Flávio Dino determina institui “passaporte a vacina” no Maranhão
O governador Flávio Dino (PSB) instituiu uma série de protocolos de prevenção à disseminação da Covid-19. O motivo é o surgimento da nova variante, a Ômicron, de origem sul africana, com a confirmação de casos no Brasil. Medidas como, a exigência do “passaporte da vacina” em eventos, estaria inserida na portaria. Publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 30, a portaria prevê alguns requisitos para ter acesso a eventos. As pessoas precisam estar vacinadas ou que apresentem na entrada do evento, exame de Reação em Cadeia de Polimerase (PCR) negativo para Covid-19 ou exame de antígeno negativo para Covid-19, efetuados até 72 horas antes do evento. O objetivo da portaria, segundo o governo, é atualizar e consolidar as normas estaduais destinadas à contenção do coronavírus, na forma do Decreto nº 37.176, de 10 de novembro nº 2021. Isso representa um recuo de Flávio Dino, após uma flexibilização precipitada dos protocolos sanitários de prevenção à Covid-19. Ao se deparar com o novo avanço da doença em países europeus e com o aparecimento da Ômicron, o governador maranhense se viu obrigado a voltar atrás, após decreto dos protocolos de saúde. Apesar da portaria, Flávio Dino não assinou o ato, transferindo a responsabilidade ao secretário da Casa Civil, Diego Galdino.
Comunidade coloca Flávio Dino “para correr” de inauguração

Marcada para ontem, a inauguração da Ponta do Morro, no Bairro São Francisco em São Luís, deveria contar com a participação do governador Flávio Dino. Por conta da falta de abastecimento de água que atinge o local há dias, moradores pretendiam protestar contra o descaso. O risco de ser alvo dos protestos fez o governador cancelar o compromisso. Realizada com recursos federais em parceria com o Governo do Estado, a Ponta do Morro é mais uma obra que tem autoria omitida pelo governo federal. Poucos meses atrás, antes da inauguração, empregados do governo arrancaram a placa que sinalizava o envio de recursos federais para o lugar. A obra consiste em um grande programa de urbanização de uma área que era tradicionalmente ocupada por palafitas. Na sexta (4), durante reunião para acertar os detalhes da inauguração, moradores afirmaram que iriam cobrar do governador a falta de abastecimento. Segundo a comunidade, Flávio Dino prometera entregar a obra com a demanda resolvida. O que não aconteceu. Antes da inauguração dezenas de cartazes foram colados nas faixadas de várias casas. Os moradores também protestaram durante o ato de inauguração, que foi tocada pelo Secretário de Cidades, Márcio Jerry. Ciente dos problemas que iria enfrentar por conta do descumprimento das promessas, o secretário levou consigo técnicos da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema) para apaziguar a situação. Na manhã de domingo carros de som anunciavam a presença do governador no local. Ele não foi. Com a chegada das eleições e as cobranças por seus sete anos de mandato, é provável que a situação se repita.
Linha de atuação do MDB em 2022 será tomada em janeiro

A presidente estadual do MDB, Roseana Sarney, se reuniu com o vice-presidente, o deputado estadual Roberto Costa, com objetivo de abordar estratégias para 2022. A definição é que o partido vai conversar com a bancada de deputados estaduais na Assembleia Legislativa, para definir a posição de candidaturas no ano que vem. Essa decisão diz respeito aos apoios do partido, com quais legendas firmará parceria, e qual mandato Roseana deverá concorrer. Os emedebistas voltaram a apostar na ex-governadora para a corrida ao governo. Costa afirmou que não estaria descartada a possibilidade de apoio a Dino para o Senado. Caso a Roseana Sarney não dispute essa vaga. Segundo os bastidores, a ex-governadora estaria mais próxima em disputar como deputada federal. Porém, as pesquisas mostram ela na liderança tanto para o governo do estado, quanto uma boa posição para o senado. O que coloca em dúvida em qual cargo que ela possa disputar no ano que vem. A reunião do MDB será após o encontro da base aliada definir Dino, que ocorre em janeiro. Com a informação de quem irá mesmo representar o grupo dinista, o MDB poderá ter mais possibilidades para suas definições.
Flávio Dino repete em 2021 estratégia de manipulação usada em 2011

Em 2011 o então ex-juiz Flávio Dino comandava o grupo de oposição ao prefeito João Castelo. Formado por um grande número de integrantes, o bloco tinha vários postulantes ao cargo de candidato a prefeito. Inclusive o próprio Flávio Dino. Assim como nas eleições de 2012, Flávio Dino arquitetou a mesma estratégia de controle dos aliados em 2022. Em 2011 a reeleição de João Castelo era dada como dificílima. A fraqueza política do gestor acendeu o desejo de vários membros da então chamada “Frente de Libertação do Maranhão” em concorrer ao cargo. Além do próprio Flávio Dino, também pretendiam entrar na disputa o ex-prefeito Tadeu Palácio, os deputados Edivaldo e Eliziane Gama, além de outros nomes de menor expressão. A saída para equalizar a situação encontrada por Flávio Dino foi esperar as pesquisas e escolher, de forma democrática, o candidato do grupo. Não cumpriu. Na calada da noite foi alçado ao cargo de candidato o deputado Edivaldo Holanda Jr. Atrás de Eliziane e Tadeu nas pesquisas, sem articulação política e, ainda por cima, ex-aliado de primeira linha de João Castelo, Edivaldo conseguiu a vaga almejada por todos. Ocorre que Flávio Dino prometeu uma escolha “democrática” e fez entregou uma escolha pessoal. A tragédia política que abalou o ex-prefeito João Castelo, que disputou a reeleição isolado, assegurou a vitória de Edivaldo. Antes disso, Dino fez questão de isolar os demais membros do grupo. Em julho de 2021, em uma reunião no Palácio dos Leões, Flávio Dino mais uma vez prometeu critérios objetivos na escolha do candidato. O principal deles era o resultado das pesquisas eleitorais. Quem melhor estivesse seria colocado como candidato. Passados quatro meses, o governador deixou de lado o que prometera e anunciou, como em 2011, o escolhido à revelia do que havia sido antes acordado mudando completamente as regras que ele mesmo havia estabelecido. Flávio Dino anunciou sua preferência e deixou a cargo dos partidos acatar, ou não. Escolhido por Flávio Dino, apesar da insatisfação dos demais pré-candidatos, o vice-governador Carlos Brandão iniciou uma ofensiva entre o “baixo clero” do grupo para dar um verniz de adesão ao “conselho” do governador. Os principais alvos são aliados do senador Weverton Rocha. Dadas as circunstâncias, é quase impossível que a vontade pessoal, travestida de coletiva, do governador para sua sucessão não seja efetivada. Brandão será o candidato do “grupo”. Resta saber se os demais farão como Eliziane e Tadeu em 2011, que abdicaram de suas candidaturas, ou se irão resistir à infidelidade de Flávio Dino.
Secretário de Educação aglomera 2 mil pessoas em ato político

Contrário à abertura das escolas por meses, o secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, não vê problema em juntar pessoas quando o assunto for política. Na última sexta (29), o secretário juntou 2 mil pessoas em um ato político de sua pré-candidatura. Poucas semanas atrás, o presidente Jair Bolsonaro foi multado por ato no município de Senador La Rocque por promover uma aglomeração que superou o limite de 100 pessoas estipulado pelo Govermo Estadual. Camarão foi um dos grandes críticos do ato do presidente na época. O ato do secretário de Educação evidencia o caráter, ou a falta dele, dos homens públicos maranhenses. Se tivesse o mesmo empenho como secretário que tem como político, quem sabe Felipe Camarão tivesse poupado o vice-governador Carlos Brandão de ser humilhado por uma estudante da rede pública em ato na semana passada.
Flávio Dino criou “Conselhão da Corrupção” com recursos públicos

Dados do Portal da Transparência do Governo do Maranhão revelam um grupo de funcionários beneficiados com R$ 34 milhões durante o governo Flávio Dino. A denúncia, feita pelo deputado estadual Wellington do Curso, mostra que o governador criou uma espécie de “Conselhão da Corrupção” pago com dinheiro público. “O governador Flávio Dino já gastou R$ 34 milhões só com jetons para aliados políticos. Isso deveria ser uma gratificação para os funcionários que participassem de reuniões e conselhos. Ocorre que, no Maranhão, isso é um verdadeiro conselhão da corrupção”, destacou o parlamentar. A forma de desviar os recursos públicos para os bolsos de aliados políticos seria por meio de gratificações, os chamados “jetons”. Esses recursos são pagos a funcionários públicos pela participação em reuniões e conselhos. Os aliados de Flávio Dino plantados no governo tinham seus salários turbinados por estas gratificações. Wellington mostrou dados extraídos do Portal da Transparência que confirmam suas denúncias. O mais surpreendente é que mesmo no período da pandemia, quando o governo instituiu o homem office e determinou o cancelamento de diversas atividades presenciais, continuou o pagamento de gratificações a aliados políticos que participaram de reuniões e conselhos.
Flávio Dino proibiu Dória de vir ao MA pedir votos em prévias

O governador Flávio Dino (PSB) articulou a proibição de uma visita de João Dória (PSDB) para fazer campanha nas prévias. O tucano pretendia vir ao Maranhão pedir votos para os membros do partido para as prévias que devem escolher o próximo candidato do PSDB à Presidência da República. Poucas horas antes do encontro, a equipe de Dória foi chamada na residência do vice-governador, Carlos Brandão, que cancelou a visita. A reunião durou pouco tempo. Após relatar que João Dória não seria recebido e que não era bem-vindo no Maranhão, Brandão afirmou que a ordem partiu do governador Flávio Dino. Desafeto de João Dória, Dino mandou dizer que o Maranhão apoiava a candidatura de Eduardo Leite (que também disputa as prévias) e que “o governador de São Paulo não seria recebido no estado”. A estrutura para a visita de Dória já havia sido completamente providenciada . O Hotel Blue Tree Towers, na Avenida Litorânea, estava com as reservas feitas e iria abrigar a comitiva do tucano. Além do prejuízo financeiro, após o anúncio de Brandão, que atualmente figura como mandatário da legenda no estado, o clima de constrangimento foi notório. O movimento deve afastar o PSDB de Brandão em caso da vitória de João Dória nas prévias.
Breve raio x do fracasso
Em algum texto já devo ter contado o curioso episódio que testemunhei há, aproximadamente, uma década, ocorrido em um dos municípios que prestava assessoria. Repetirei por ter tudo a ver com o sucede no presente, no nosso estado. Certa vez fui convidado a participar de uma reunião de início de exercício naquele município que tanto gostei de trabalhar, sobretudo, pela amizades que fiz. A reunião ocorria em um salão paroquial ou clube e já se encontrava totalmente tomado quando cheguei. O prefeito que presidia a reunião chamou-me para tomar assento ao seu lado na mesa e começamos por ouvir os relatórios das realizações de cada secretaria no ano que passara. Os secretários iam relatando os seus feitos e recebendo os aplausos da assistência. Até que chegou a vez da secretária de assistência social – e esse o relato que até hoje me chama a atenção –, que comunicou o grande feito de uma gestão no ano anterior: graças ao esforço dela e da sua equipe, haviam mais que dobrado, praticamente, triplicado, o número de beneficiários do programa “Bolsa-Família”, no município. Quando terminou a explanação, de longe, foi a mais aplaudida, quase um minuto de aplausos vibrantes. Com meus botões, refletia: estariam aplaudindo o fato de tanta gente precisar de um auxílio social para sobreviver? Não mereceriam mais aplausos se tivesse desenvolvido programas de geração de renda que retirassem as pessoas da humilhante fila da miséria? Passados tantos anos, principalmente agora, aquele momento, com toda sua vivacidade, ainda permanece vivo na minha memória. Não tem como fazermos uma cruel analogia com a catarse daquele momento com o que assistimos diariamente, achamos normal e até aplaudimos. As emissoras de rádio e televisão, redes sociais e a mídia em geral, sobretudo nos horários nobres, divulgam, como propaganda oficial, que o governo estadual determinou que nos restaurantes populares o prato da refeição seja vendido a um real; divulgam, também, a distribuição de milhares de cestas básicas às famílias em situação de miséria e vulnerabilidade. Quando vejo a pujante propaganda oficial falando no número de cestas básicas distribuídas ou o prato de comida a um real, a primeira coisa que me ocorre é a lembrança da secretária que dobrou o número de pessoas inscritas no “Bolsa-Família”. Fracassado no propósito de retirar as famílias da miséria – que aumentou em relação aos governos anteriores –, governo gasta uma fortuna em propaganda da miséria, exaltando o prato de comida a um real e a distribuição de milhares de cestas básicas. E não pensem que eu me oponho a esse tipo de ação governamental de baratear o preço da comida no restaurante popular e muito menos a distribuição de milhares de cestas básicas, apenas constato, com pesar, com muito pesar, que o governo estadual fracassou em diminuir a desigualdade ou a pobreza no estado – ao invés disso a aumentou. Segundo o IBGE mais de 74% (setenta e quatro por cento) da população maranhense sobrevive com menos de um salário mínimo nacional. Pelos dados do mesmo instituto estamos falando de um número superior a 5 milhões de cidadãos vivendo nesta situação de indigência. Se já é difícil viver ganhando mais de um salário mínimo cujo poder de compra é insuficiente para comprar duas cestas básicas, imaginem a vida de setenta e quatro por cento da população vivendo com menos de um salário mínimo por mês. Um agravante é que os dados terríveis sobre o Maranhão são anteriores à pandemia. Ainda saindo da situação pandêmica, é visível que a pobreza no país e, principalmente, no estado aumentou mais ainda. A miséria é tamanha que até o grupo Sarney, que dominou o estado por quase meio século, e são “doutores” no assunto se dizem incomodados com os números do atual governo e o fustiga por isso. Assim, parece fazer sentido – ao menos para eles –, que tal qual a secretária de assistência social de quem falei no início, festejem a distribuição de cestas ou barateamento do prato feito no restaurante popular. Muito embora sejam os números da miséria o mais nefasto legado do atual governo, temos diversos outros motivos para atestar a sua inapetência na gestão pública. Vejamos as obras – ou a ausência delas. Temos dificuldades em encontrar obras de vultos do atual governo. Não temos notícia de nenhuma obra estruturante para o desenvolvimento do estado. Com muito boa vontade – muito boa vontade, mesmo –, poderíamos citar a ponte sobre o Rio Pericumã, ligando os municípios de Bequimão e Central do Maranhão, que vai diminuir a distância em quase cem quilômetros para diversos municípios da Baixada. Essa obra, entretanto, se arrasta desde 2015, é até capaz do atual governador não inaugurá-la, e é marcada por polêmicas, a principal delas, o fato do consórcio em conluio com o governo, tentarem por todas as formas esquivar de pagar os tributos aos dois municípios ou tentarem mascarar tais pagamentos, motivando inúmeras ações de execuções fiscais. Não duvido se, ao término da obra, deixarem os municípios sem os pagamentos devidos. Tudo isso por culpa do governo, que desafiando a legislação, não fez os descontos dos tributos diretamente na fonte. Lembro que quando candidato o atual governador prometeu fazer da MA 006, a rodovia de integração do Maranhão. Essa estrada tem mais de 2 mil quilômetros, vai de Apicum-Açu, no extremo norte a Alto Parnaíba, no extremo sul do estado. Uma promessa vã. Já findando o sétimo ano de governo, não temos notícia de um quilômetro feito visando dotar a tal MA dos requisitos para integrar o estado. Parece-me que a única coisa útil que fizeram foi permitir a federalização de uma parte da pista na região sul. Outra obra de vulto, por assim dizer, mas desta vez na saúde é o urgente e necessário Hospital da Ilha. Da obra, financiada com recursos dos bancos de fomento, as noticias que chegam – e que precisam ser checadas pelas autoridades de controle –, é que o físico não “casa” com o financeiro nem a pau, noutras palavras o que já enterraram na