Lira diz que pautas de esquerda dificilmente terão aprovação

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BRASÍLIA, 05 de junho de 2023 – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), destacou que o Congresso Nacional de 2023 é composto por uma maioria conservadora e liberal. De acordo com ele, algumas propostas de cunho mais progressista e à esquerda dificilmente serão aprovadas na Casa, sendo importante que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha ciência desse cenário. Ele teve um encontro com o presidente Lula durante um café da manhã no Palácio da Alvorada, na manhã dessa segunda (5), onde discutiram os desafios na articulação política do governo. Na oportunidade, Arthur Lira afirmou: “O Congresso não foi eleito com uma maioria progressista de esquerda. É um Congresso que busca reformas, tem uma perspectiva liberal e conservadora, e possui posicionamentos próprios”. O presidente da Câmara ressaltou que a dinâmica política atual é diferente, com os parlamentares sendo influenciados diretamente por seus eleitores por meio das redes sociais. Ele alertou que a realidade do Congresso hoje não é a mesma de duas décadas atrás. Lira concluiu: “O governo precisa se mobilizar, a articulação política deve estar mais atenta, e eu acredito que, a partir de hoje, com a participação do presidente Lula, haverá um envolvimento mais efetivo na construção de uma base sólida”.

Esquerda boicota feira israelense em Universidade de Campinas

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Militantes de esquerda conseguiram suspender uma feira de universidades israelenses na Unicamp, em Campina (SP). Na oportunidade, os manifestantes picharam a fachada do prédio com a mensagem “Palestina Livre”. Segundo o presidente da Federação Árabe Palestina no Brasil (Fepal), Ualid Rabah, “se a UNICAMP mantiver esta feira, estará não apenas legitimando o apartheid israelense sobre o povo palestino, mas admitindo que a humanidade pode tolerar o apartheid e outros crimes de lesa-humanidade, todos presentes na Palestina e praticados por Israel, como aceitáveis em qualquer parte do mundo, talvez até aqui, contra parcelas do povo brasileiro”. Em nota, a Federação Israelita do Estado de S. Paulo criticou o que considerou ser “ação marginal dos manifestantes”. “As imagens de manifestantes acuando e hostilizando os representantes das universidades israelenses são repugnantes e precisam ser investigadas. A Unicamp é um espaço democrático que, inclusive, mantém seis convênios com universidades israelenses, sempre trabalhando no sentido de fazer a cooperação mútua entre os dois países […] a violência é a marca principal de algumas das manifestações pró-Palestina pelo mundo, aqui no Brasil não podemos admitir que isso aconteça”, registrou. Já a Reitoria da Unicamp afirmou que “a Feira de Universidades Israelenses não pôde ser realizada por força de manifestações contrárias à sua ocorrência. A saída, com segurança, da equipe promotora do evento ocorreu após negociações com os representantes da manifestação. A Unicamp ressalta que o direito à livre manifestação será garantido desde que essas sejam realizadas de forma pacífica e desde que não haja o impedimento de atividades acadêmicas devidamente autorizadas pelas instâncias decisórias da Universidade.” A feira reuniria representantes das Universidades de excelência de Israel, entre elas: Universidade Bar Ilan, Universidade de Haifa, Universidade Hebraica de Jerusalém, Universidade de Tel Aviv e Technion – Israel Institute of Technology, na área da Comvest (Comissão Organizadora dos Vestibulares).

Esquerda maranhense não elegeu nenhuma mulher deputada federal nos últimos 20 anos

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Apesar do discurso sempre recorrente de empoderamento e representatividade feminina na política, partidos de esquerda do Maranhão não elegeram nenhuma mulher deputada federal nos últimos 16 anos. Já o total de homens eleitos em legendas dessa natureza chegou a mais 30 homens. Os números revelam uma dissonância entre discurso e prática. 2022, O ANO DAS MULHERES (que não são de esquerda) As eleições de 2022 entraram para a história como as que elegeram a maior bancada feminina maranhense desde a redemocratização no fim doa anos 1980. Foram eleitas 3 mulheres para o cargo. Detinha (PL), Roseana Sarney (MDB) e Amanda Gentil (PP). Para manter a tradição no estado nas últimas décadas, nenhuma chegou ao cargo em partidos de esquerda. Duas delas, aliás, pertencem a partidos da base do presidente Jair Bolsonaro (PL e PP). Já a ex-governadora Roseana Sarney pertence a um partido de centro, o MDB. Antes das três, apenas duas mulheres haviam dividido com homens vagas na Câmara Federal. Eliziane Gama (2014) e Nice Lobão (2006 e 2010). MUITO DISCURSO, POUCO APOIO A vitória das mulheres em partidos de direita e o fracasso das campanhas em legendas de esquerda se torna mais vexatório quando observados os números. Apenas a comunista Flávia Alves (PCdoB) conseguiu ficar entre as 10 mais votadas. Quando observada a divisão de recursos partidários, a coisa ainda piora. Alves recebeu apenas a metade de recursos dos quais teve direito o deputado federal eleito Márcio Jerry, também do PCdoB. Tanto Amanda Gentil, quanto Roseana e Detinha receberam mais recursos do fundo partidário que Flávia Alves. HIPOCRISIA Levando-se em consideração que o Maranhão foi governado por um partido de esquerda por 8 anos, o PCdoB, e antes já havia tido um período sob o comando do PDT, é impossível deixar de inferir que a defesa que se faz da participação feminina na política não passa de debate. Além de não auxiliar mulheres na ascensão para vagas na Câmara Federal, foram poucas as que ocuparam cargo no primeiro escalão dos governos Jackson Lago (PDT) e Flávio Dino (PCdoB). Situação que deve se repetir com Carlos Brandão (PSB).

Apoiadores de Lula no Maranhão votaram por continuidade dos “saidões de presos”

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Dos 18 deputados federais que representam o Maranhão em Brasília, apenas três decidiram votar contra o fim da saída temporária de presos aprovada ontem. Por coincidência, Bira do Pindaré (PSB), Rubens Júnior (PT) e Zé Carlos (PT) são apoiadores do ex-presidente Lula. O texto contou com articulação direta do deputado federal Aluísio Mendes e foi aprovado por 311 votos favoráveis e 98 contrários. O projeto segue para o Senado, que vai analisar as alterações dos deputados. André Fufuca (PP), Cleber Verde (Republicanos) e Márcio Jerry (PCdoB) não votaram. Jerry deveria acompanhar a orientação da bancada. Mas, muito provavelmente por saber da repercussão negativa da posição, deve ter decidido deixar a “batata-quente” nas mãos dos “companheiros”. Veja a lista completa de como votou a bancada do Maranhão: Aluísio Mendes (PSC) – votou pelo fim da saída temporáriaAndré Fufuca (PP) – não votouBira do Pindaré (PSB) – votou contra o fim da saída temporáriaCléber Verde (Republicanos) – não votouEdilázio Júnior (PSD) – votou pelo fim da saída temporáriaGil Cutrim (Republicanos) – votou pelo fim da saída temporáriaHildo Rocha (MDB) – votou pelo fim da saída temporáriaJoão Marcelo (MDB) – votou pelo fim da saída temporáriaJosivaldo JP (PSD) – votou pelo fim da saída temporáriaJúnior Lourenço (PL) – votou pelo fim da saída temporáriaJuscelino Filho (União) – votou pelo fim da saída temporáriaMárcio Jerry (PCdoB) – não votouMarreca Filho (Patriota) – votou pelo fim da saída temporáriaPastor Gil (PL) – votou pelo fim da saída temporáriaPaulo Marinho Júnior (PL) – votou pelo fim da saída temporáriaPedro Lucas Fernandes (União) – votou pelo fim da saída temporáriaRubens Pereira Júnior (PT) – votou contra o fim da saída temporáriaZé Carlos (PT) – votou contra o fim da saída temporária

Crescimento de Bolsonaro assusta, e PT vai antecipar campanha de Lula

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O crescimento do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto deixou o núcleo de decisões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com medo. A consequência foi apressar a apresentação formal do ex-mandatário como pré-candidato petista ao Palácio do Planalto para o início de abril. A data ainda não está definida, mas o evento deve ocorrer no dia 1º de abril, data que marca o fechamento da chamada janela partidária, quando termina o prazo para a mudança de legendas ou filiações de quem concorrerá à eleição deste ano. O PT planeja grande ato em São Paulo, reunindo aliados e o ex-governador Geraldo Alckmin, escolhido como vice, e que ainda negocia sua filiação a algum partido da base de Lula, seja o PV, seja PSB. A urgência de colocar a campanha na rua foi motivo de conversa de Lula com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Lula disse para a deputada ter chegado a hora de começar a colocar o pé na estrada, já como pré-candidato formal. A preocupação com o crescimento das intenções de voto de Bolsonaro é o principal motivo. O desejo é frear esse avanço do atual titular do Palácio do Planalto, principalmente na Região Nordeste. De acordo com petistas do entorno de Lula, ainda não há uma data certa para a ida do ex-presidente ao Nordeste, no entanto, essa deve ser uma das primeiras ações do pré-candidato petista. Bolsonaro é considerado um adversário perigoso, por já ter conseguido reverter boa parte da diferença com o petista, lançando mão de programas sociais, como o auxílio emergencial para enfrentar os problemas causados pela pandemia de coronavírus e o Auxílio Brasil – substituto do Bolsa Família.

Lula se incomoda sobre apoiar quem sempre foi de direita

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Prestes a oficializar saída do PSDB e definir rumo ao PSB, Carlos Brandão parece não ter vida fácil mesmo com mudança de partido. O vice-governador do Maranhão é a escolha pessoal de Flávio Dino e conta com articulação do chefe do Palácio dos Leões para conseguir apoio do líder petista, Luiz Inácio Lula da Silva. Diante disso, o ex-presidente recebeu Flávio Dino e o senador Weverton Rocha nesta semana, em São Paulo, com o objetivo de unificar a esquerda no Maranhão. No entanto, Lula reafirmou, em entrevista, seu apoio a Weverton para o Governo do Estado e afirmou que não apoiará um candidato do PSDB, se referindo a Carlos Brandão. Por conta disso, segundo informações, Lula não estaria confortável com a insistência de Flávio Dino para apoiar o vice-governador na disputa do Palácio dos Leões. Um interlocutor do líder petista que acompanhou as conversas em caráter reservado revelou: “O presidente ficou claramente incomodado com o desejo do Dino de apoiar um cara que sempre foi da direita”, afirmou.

Dino confirma desespero da esquerda com candidatura de Moro

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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), usou as redes sociais para atacar o ex-juiz Sergio Moro (Podemos). “O Supremo está errado; o TCU está abusando; advogados são bandidos. Não debato com Ciro Gomes.” Trata-se de um caso grave e inédito de “juizite” prolongada, cujo maior sintoma é uma esquisita prepotência. Sem escusas. — Flávio Dino (@FlavioDino) January 26, 2022 O ataque o chefe do Palácio dos Leões foi direcionado a Moro após o presidenciável afirmar que o ex-presidente Lula mandou o PT desistir de requerer uma CPI no Congresso Nacional contra ele. Com medo das verdades incômodas que iriam surgir, Lula manda o partido desistir da CPI contra mim. Lula arregou.https://t.co/y0GkTpgvz7 — Sergio Moro (@SF_Moro) January 26, 2022 Em novembro de 2021, Dino alegou que Moro agiu de modo parcial ao julgar ex-presidiário Lula. Em outra ocasião, atacou o pré-candidato do Podemos, ao alegar que Moro é um juiz politiqueiro e parcial, sem autoridade moral para falar em democracia. Moro sabia ou devia saber que não tinha competência para julgar processos relativos a @LulaOficial. Moro agiu de modo PARCIAL, conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal. Quanto de dinheiro público foi desperdiçado nesses processos ilegais e imorais ? — Flávio Dino (@FlavioDino) November 16, 2021 “Não dá para flertar com o autoritarismo”, diz o ex-juiz que prendeu ilegalmente Lula e depois foi ser ministro do presidente de extrema-direita. E de lá só saiu depois de humilhado e expurgado. Juiz politiqueiro e parcial não tem autoridade moral para falar em democracia. — Flávio Dino (@FlavioDino) November 21, 2021 As críticas de Flávio Dino só confirma o desespero da esquerda com a pré-candidatura do ex-ministro rumo à presidência da República.

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