitação de que não haverá intervenção, de que Lula tomará posse e a retirada da cidade.

“Aborto não é método indicado de contracepção”, diz Eduardo Jorge

Minha Imag Princ BRANCA   T

O médico e sanitarista Eduardo Jorge figura como uma das grandes lideranças do Partido Verde. Em 1991 ele propôs a quebra de patentes de medicamentos. A ideia foi considerada o embrião para o que depois convencionou-se chamar de “genéricos”. Ex-deputado estadual pelo PT de 1983 a 2003, abandonou a legenda após divergências com o partido que ajudou a fundar. Nesta entrevista ao professor Washington Rio Branco, Eduardo Jorge expõe suas ideias e opiniões em relação a um tema muito recorrente nas eleições deste ano: o aborto. Sabe-se que a temática aborto é uma das partes controvertidas do Código Penal brasileiro, podendo ser considerada das mais delicadas e polêmicas entre médicos e juristas ao longo da história política do Brasil. Como fazer a tríade (des)criminalização, direitos humanos e democracia? Eduardo Jorge – O Brasil é um país onde cerca de 90% da população se considera cristã. Isto é um fato que tem que sempre ser levado em conta. O cristianismo é uma tradição religiosa mundial com valores que foram de grande importância para a evolução da humanidade. Devemos valorizar este aspecto cultural da nossa formação. Eu, pessoalmente, sou grato ao contato estreito que tive com sua versão católica desde a minha infância. O cristianismo original e mesmo a bíblia na sua herança judaica não tem, salvo melhor juízo dos especialistas, uma posição decisiva sobre o aborto. Minha opinião é e sempre foi que o aborto é um procedimento de risco físico e psicológico para mulher e, quando existe amor, para o casal envolvido.  Assim é melhor evitá-lo se for possível. Quanto ao ordenamento jurídico que deixe a decisão a critério das convicções de cada cidadã/ão, sugiro estudarem o que aconteceu recentemente em países, como o Brasil, de grande tradição cristã como Itália, Irlanda, Portugal e outros. Como você percebe as categorias denominadas vida, morte, liberdade e autonomia, sob o ponto de vista médico, para entendimento da prática e tipificação do aborto no ordenamento jurídico nacional, na atualidade? Eduardo Jorge – Vida e morte são contingências da nossa condição humana. Liberdade e autonomia, mesmo numa democracia liberal, a forma mais avançada de convivência política e social que a história nos apresenta, nunca é absoluta e estão colocadas dentro da moldura constitucional vigente no momento. Qual a importância dos métodos contraceptivos naturais e artificiais, utilizados em larga escala no mundo moderno, no sentido de garantir a preservação de direitos sexuais e reprodutivos, entre a espécie humana? Eduardo Jorge – Métodos contraceptivos sempre existiram na vida de nossa espécie. O aborto entre eles. Coisa pior, após a concepção é o infanticídio. Era norma em Esparta diante de quase defeito físico da criança. E foi largamente praticado na China moderna diante da decisão totalitária da chamada política de filho único, contra crianças do sexo feminino. Mesmo no auge do moralismo vitoriano da maior potência mundial do século XIX métodos rudimentares de preservativos eram muito usados. O desenvolvimento científico no século XX foi extraordinário neste aspecto e teve resultados revolucionários na vida de todos os povos. Principalmente para as mulheres. Uma vida muito mais feliz, livre e segura foi o resultado deste desenvolvimento na saúde pública mundial. Mesmo em relação ao aborto podemos afirmar que ele não deve mais ser considerado um método contraceptivo. Ele é na verdade hoje um sintoma de fracasso do planejamento de uma gravidez só quando desejada.  É pela educação e pela oferta ampla do sistema de saúde nacional dos métodos contraceptivos eficazes e modernos que poderemos diminuir cada vez mais os abortos provocados. No seu entendimento, como explica a relevância da ADPF número 54/2012, impetrada perante o Supremo Tribunal Federal (STF), requerendo a constitucionalidade ou não da interrupção da gravidez em caso de fetos anencefálicos e a razão de ter demorado oito anos a decisão positiva da Corte? Eduardo Jorge – Resistências políticas dos adversários da tese. Ela é real e forte no Brasil de hoje. Observando a temática aborto sob a ótica do Direito, tanto na questão da cidadania, quanto de direito social e humano, qual plataforma de governo adotaria como ex-presidenciável do Brasil nestas eleições de 2022, a defendida por Jair Messias Bolsonaro, que advoga ser veementemente contra a prática do aborto ou a do ex-presidente, Luis Inácio Lula da Silva, que quer enquadrar a prática social como caso de saúde pública? Eduardo Jorge – Sugiro uma vista no Programa Viver Bem Viver Verde, que defendi na campanha presidencial 2014 pelo Partido Verde. Lá está bem resumida nossa posição sobre o tema. De toda forma, para facilitar, adianto alguns pontos. A questão chave é a oferta e orientação pelo SUS dos métodos contraceptivos modernos e eficazes. Isto vai possibilitar reduzir muito o número de abortos provocados. Efetivar a atual legislação que permite legalmente o aborto em alguns casos com oferta deste serviço àquelas que necessitem.  O aborto não é método indicado de contracepção. Descriminalizar, dentro de limites de meses da gravidez.

Após perder debate na Band, Lula anuncia que não irá ao SBT

Minha Imag Princ BRANCA   T

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou ao SBT que não deve participar do debate organizado pela emissora, CNN Brasil, Terra, NovaBrasil e Eldorado/Estadão e Veja. Lula afirmou que a falta de agenda o impede de participar do evento. Contudo, a decisão acontece dois dias após o ex-presidente ter desempenho questionado no debate da Band. Segundo Instituto Quaest, o debate da Band teve quase 550 milhões de interações nas redes sociais, com 54% dos comentários para o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o restante para o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Marcado para a próxima sexta (21 de outubro), às 21h30, nos estúdios do SBT, o evento agora deve consistir de uma sabatina com o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, no horário em que ocorreria o debate. Os temas já foram previamente definidos. Oficialmente, embora tenha aprovado todos os detalhes e afirmar que o petista tem interesse em participar do debate, a campanha já comunicou que não deve ir ao debate. O mediador da sabatina deve ser o jornalista Carlos Nascimento e ela deve acontecer sem plateia.

Divulgação de motociata falsa tumultua visita de Bolsonaro a São Luís

Minha Imag Princ BRANCA   T

A visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) a São Luís levou milhares de pessoas ao aeroporto Cunha Machado e ao santuário da Assembleia de Deus na Estiva. Contudo, outras milhares de pessoas ficaram presas em engarrafamentos ou se deslocaram para outros lugares por conta da divulgação de uma motociata falsa que iria contar com a presença do presidente. Mesmo sem a confirmação da presença de Jair Bolsonaro, a motocarreata era divulgada desde o começo da semana por alguns bolsonaristas nas redes sociais. Alguns blogs, inclusive, com caíram na desinformação e chegaram a divulgá-la. Durante a visita do presidente ontem, membros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República desmentiram a motocarreta e lamentaram o “transtorno”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr (@joselinharesjr) TRANSTORNO Por conta da divulgação e notícia falsa, milhares de pessoas deixaram de ir diretamente ao evento principal no santuário da Assembleia de Deus e se aglomeraram no entorno do aeroporto. A fila de veículos se estendeu pelas avenidas dos Franceses e Guajajaras por quilômetros. Algumas famílias relatam que chegaram a ficar até 4 horas presas em seus veículos sem conseguir ver o presidente. “Se eu soubesse que não iria ter carreata, teria me organizado para ir ao tempo da Assembleia com meus amigos que virem cada um em seu carro. Juntava todo mundo no mesmo carro e íamos direto”, disse um eleitor do presidente. Outras pessoas tentaram prever a passagem do presidente e se deslocaram a locais do trajeto da motocarreata falsa. “Eu e meus pais ficamos horas esperando na Jerônimo de Albuquerque. Muita frustração, viu?”, disse e enfermeira Daniela Lins. POR QUE? Mesmo com o transtorno visível, ainda na noite de ontem autointituladas lideranças bolsonaristas foram às redes sociais festejar o sucesso da mentira pela participação popular. “Ora porra, é claro que deu gente. Sempre dá muita gente. Acontece que poderia ter dado mais e ter sido muito mais harmonioso se não tivessem divulgado essa mentira”, disse o funcionário público Cláudio Trindade em um grupo do whatsapp. Há a suspeita de que a motocarreata falsa seja mais um episódio lamentável da briga de egos dos autointitulados “líderes bolsonaristas” de São Luís. Enciumados pelo presidente participar de ato promovido pelo deputado federal Pastor Gil (PL), ex-candidatos forjaram um evento próprio para dividir as atenções. “Esses caras estão pouco se lixando para ajudar o presidente, sabe Linhares? São uns parasitas que querem sugar a popularidade dele e só isso. Com certeza nem chegam a pensar em ajudar, só querem tirar casquinha. E se prejudicar um evento do próprio presidente for o preço a pagar por isso, eles vão fazer e pronto”, disse um ativista pró-bolsonaro de São Luís em conversa com o titular do blog. O clima de frustração na manhã de domingo era notório nas redes sociais. Milhares de pessoas que não puderam participar do evento por conta da notícia falsa motivada por brigas de egos. O fato é que enquanto as lideranças bolsonaristas de São Luís forem as mesmas, o conservadorismo no Maranhão está fadado a ser um passatempo de pessoas fracassadas e inúteis para a causa.

Bolsonaro anuncia desoneração da folha de pagamento para profissionais de saúde

AADAE

Após sancionar o piso da enfermagem vetado pelo Supremo Tribunal Federal, Jair Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta (13 de outubro) o processo de desoneração da folha de pagamento dos profissionais da saúde. “São 17 setores que já estão desonerados, e ele falou que eu poderia anunciar a desoneração da saúde no Brasil e que o impacto é compatível”, disse o chefe do Executivo. O anúncio foi dado durante visita a Recife, na capital pernambucana. Bolsonaro ressaltou que trata-se de um pedido pessoal ao ministro Paulo Guedes e que a medida visa reforçar “a questão do piso da enfermagem no Brasil, que o Supremo resolveu barrar”. Atualmente, 17 setores da economia encontram-se com a desoneração na folha de pagamento até o final de 2023 – calçados, call center, comunicação, confecção e vestuário, construção civil, obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, tecnologia da informação, tecnologia da comunicação, projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas. Com a medida, as empresas que atuam nestes segmentos podem substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre o salário dos funcionários, para uma alíquota de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Ainda em sua fala, Bolsonaro aproveitou para ‘alfinetar’ seu adversário no segundo turno das eleições presidenciais e disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não sairá vitorioso na corrida eleitoral. “Lugar de ladrão é na cadeia”, bradou. Piso da enfermagem Bolsonaro realizou uma menção em seu discurso à Lei 14.434/2022, sancionada pelo presidente em 4 de agosto e que institui o piso salarial nacional aos enfermeiros de R$ 4.750, técnicos de enfermagem de 70% do valor e auxiliares e parteiras de 50% do piso. A medida, no entanto, foi suspensa pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e chancelada pelo plenário da Corte por 7 votos contra 4, por 60 dias para que entidades públicas e privadas realizem um levantamento sobre o piso da enfermagem e se manifestem sobre os impactos financeiros que a lei poderá causar em Estados e municípios. O magistrado, porém, ressaltou ser favorável à medida.

Vinda de Jair Bolsonaro a São Luís para motocarreata no sábado (15) é confirmada

Minha Imag Princ BRANCA   T

Foi confirmada a visita do presidente da República e candidato a reeleição, Jair Bolsonaro (PL), ao Maranhão no próximo sábado (15 de outubro. O presidente deve participar de uma motocarreata, que deve acontecer em São Luís no sábado. Bolsonaro ainda deve encontrar-se com políticos às 18h e de um culto religioso às 19h. A agenda de Jair Bolsonaro em São Luís está sendo administrada por membros da bancada federal. Antes de vir a São Luís no sábado, Bolsonaro tem agenda em Fortaleza e Teresina. Um dia antes da vinda de Jair Bolsonaro ao Maranhão, está confirmada a presença da primeira-dama Michele Bolsonaro e da ex-ministra e senadora eleita pelo Distrito Federal, Damares Alves, na sexta (14 de outubro). As duas irão liderar o encontro “Mulheres com Bolsonaro”, que deve acontecer no Centro de Convenções do Sebrae, por volta das 12h. Michele e Damares deram início uma caravana feminina pelo Nordeste do Brasil.

Lula teve 80% dos votos entre presidiários do Brasil no 1º turno

Minha Imag Princ BRANCA   T

Levantamento do site O Antagonista mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 80,59% dos votos dos presos em situação carcerária com direito a voto no Brasil. Foram analisados resultados em 222 seções instaladas em presídios, totalizando 14.653. O candidato do PT teve 8.883 votos e venceu em 208 seções. Jair Bolsonaro (PL) teve 1.741 votos e levou a melhor em apenas 13 seções. Em uma seção houve empate entre os dois. Já Simone Tebet (MDB) teve 152, Ciro Gomes (PDT) 150, Soraya Thronicke (União Brasil) conseguiu 58, e Felipe D’Ávila (Novo) 21. Padre Kelmon (PDT) teve 10 e Vera Lúcia (PSTU) 6. Leo Péricles (UP) e Eymael (DC) tiveram 1 voto cada. Segundo a legislação brasileira, apenas presos em situação provisória, sem sentença transitada em julgado, têm o direito a voto. A proporção da votação, no entanto, pode servir como base para identificar a predileção dos demais presidiários pelo petista. Em Limoeiro (PE), maior seção destinada a presos provisórios, com 264 eleitores, Lula obteve uma vitória esmagadora. Foram 248 votos, ou 98,4% do total. Nas duas menores seções, em Manaus e Pimenta Bueno (RO), o petista também levou a melhor entre os sete votantes em cada máquina. Em 2018 o PT também foi o vencedor entre os votos dos criminosos do país. Levantamento do jornal O Globo, na ocasião, mostrou que, no segundo turno, Fernando Haddad venceu nos presídios com 82,4% dos votos.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.