Maranhenses já passavam fome antes da pandemia

Flavio Dino FOME

O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) deve estragar os planos do governador Flávio Dino em culpar o presidente Jair Bolsonaro e/ou a pandemia por seu fracasso à frente do governo do Maranhão. Dados do IBGE mostram que em 2018, ano da reeleição de Flávio Dino, 62,2% dos lares maranhenses apresentavam situação de insegurança alimentar. Os dados foram resgatados pelo jornal “Hora 1”, da Rede Globo, ontem (1). A pesquisa levou em conta apenas moradores em domicílios permanentes, sendo excluídas do levantamento pessoas em situação de rua. Dessa forma, a realidade deve ser ainda mais dura do que os números mostrados pelo IBGE. Segundo o estudo, cerca de 1,3 milhões de lares maranhenses passam por esse tipo de situação. Destes, 31% passam fome cotidianamente. O percentual no Maranhão após quatro anos de Flávio Dino é maior da média do Nordeste, que ultrapassa 20%. Outros 69% dos lares maranhenses possuem dificuldade no acesso à alimentação e não fazem as devidas refeições para uma vida saudável. O período de realização da POF 2017-2018 teve início no dia 11 de julho de 2017 e término no dia 9 de julho de 2018.

Flávio Dino joga indireta contra Braide: “é vaidoso e prepotente”

Flavio Dino

Conhecido por suas indiretas nas redes sociais contra o presidente Jair Bolsonaro e membros do grupo sarney, o governador Flávio Dino (PSB) decidiu virar seus canhões em direção ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos). Covarde, Flávio Dino jogou indiretas contra o Braide durante a inauguração de uma obra de asfaltamento no município da Raposa. Como de costume, Dino não citou nomes. Só que fez questão de preparar o terreno para deixar claro que falava do prefeito da capital. “Eu sempre tenho as mãos estendidas para ajudar quem pede ajuda. Quando o prefeito é muito vaidoso, é muito prepotente, é muito orgulhoso, fica todo enrolado com problema e não pede ajuda. A gente vê isso. Aliás, está vendo”, debochou. Em abril o governador deve perder os palanques políticos que o cargo lhe concede.

Governo Flávio Dino é denunciado na Polícia Federal

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Um suposto esquema de corrupção no governo Flávio Dino foi denunciado à Polícia federal. Segundo a acusação, há irregularidades na execução contratos na área de infraestrutura. Mais especificamente entre a Sinfra (Secretaria de Estado da Infraestrutura) e as empreiteiras Moriah e Terramata. A denúncia foi feita pelo deputado estadual César Pires (PV). Além da Polícia Federal, também foram acionados MPF (Ministério Público Federal), TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria-Geral da União). Na denúncia César Pires afirma que o Governo Flávio Dino está escondendo processos licitatórios e de pagamento referentes aos contratos. Essa não é a primeira vez que recaem suspeitas sobre mau uso de recursos públicos na infraestrutura do governo. O secretário Noleto já foi alvo de investigação anterior por suspeita de direcionamento de licitações durante o período de 2015 a 2020. Outra investigação sobre supostos crimes contra ordem tributária envolvendo o secretário também são investigadas.

Flávio Dino silencia sobre morte da prefeita de Cajari

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Passadas mais de 24 horas após a morte da Dra. Maria Félix, prefeita de Cajari, o governador Flávio Dino não emitiu nenhuma nota oficial ou demonstração pública de luto. Além de prefeita de uma importante cidade do interior, Maria também é mãe do vereador e presidente da Câmara de Vereadores, Osmar Filho. Políticos ouvidos pelo blog demonstraram surpresa com a constatação. “Realmente, ele não falou nada”, disse um deputado que preferiu manter sua identidade em segredo por medo de pegar pressão. O desprezo do governador pela perda que afetou toda a classe política do estado pode ter apenas duas razões: o já conhecido menosprezo por prefeitos do interior pode ter pavimentado o desleixo, ou a falta de empatia pode ter sido motivada por questões políticas. Já que Osmar Filho é um dos generais do grupo do senador Weverton Rocha, que pretende disputar a sucessão de Flávio Dino à revelia do apoio do governador.

Segurança Pública entra em colapso total em São Luís

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O segundo semestre de 2021 deve entrar para a história como um dos períodos mais violentos e inseguros da história do Maranhão. Assassinatos em massa de policiais, arrastões em praias, assaltos, assassinatos, guerras de facções e mortes de inocentes. Poucas vezes na história da segurança pública da cidade se viu a criminalidade subjugando a sociedade de forma tão abrupta. Na noite da quinta (21) foram registrados diversos tiroteios em bairros da capital. O pânico na cidade foi acirrado pela divulgação em massa de vídeos por aplicativos de troca de mensagens que mostravam a ação dos criminosos. Apenas na noite de ontem foram registradas cinco mortes e dezenas de feridos, marcando o ponto alto de uma onda de violência que implodiu o sistema de segurança pública na capital. A onda de violência pode ser caracterizada pelo ajuntamento de uma série de situações que deixam evidente a crise de segurança. Uma semana antes dos tiroteios de quinta, dois policiais militares foram executados em bairros da Grande São Luís. A onda de assaltos a estabelecimentos comerciais também voltou com força total. Na terça (19), um grupo de homens invadiu um estabelecimento na Lagoa da Jansen e assaltou todos que estavam no lugar. Em agosto foi registrado o primeiro arrastão da história da orla de São Luís. Além disso, a guerra de facções na periferia continua sem que aja a preocupação da Secretaria de Segurança Pública. Por ironia, enquanto a população de São Luís sofre com a insegurança, o governador Flávio Dino recebeu recentemente o título de governador que melhor cuida de presidiários.

Após pedir ajuda de Sarney, Flávio Dino entra para a Academia Maranhense de Letras

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Em um dos episódios mais irônicos da história recente do Maranhão, o comunista Flávio Dino foi eleito nesta quarta (21) membro da Academia Maranhense de Letras (AML). Tudo indica que não assumirá a cadeira de imortal por méritos no ramo, mas por usar a política para transforma em propriedade familiar um símbolo cultural. Inexistente enquanto homem das letras, Dino ganhou notoriedade ao enfrentar e derrotar o que ele mesmo chama de “Oligarquia Sarney”. Ironia que o comunista tenha defendido de forma tão escancarada a hereditariedade da cadeira no 32 da AML, que teve Sálvio Dino, seu pai, como último ocupante. Tanto foi assim que, na semana passada, Flávio Dino decidiu pedir o apoio do ex-presidente José Sarney apoio na eleição. A reunião entre os dois e o pedido é de conhecimento público. O apoio do ex-presidente foi decisivo para que Flávio Dino pudesse transformar em propriedade familiar a cadeira 32 da AML. A política de Flávio Dino derrotou outros quatro candidatos (Antônio Guimarães de Oliveira, José Rossini Corrêa, José Carlos Sanches e Azenate de Oliveira) que tinham apenas méritos literários (esses que Flávio Dino não possui) a apresentar. Para justificar o abuso político da eleição de Flávio Dino para a Academia Maranhense de Letras (AML), bajuladores expõem a carreira jurídica e acadêmica do comunista como cortina de fumaça para o que ela realmente foi: uma intromissão da política no maior símbolo cultural do estado. É muito difícil acreditar que entre os outros quatro postulantes não exista alguém que tenha credenciais que superem passar em concurso público, escrever livros técnicos e uma carreira acadêmica de faz-de-conta. A imortalidade de Flávio Dino é uma mentira contada pela política nos ouvidos da cultura.

Afinal de contas, o que pretende Felipe Camarão?

Felipe Camarao

A negação de Felipe Camarão da tese de que sua pré-candidatura não passa de uma cortina de fumaça do governador Flávio Dino surpreendeu os mais atenciosos. Como assim ele está na eleição para valer? É claro que, mesmo sendo uma marionete, Camarão nunca iria assumir-se enquanto tal. Mas, o vigor com que defende a pré-candidatura e a alta intensidade do verniz de independência não deixam de chamar a atenção. Jogo de cena? Coragem? Flávio Dino programou ou também foi pego de surpresa? Logo após assumir-se como postulante ao cargo de governador, dez entre dez observadores entenderam que o movimento de Camarão só foi possível após permissão do governador. Acontece que Felipe Camarão tem cultivado a impressão de que talvez a história não seja bem assim. Até poucas semanas atrás, o secretário de Educação sequer era cogitado como possível nome. Nem as pesquisas o traziam como opção. O anúncio da pré-candidatura do secretário não foi levado à sério. “Manobra de Flávio Dino”, achava a maioria das pessoas. Todavia, bastaram poucos momentos para que o secretário saísse da penumbra de uma fácil disputa por vaga na Câmara Federal para uma aguda e inusitada pré-campanha ao governo. Bastaram horas para que o anúncio da ideia fosse transmutado em ação de verdade. Disparos de mensagens em massa, outdoors, campanhas em redes sociais, reuniões políticas, apoio. Felipe Camarão fez em um mês o que Carlos Brandão não conseguiu fazer em sete anos. Apenas coincidência? Claro que não. O petista já tinha a toda a estrutura para divulgar sua pré-candidatura pronta e montada. Poucos são competentes ao ponto de fazerem engrenar uma campanha em poucos dias. Imaginem um secretário de educação que tem como ponto alto do seu currículo ter deixado as escolas fechadas pela maioria do tempo. Só que o fracasso de Camarão como secretário, e minha retumbante antipatia por ele, não são o cerne desta análise, sigamos… Os analistas e players da política maranhense fizeram, em sua maioria, a opção pela tese de que Camarão seria uma espécie de contrapeso criado por Flávio Dino para blindar o PT das investidas de Weverton Rocha. Ou seja: era apenas um laranja. As últimas declarações dele, ratificando sua disposição a enfrentar as urnas para o cargo máximo da política local, dão a entender que, talvez, nem o próprio Flávio Dino tenha (se é que um dia teve) controle da candidatura do petista. A ação de Felipe Camarão pode estar escancarando uma situação ou escondendo outra. Ou mostra o nascimento de um novo e independente futuro candidato (que seria danosa para os planos de controle dinista) ou esconde um plano ardiloso centrado na desinformação e bagunça do ambiente (que beneficiaria apenas o próprio Flávio Dino). Justiça há de ser feita: poucos conseguiram chegar em posição tão boa, em tão pouco tempo e de forma tão repentina, no primeiro escalão. Isso é mérito do petista, não há debate porque é um fato indiscutível. A entrada de Felipe Camarão na primeira divisão da política local está sendo precoce demais. Resta saber se a saída também será.

Três policiais militares executados no Maranhão em uma semana

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Poucos dias após dois policiais militares serem executados, o sargento da PM do Maranhão, Mozaniel Mendes Sousa, lotado no Batalhão de Polícia (BPA), foi morto a tiros no Jardim São Cristóvão 1, em São Luís. Como das vezes anteriores, as abordagens revelam que há um programa de extermínio de policiais no Maranhão. Mosaniel foi abordado e executado na noite de terça. Os autores fugiram levando a pistola do sargento. No sábado (16), o subtenente Israel Silva Nonato Filho foi assassinado em circunstâncias semelhantes em um lava-jato, no bairro do Coroado. Antes dos dois, o sargento aposentado da Polícia Militar Raimundo Lima Silva Santos foi morto a tiros na quarta (13) em um posto de combustível no povoado Brejinho, na zona rural do município de Caxias. No caso de Raimundo, os indícios são de que ele tenha sido morto após tentar impedir um assalto. Mas, a situação não é conclusiva. Apesar da brutalidade dos casos em um espaço de tempo tão curto, o governador Flávio Dino silenciou em relação às mortes e nenhuma medida para investigar e impedir as execuções foi divulgada publicamente.

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