A lista dos panos de esquerda para o Hamas

BRASIL, 11 de setembro de 2023 – Confira abaixo uma lista das notas sobre as manifestações de esquerda após os massacres e sequestros de civis em Israel no sábado (7). Elas variam entre a omissão do nome do Hamas, a indistinção entre seus membros e os palestinos inocentes, a legitimação moral das atrocidades cometidas, e o apoio antigo ou atual à “resistência” do grupo terrorista. Eis a lista: Gleisi critica “brutalidade” de Israel contra ataques terroristas do Hamas O Hamas e os vícios intelectuais da esquerda MST chama ataques terroristas de reação “legítima” Em livro, Amorim vê potencial no Hamas na busca pelos direitos palestinos Extremista recebido por ministro de Lula zomba de mulher sequestrada Crusoé: O silêncio ensurdecedor do ministro de Direitos Humanos Silvio Almeida Dois ministros de Lula assinaram manifesto pró-Hamas em 2021, diz Globo Crusoé: “Mulheres massacradas, sequestradas, torturadas”: cadê as feministas? Ataque ocorreu após “anos de tratamento discriminatório”, diz Amorim Daniel Ortega se diz ‘solidário’ à causa palestina Evo Morales defende o Hamas PCO comemora ataques terroristas: “Todo apoio ao Hamas! Fim de Israel!” Sem citar Hamas, PT diz que paz só é possível com criação da Palestina Gorinchteyn critica Boulos por não condenar Hamas e abandona campanha
Brasileiros de direita são o dobro dos que dizem ser de esquerda

O levantamento “A Cara da Democracia”, conduzido pelo Instituto da Democracia em agosto, aponta que 22% dos brasileiros se consideram alinhados à direita do espectro político, enquanto apenas 11% se identificam com a esquerda. Em 2019, no primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro (PL), cerca de 11% dos entrevistados se consideravam de direita. O número daqueles que manifestavam alinhamento à esquerda era de 6%. Além disso, a sondagem mostra que 79% dos entrevistados são contra a legalização do aborto e 70% são contrários à descriminalização das drogas. O estudo envolveu 2,5 mil eleitores, todos entrevistados presencialmente em 167 cidades de todo o Brasil, durante os dias 22 a 29 de agosto.
Deltan Dallagnol retorna ao Brasil e ironiza a esquerda

PARANÁ, 24 de junho de 2023 – O ex-chefe da Força-Tarefa da Lava Jato e ex-deputado federal, Deltan Dallagnol, retornou ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos, onde participou de uma palestra no evento da Acton University. Durante sua ausência, surgiram boatos de que ele estaria em “exílio”, o que levou Dallagnol a ironizar as acusações feitas pelas esquerdas. Na oportunidade, Dallagnol expressou surpresa ao constatar que não havia ninguém da “esquerda democrática” esperando para prendê-lo no aeroporto, como se seu retorno fosse um grande crime. Pra tristeza da esquerda histérica, eu voltei ???? pic.twitter.com/OLfrAQ9GJq — Deltan Dallagnol (@deltanmd) June 25, 2023 Além de agir com tom irônico e provocativo em relação às críticas e especulações que surgiram durante sua viagem, Dallagnol tem ressaltado sua determinação em combater a corrupção e confrontar aqueles que o acusam de maneira negativa.
A esquerda morreu

A esquerda política foi morrendo em etapas e depois morreu de uma só vez: Assistir de perto a morte da esquerda Passei 30 anos procurando a esquerda política. Como Winston Smith em 1984, fui movido pela noção idealista de que certamente deveria existir uma alternativa revolucionária. Na graduação (1988 a 1992), frequentei a faculdade mais à esquerda que pude encontrar, Swarthmore. Quando George HW Bush lançou sua guerra no Iraque, havia cerca de vinte de nós que se uniram para se opor a ela. Desse grupo, apenas cerca de cinco estavam comprometidos com a organização política real para acabar com a guerra. Não havia professores abertamente marxistas. Em 1990, viajei para a América Central, onde a esquerda havia sido devastada por décadas de governo autoritário e genocídio absoluto. Trabalhei em uma cooperativa de gado sandinista na única história de sucesso deixada na região, a Nicarágua. Encontrei principalmente machismo, não alguma teoria política transcendente de base. Agora a Nicarágua sob os sandinistas regrediu ao autoritarismo brutal que uma vez tentou derrubar. Nos anos 2000, eu queria ir para a faculdade de direito para estudar Teoria Crítica do Direito, mas restavam apenas dois professores no país que ainda trabalhavam nessa área e estavam prestes a se aposentar. A conferência anual sobre Teoria Crítica do Direito nos EUA havia parado de se reunir e não havia periódicos produzindo bons trabalhos sobre o tema. Escrevi sobre isso há algum tempo no meu Substack. Fiz um mestrado em políticas públicas na UC Berkeley de 2010 a 2012 e descobri que o espírito revolucionário deixou aquele lugar na década de 1960. Minhas aulas de políticas públicas eram repletas de professores desenhando gráficos no quadro-negro mostrando como o salário mínimo e os sindicatos eram ineficientes. Os poucos professores esquerdistas que ainda restavam na UC Berkeley estavam no departamento de Geografia e todos falavam uma linguagem codificada que é impossível de entender de fora (portanto, nenhuma revolução viria deles). Eu fiz meu Ph.D. de 2014 a 2019 no departamento de economia política mais radical que encontrei. Restavam alguns professores marxistas, mas eles se concentravam principalmente em projetos históricos. Os professores mais novos estavam escrevendo meditações pós-modernas sobre tempo e espaço (portanto, nenhuma revolução viria deles) e críticas intermináveis ao neoliberalismo (que funciona como uma espécie de plano de emprego permanente para a esquerda que nunca ameaça as estruturas de poder existentes). Minha busca de três décadas pela esquerda política revelou uma série de cidades fantasmas. Como Winston Smith, descobri que a Irmandade existe apenas como uma ideia, não como um movimento político realmente existente.
Mentiras e verdades sobre Tarcísio e a extrema esquerda LGBT

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Deputado destaca distanciamento entre esquerda e evangélicos

SÃO PAULO, 09 de junho de 2023 – Em entrevista na manhã desta sexta (9) ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) tratou como um “divórcio eterno” entre o segmento evangélico e a esquerda brasileira. Na oportunidade, o parlamentar considerou inteligente o declínio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de participar da Marcha para Jesus, durante o feriado de Corpus Christi, em São Paulo, e disse que as ações dos esquerdistas “afrontam” os valores da religião. “Lula teve uma decisão inteligente. Logo quando saiu da cadeia, uma das primeiras declarações dele foi falar que colocaria os pastores nos seus devidos lugares. A esquerda brasileira, lamentavelmente, tem um distanciamento muito grande do segmento evangélico, até porque quando estão no Executivo afrontam muito os nossos valores. Entendo que se Lula tivesse ido, por conta do distanciamento e das declarações das ações junto ao governo federal, imagino que a recepção realmente não seria satisfatória, como não foi quando o ministro enviado por ele citou a mensagem dele. Lamentamos. Não é um comportamento que incentivamos. Mas em uma reunião de massa é impossível controlar as reações humanas”, disse. Na ocasião, Sóstenes Cavalcante falou sobre o distanciamento entre a esquerda brasileira e o segmento evangélico, enfatizando a necessidade do PT fazer uma autocrítica, rever ser comportamentos e estatutos. “Quem sabe o PT e a esquerda façam uma autocrítica, mudem seus comportamentos, seus estatutos e voltem em algum momento ao segmento evangélico. Hoje, é um divórcio para sempre o segmento evangélico e a esquerda brasileira”, completou.
Lira diz que pautas de esquerda dificilmente terão aprovação

BRASÍLIA, 05 de junho de 2023 – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), destacou que o Congresso Nacional de 2023 é composto por uma maioria conservadora e liberal. De acordo com ele, algumas propostas de cunho mais progressista e à esquerda dificilmente serão aprovadas na Casa, sendo importante que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha ciência desse cenário. Ele teve um encontro com o presidente Lula durante um café da manhã no Palácio da Alvorada, na manhã dessa segunda (5), onde discutiram os desafios na articulação política do governo. Na oportunidade, Arthur Lira afirmou: “O Congresso não foi eleito com uma maioria progressista de esquerda. É um Congresso que busca reformas, tem uma perspectiva liberal e conservadora, e possui posicionamentos próprios”. O presidente da Câmara ressaltou que a dinâmica política atual é diferente, com os parlamentares sendo influenciados diretamente por seus eleitores por meio das redes sociais. Ele alertou que a realidade do Congresso hoje não é a mesma de duas décadas atrás. Lira concluiu: “O governo precisa se mobilizar, a articulação política deve estar mais atenta, e eu acredito que, a partir de hoje, com a participação do presidente Lula, haverá um envolvimento mais efetivo na construção de uma base sólida”.
Esquerda boicota feira israelense em Universidade de Campinas

Militantes de esquerda conseguiram suspender uma feira de universidades israelenses na Unicamp, em Campina (SP). Na oportunidade, os manifestantes picharam a fachada do prédio com a mensagem “Palestina Livre”. Segundo o presidente da Federação Árabe Palestina no Brasil (Fepal), Ualid Rabah, “se a UNICAMP mantiver esta feira, estará não apenas legitimando o apartheid israelense sobre o povo palestino, mas admitindo que a humanidade pode tolerar o apartheid e outros crimes de lesa-humanidade, todos presentes na Palestina e praticados por Israel, como aceitáveis em qualquer parte do mundo, talvez até aqui, contra parcelas do povo brasileiro”. Em nota, a Federação Israelita do Estado de S. Paulo criticou o que considerou ser “ação marginal dos manifestantes”. “As imagens de manifestantes acuando e hostilizando os representantes das universidades israelenses são repugnantes e precisam ser investigadas. A Unicamp é um espaço democrático que, inclusive, mantém seis convênios com universidades israelenses, sempre trabalhando no sentido de fazer a cooperação mútua entre os dois países […] a violência é a marca principal de algumas das manifestações pró-Palestina pelo mundo, aqui no Brasil não podemos admitir que isso aconteça”, registrou. Já a Reitoria da Unicamp afirmou que “a Feira de Universidades Israelenses não pôde ser realizada por força de manifestações contrárias à sua ocorrência. A saída, com segurança, da equipe promotora do evento ocorreu após negociações com os representantes da manifestação. A Unicamp ressalta que o direito à livre manifestação será garantido desde que essas sejam realizadas de forma pacífica e desde que não haja o impedimento de atividades acadêmicas devidamente autorizadas pelas instâncias decisórias da Universidade.” A feira reuniria representantes das Universidades de excelência de Israel, entre elas: Universidade Bar Ilan, Universidade de Haifa, Universidade Hebraica de Jerusalém, Universidade de Tel Aviv e Technion – Israel Institute of Technology, na área da Comvest (Comissão Organizadora dos Vestibulares).