Caged aponta alta nos postos de trabalho no MA entre 2022-25

novo caged

MARANHÃO, 18 de fevereiro de 2026 – Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) mostram que o total de vínculos ativos subiu de 580,6 mil para 690,5 mil trabalhadores nesse período. O desempenho representa um ritmo mais acelerado de formalização no estado em comparação com séries históricas anteriores. O saldo positivo de empregos foi constante ao longo de todo o quadriênio analisado. Em 2022, o estado registrou 40.280 admissões líquidas, o maior volume do período. No ano seguinte, foram contabilizadas mais 21.849 vagas formais. Além disso, em 2024, o Maranhão acrescentou 16.042 postos de trabalho ao estoque. Por fim, em 2025, houve novo impulso com a geração de 31.713 empregos com carteira assinada. O percentual de 18,9% na expansão dos contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) supera o observado em intervalo mais longo da série histórica.

Emprego na indústria cai mesmo com faturamento em alta

CNI Indústria

BRASIL, 20 de janeiro de 2026 – O emprego na indústria registrou queda pelo terceiro mês seguido em novembro de 2025, mesmo com um aumento pontual no faturamento das empresas. Os dados dos Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda (19), revelam que o setor eliminou 0,2% dos postos de trabalho naquele mês. Essa retração reflete os efeitos do aperto monetário e da desaceleração gradual da atividade ao longo do segundo semestre. Conforme a entidade, a perda de ritmo no emprego industrial se intensificou a partir de setembro, acumulando um recuo de 0,6% no trimestre. Por outro lado, o faturamento real da indústria de transformação apresentou uma alta de 1,2% em novembro na comparação com outubro. Entretanto, no acumulado do ano até novembro, o crescimento do faturamento é de apenas 0,3%.

Inadimplência cresce, mas Maranhão abre 2,8 mil empregos

Inadimplência Maranhão

MARANHÃO, 28 de agosto de 2025 – A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) registrou que a inadimplência das famílias brasileiras atingiu 30,2% em julho, o maior índice em quase dois anos. O levantamento revela aumento expressivo das dívidas em atraso. No Maranhão, dados do Serasa mostram que 44,8% da população adulta — mais de 2 milhões de pessoas — estavam inadimplentes em junho. O cenário evidencia dificuldades financeiras persistentes para quase metade dos maranhenses. A coordenadora do Núcleo de Negócios da UniFacimp Wyden, Petra Fernanda, aponta a falta de planejamento financeiro como a principal causa do aumento da inadimplência. Ela destaca que o uso do crédito rotativo agrava a situação das famílias. Com juros que chegaram a 449,9% ao ano em maio, esse tipo de financiamento transforma pequenas dívidas em compromissos de longo prazo, considerados por especialistas como uma “bola de neve” difícil de ser controlada. Petra Fernanda orienta que famílias conheçam sua realidade financeira de forma detalhada, priorizem gastos essenciais, evitem compras desnecessárias e construam uma reserva de emergência. A recomendação é acumular pelo menos três vezes a renda líquida mensal. Apesar do cenário de endividamento, o Maranhão apresentou crescimento no mercado de trabalho formal. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) registrou a criação de 2.898 empregos com carteira assinada em julho. Entre janeiro e julho de 2025, o estado acumula 20.767 novas vagas. O resultado mostra desempenho positivo em quatro dos cinco principais setores avaliados, com destaque para os Serviços, que lideraram a geração de empregos. O setor de Serviços respondeu por 1.548 novas vagas em julho, seguido pelo Comércio, com 588, pela Construção, com 538, e pela Indústria, com 396. Apenas a Agropecuária apresentou queda, com fechamento de 172 postos.

Bolsa Família ampliado afasta metade das famílias do emprego

Bolsa família

BRASIL, 20 de agosto de 2025 – Para cada duas famílias que recebem o Bolsa Família, uma sai da força de trabalho. A conclusão, de pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), comprova um efeito colateral da forte expansão do programa nos últimos anos: ele passou a desestimular a busca por emprego formal. O Bolsa Família se agigantou desde a pandemia: o valor médio mais que triplicado e o número de famílias atendidas tiveram forte aumento. Uma das consequências é a redução da oferta de mão de obra. Com mais dinheiro vindo do governo, parte dos beneficiários não está interessada em emprego com carteira assinada. Essa influência do Bolsa Família sobre a oferta de mão de obra ocorre em meio ao cenário de aquecimento do mercado de trabalho, ainda que as contratações estejam subindo em ritmo mais moderado. A taxa de desemprego em junho foi de 5,8%, a menor da série histórica, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice reflete a fração da força de trabalho que está em busca de ocupação. Ao mesmo tempo, a taxa de participação das maiores pessoas de 14 anos na força de trabalho ainda não voltou aos níveis anteriores à pandemia da Covid-19, em 2020. Em dezembro de 2019, 63,4% dos brasileiros em idade ativa trabalhavam ou procuravam emprego. Em junho de 2025, esse índice era de 62,4%. O Bolsa Família passou por uma transformação radical desde a pandemia. De um auxílio modesto, tornou-se um programa de R$ 170 bilhões anuais. Essa expansão trouxe benefícios sociais, mas também revelou um “custo oculto”: a redução da participação no mercado de trabalho, especialmente entre jovens homens das regiões Norte e Nordeste. O problema maior está no Nordeste. A taxa de participação, que era de 56% no último trimestre de 2019, ficou em 54,1% no primeiro trimestre deste ano. A única região que teve um avanço – e, mesmo assim, considerada marginal pelos economistas – foi o Sul, onde a participação no mercado de trabalho passou de 66,8% para 66,9% no mesmo período. DO AUXÍLIO MODESTO AO ORÇAMENTO DE R$ 170 BILHÕES A transformação do Bolsa Família começou em 2020, no governo de Jair Bolsonaro (PL), com a instituição do Auxílio Emergencial, que se consolidou no Auxílio Brasil. Os valores pagos por família saltaram de uma média de R$ 190 ao mês em 2019 para R$ 600. Em 2023, com a posse de Lula (PT), o nome original foi retomado. Houve uma redesenho nos benefícios, e o valor médio chegou aos atuais R$ 670 — um aumento de 253% em relação a 2019. O número de famílias atendidas passou de 14 milhões para 21 milhões desde 2017. E o orçamento disparou de R$ 35 bilhões para R$ 170 bilhões.

Brasileiros preferem trabalho autônomo a emprego formal

emprego formal

BRASIL, 10 de julho de 2025 – A maioria dos brasileiros (59%) prefere trabalhar por conta própria em vez de ter emprego formal, enquanto 39% optam por vínculo empregatício. Os dados são de pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta (20), com 2.026 entrevistados em 136 municípios entre 10 e 11 de junho. Além disso, 31% aceitariam trabalhar sem carteira assinada por salários mais altos – em 2022, esse percentual era de 21%. A preferência pelo trabalho autônomo é maior entre jovens de 16 a 24 anos (68%), enquanto entre os maiores de 60 anos, 50% escolheriam essa modalidade. No recorte por renda, 72% dos que ganham até dois salários mínimos valorizam a CLT, contra 56% entre quem recebe mais de dez salários.

Maranhão registra 3,5 mil novas vagas formais em abril

Maranhão emprego

MARANHÃO, 30 de maio de 2025 – O Maranhão gerou 3.582 empregos formais em abril de 2025, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado veio de 22.816 admissões e 19.234 desligamentos, consolidando o estado como um dos melhores desempenhos no Nordeste. No acumulado do ano, o saldo é de 7.865 vagas, enquanto nos últimos 12 meses foram 22 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. Em nível nacional, o Brasil bateu recorde histórico para o mês de abril, com 257,5 mil empregos formais e superou 48 milhões de vínculos ativos. Quatro dos cinco principais setores econômicos do Maranhão tiveram saldo positivo. O setor de serviços liderou, com 1.724 vagas, seguido por comércio (1.046), construção civil (817) e indústria (249). A agropecuária foi a única com resultado negativo, perdendo 254 postos.

MA e mais 11 estados têm mais Bolsa Família do que empregos

Bolsa Família

MARANHÃO, 28 de setembro de 2024 – O número de beneficiários do Bolsa Família supera o de trabalhadores com carteira assinada em 12 das 27 unidades da Federação. Esses dados não incluem o setor público. Antes da pandemia, oito estados tinham mais beneficiários do Bolsa Família do que empregados com carteira assinada. Esse número subiu para 10 em 2020, chegando a 13 estados em 2023. A partir de 2024, o número de estados nessa situação caiu para 12, com o Rio Grande do Norte sendo o mais recente a apresentar mais carteiras assinadas do que beneficiários. Entre os estados, o Maranhão tem a maior dependência do benefício, com 659 mil empregos formais e 1,2 milhão de famílias recebendo Bolsa Família. Já Santa Catarina apresenta o menor índice de beneficiários em relação aos trabalhadores formais, com 10 empregados para cada família inscrita no programa. O Brasil tinha 39,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada em janeiro de 2020, antes da pandemia, e 13,2 milhões de beneficiários do Bolsa Família. Esse número aumentou para 21,6 milhões em 2022.

Homem é assassinado ao buscar emprego em São Luís

Emprego morto

SÃO LUÍS, 20 de setembro de 2023 – Um homem identificado como César Augusto Mendes Oliveira, de 41 anos, foi brutalmente assassinado dentro de uma empresa localizada nas proximidades do Terminal de Integração do Distrito Industrial, no bairro do Maracanã, zona rural de São Luís. O crime ocorreu por volta das 11h da manhã desta quarta (20). De acordo com informações fornecidas pelas autoridades policiais, a vítima encontrava-se na recepção da empresa Montisol, onde estava entregando documentos como parte de um processo seletivo em busca de uma vaga de emprego. Tragicamente, durante esse processo, César Augusto foi alvejado na região da cabeça. O autor do disparo fugiu do local após o assassinato. A vítima, César Augusto, residia no Residencial Amendoeiras, que também se encontra na região do Distrito Industrial. A Montisol emitiu um comunicado afirmando que compartilha suas instalações com a CMPC Industrial e que a vítima era um dos candidatos participando de um processo seletivo realizado pela CMPC. Até o momento, as autoridades não dispõem de informações sobre a motivação por trás desse ato brutal, nem sobre a autoria do crime. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão, que utilizará imagens das câmeras de segurança da empresa na tentativa de identificar o autor dos disparos.

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