Simplício recebe aval nacional para continuar a pré-candidatura

O Secretário de Estado da Indústria, Comércio e Energia do Maranhão, Simplício Araújo, anunciou nesta sexta (19), que recebeu aval da direção nacional do partido para manter o projeto eleitoral. O atual secretário é pré-candidato do Solidariedade para disputar as eleições a Governo do Estado em 2022. Segundo Simplício, a autorização para seguir sua pré-campanha foi confirmada, durante o encontro do Núcleo de Organização e Articulação da Legenda, em Brasília. Além disso, em seu comentário, o secretário apresenta uma estratégia para eleger dois deputados federais no próximo ano e fala seu plano para beneficiar o Estado do Maranhão. Mesmo com a pré-candidatura de Simplício Araújo, o Governador Flávio Dino segue com a indicação para o apoio dos candidatos a governo do Maranhão em 2022. São eles: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDT) e o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão (PT).
Flávio Dino esconde destino de R$ 10 milhões de recursos para infraestrutura

Segundo denúncia do deputado estadual César Pires (PSD), a Secretaria de Estado da Infraestrutura do governo Flávio Dino (PSB) está escondendo o destino de recursos na ordem de R$ 10 milhões. O dinheiro teria sido contraído por meio de contrato com a Caixa Econômica Federal e o governo estadual para obras em estradas maranhenses. “Encaminhei hoje uma solicitação à Caixa Econômica Federal para que possa me responder acerca de um convênio de supostamente R$ 10 milhões de reais, para pavimentação de rodovias estaduais. Entre elas a estrada que liga Tutóia a Paulino Neves, e de Palestina a Duque Bacelar, nas quais, segundo informações de alguns empreiteiros, era para ser feito acostamento e meio-fio, e não foi. Trafeguei naquela região de quinta até domingo e constatei essa situação”, explicou Pires. O deputado lembrou que somente depois de denúncias as estradas entre Magalhães de Almeida e São Bernardo começaram a ser recuperadas pelo governo estadual. O deputado comprova suas afirmações com fotos e vídeos feitos na área. Ele ainda afirmou que, após o início das obras, as máquinas foram recolhidas e os serviços paralisados. “Segundo informações da região, o que verificamos em nossa passagem por lá, os serviços também foram malfeitos entre o povoado Palestina e o município de Duque Bacelar”, acrescentou. Segundo o parlamentar, as estradas entre liga Santa Quitéria e Magalhães de Almeida, Tutóia e Paulino Neves só vão receber as obras devidas porque as irregularidades foram denunciadas aos órgãos de fiscalização, como o Ministério e até a Polícia Federal. “Esse é o papel da oposição. Apontar os erros e cobrar soluções, para que as necessidades da população sejam atendidas”, disse ele. Para o deputado, o que está havendo na gestão dos recursos destinados à recuperação da malha viária do Maranhão é um verdadeiro descalabro. “Até acredito que não haja patrimonialismo por parte do governador Flávio Dino, mas há uma conveniência, uma leniência da parte dele em não tomar determinadas atitudes, embora inúmeras denúncias já tenham sido feitas pela oposição”, declarou. César Pires ainda informou que pediu informações à Caixa Econômica, e que também pedirá ao secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, o plano de trabalho das duas estradas, do povoado Palestina a Duque Bacelar, e de Tutóia a Paulino Neves, e as comprovações dos serviços e dos pagamentos feitos, para que ele possa solicitar a fiscalização do Ministério Público, e do Tribunal de Contas da União (TCU).
Uso de máscara não é mais obrigatório em São Luís

O governador Flávio Dino decreto nesta quinta (11) em que torna o uso de máscara facultativo em cidades maranhenses que tenham alcançado mais de 70% da vacinação total. Neste aspecto, a capital maranhense, com 84,5% da população vacinada, teve abolido o uso obrigatório de máscaras em locais abertos e fechados. Apenas 5,3% das cidades do Maranhão estão aptas a liberar o uso de máscaras completamente. Além de São Luís, outras XX cidades, das 217 do Maranhão, tiveram o uso obrigatório de máscaras abolido. Foram elas: Afonso Cunha (93%), Santo Antônio dos Lopes (84,7%), Alcântara (79,3%), São João dos Patos (78,7%), Junco do Maranhão (77,9%), Bacurituba (77,4%), Caxias (76,6%), Guimarães (76%), Cedral (75,8%), Sucupira do Riachão (75%), Mirinzal (74%) e Nova Colinas (70,2%).
Rejeição de Flávio Dino para o Senado deve ultrapassar 40%

A última pesquisa Econométrica sobre intenções de voto nas eleições maranhenses ligou o sinal vermelho para o governador, e pretenso candidato ao senado, Flávio Dino (PSB). Segundo o levantamento, mesmo sem oponentes e do alto do cargo de governador, Flávio Dino tem o segundo pior índice de rejeição no estado, com 32,3%. Com a chegada do ano eleitoral e a licença do cargo, Flávio Dino deve sofrer um aumento significativo de sua rejeição. Os sete anos do governo que prometeu revolucionar o Maranhão e irão entrega-lo pior do que recebeu devem pesar na avaliação dos eleitores. Além disso, o apoio de Flávio Dino entre prefeitos do interior deve diminuir. “Há prefeito do estado que tenta falar com ele há mais de 3 anos e não consegue. Na hora que sair da cadeira, vai perder apoio”, confidenciou uma fonte do Palácio dos Leões. Além da avaliação ruim do governo, da perda de aliados assim que deixar o cargo, outra candidatura pode interferir na rejeição do governador. Até agora o comunista é candidato único e não sofre qualquer tipo de oposição. Cenário que deve mudar quando surgirem outras candidaturas.
Flávio Dino tentou barrar aumento do Bolsa Família para R$ 400

Líder de um dos estados mais miseráveis do país, o governador Flávio Dino (PSB) articulou para barrar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o Auxílio Brasil (novo Bolsa Família). Apesar dos esforços do governador maranhense para impedir o aumento do benefício para R$ 400, o projeto foi aprovado na Câmara de Deputados na noite de ontem (9). PRESSÃO E MUDANÇA As manobras de Flávio Dino começaram com a interferência direta na bancada de deputados federais maranhenses. O comunista Márcio Jerry, que ocupa a secretaria de Cidades no governo, foi exonerado do cargo para voltar ao posto de deputado federal. A vaga era ocupada por Gastão Vieira (PROS), que assumiu o posto com a nomeação de Jerry para o governo e havia votado a favor do Bolsa Família de R$ 400 na primeira votação (propostas de emenda constitucional precisam ser aprovadas em dois turnos). Após a substituição de Gastão por Jerry, Flávio Dino chamou outros deputados e pediu a eles que mudassem o voto. Por fim, Flávio Dino militou diretamente nas redes sociais contra a aprovação do projeto. A tentativa de virar o jogo na bancada maranhense foi nula. A proposta obteve a mesma quantidade de votos na noite de ontem que recebeu no 1º turno: 12 votos. INCOERÊNCIA A atitude do governador evidencia a desfaçatez do governador na política e o desprezo pelo bem-estar da população do estado. Dino usou como pretexto para se manter contra a proposta a desculpa de que o Governo Federal deveria pagar suas dívidas. Acontece que em 2018 o governador editou um decreto em que proibia secretários de pagarem dívidas mediante decisões judiciais. A renda per capita no Maranhão é a pior do país. O último levantamento do IBGE afirma que a renda média no estado é de R$ 598,8. Com o novo auxílio, essa realidade poderia ser amortecida, uma vez que a PEC dos precatórios direcionava o pagamento de dívidas judiciais, chamadas de precatórios) para o pagamento do novo Bolsa Família. Grande parte destes precatórios estão nas mãos de banqueiros e grandes escritórios de advocacia. Ou seja: entre melhorar a assistência social do Governo Federal aos mais carentes e pagar dívidas milionárias com grandes empresas, o governador do Maranhão prefere a segunda opção.
De olho em 2022, Vice-presidente do PT deve chegar em São Luís
Márcio Macedo, vice-presidente nacional do PT, deve chegar nesta quarta-feira (10) na capital maranhese para reunião com aliados políticos. A expectativa é que a visita de Márcio em São Luís dure dois dias. Ele terá uma agenda importante, com debates para decidir os rumos do partido nas eleições de 2022. Um dos seus compromissos é a reunião com os pré-candidatos ao Governo do Maranhão dentro do grupo político do governador Flávio Dino (PSB). Vale lembrar que o PT já tem uma pré-candidatura, a do secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão. Márcio Macedo também vai conferir o andamento do PT no Maranhão e passar todas as informações para a Executiva Nacional. Por isso, o partido deve ter uma semana decisiva sobre as eleições de 2022.
Violência no campo também piorou com Flávio Dino

A Regional Nordeste 5 da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) publicou uma nota de repúdio contra à gestão de Flávio Dino (PSB). Seis homicídios de trabalhadores rurais foram registrados no interior do Maranhão, entre junho e outubro. Desde 2015, o governo dirigido por Dino é perigoso para o trabalhador do campo. Sequência de assassinatos preocupa entidades de direitos humanos. “Tal escalada de violência tem razões estruturais. A aposta governamental no aumento do agronegócio tem relação direta com casos de grilagem e morte no campo, e o incentivo a megaprojetos, com o aumento da degradação socioambiental e a expulsão de comunidades a todo o custo de da degradação socioambiental e a expulsão de comunidades a todo o custo de seus lugares de vida”, diz a nota da CNBB As primeiras vítimas assassinadas foram Reginaldo Alves Barros e Maria da Luz Benício de Sousa no povoado Vilela, em Junco do Maranhão, na região da baixada maranhense, em 18 de junho. O quarto homicídio registrado nessa comunidade desde 2019, segundo entidades. “Somam-se negligências nas investigações por parte do estado do Maranhão e instituições competentes, transformando a impunidade em verdadeiras licenças para matar”, afirma ainda a nota. Apenas três dos seis assassinatos têm suspeitos que foram detidos, segundo o advogado Diogo Cabral, assessor jurídico da Fetaema (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão). Ele afirma ainda que há diversas cobranças ao poder público alertando os conflitos no interior do estado. Diego diz que as comunidades estão sendo invadidas por empreendimentos de soja. “inclusive tivemos despejo por ordem judicial no ano passado, no meio de uma pandemia”, completa. A violência preocupa lideranças. O bispo de Brejo, dom Valdeci Santos Mendes, um dos responsáveis pela carta, alerta que o avanço da cultura da soja ameaça os trabalhadores rurais. Ele ressalta que a nota tem objetivo de chamar a atenção do governo para as mortes que acontecem no campo. “Ali na baixada há uma questão dos campos naturais e há um empenho para que eles não sejam cercados; mas muitos pequenos e médios proprietários insistem em fazer cercas. O estado que deveria tomar conta disso, orientar, muitas vezes não cumpre seu papel. Por isso os conflitos se acirram naquela região”, diz. Valdeci afirma que, mesmo sendo um governo de esquerda, há descaso com os trabalhadores e trabalhadoras rurais. “A gente procura a Secretaria de Meio Ambiente, mas esse diálogo não acontece. E aí saem algumas licenças para empreendimentos em áreas de comunidades quilombolas, de comunidades tradicionais. Há uma omissão em que se comprometem mais”. Pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, o governo do Maranhão diz que atua “nos conflitos fundiários desde 2015, por meio da Comissão Estadual de Enfrentamento e Prevenção à Violência no Campo e na Cidade”. A secretaria não informou sobre as investigações dos crimes. “O acompanhamento dos conflitos socioambientais tem se dado em diferentes redes, com o objetivo de traçar uma atuação emergencial, mas principalmente no fortalecimento da política preventiva de conflitos”. O governo afirma que encaminha as denúncias de crimes e conflitos às autoridades responsáveis, solicitando providências de investigação e processamento criminal. Ainda segundo o governo, “a secretaria ressalta a efetivação do Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, que garante proteção a defensores e defensoras de direitos humanos em situação de ameaça para que estes continuem na sua militância”. Créditos: Com informações de Carlos Madeiro, Colaboração para o UOL, em Maceió.
Candidato é acusado de estelionato racial nas eleições da OAB Maranhão

O advogado Diego Sá divulgou em suas redes sociais que pretende ser “primeiro preto a assumir a presidência da OAB-MA”. Ao ser confrontada com os fatos, a declaração pode ser caracterizada como uma tentativa do líder da chapa 10 cometer uma prática até então inédita no país: o estelionato racial em eleições. Diego Sá tenta transformar a cor de sua pele em peça publicitária. Acontece que a realidade aponta que a situação pode não se tratar de orgulho negro, mas de mero oportunismo e estelionato eleitoral. Se nas redes sociais, e mais especificamente no período eleitoral, o jovem advogado proclama sua negritude, o mesmo não se poder ver em documento de autodeclaração na própria OAB. No documento ele se declara “pardo”, o que tem levantado críticas de uma suposta “afro-conveniência” por parte de Sá. Além do mais, o advogado também demonstra desconhecer a história da instituição da qual pretende presidir. Brigido Lages, que atualmente é juiz de direito, já exerceu a presidência da OAB no Maranhão. Brigido é negro e apenas um exemplo da fragilidade do marketing eleitoral de Diego Sá. Apesar de negar sua ligação com o grupo de extrema esquerda que aparelhou a OAB por anos, o uso de pautas como ideologia de gênero, racialização e linguagem neutra evidenciam que Diego Sá pretende, caso eleito, retomar a entidade aos tempos em que funcionava apenas como uma franja política local.