Pandemia mostra absurdo do calendário eleitoral brasileiro

Em 2021 todas as forças política do Brasil, pelo menos teoricamente, deveriam estar centradas na luta contra a pandemia e pela redução de seus efeitos catastróficos na sociedade e na economia. Teoricamente deveria, na prática não é o que acontece. Para infelicidade dos brasileiros, o sistema eleitoral congela o país a cada dois anos por conta de eleições. E o que deveria ser daquelas unanimidades absolutas, simplesmente passa despercebido por quase todos. A pandemia afetou o Brasil em 2020, ano de eleições municipais. Logo no começo foi cogitado o adiamento das eleições, a unificação dos pleitos. Vereadores e prefeitos ganhariam mais dois anos de mandato e o Brasil começaria a ter apenas uma eleição a cada quatro anos.Em meio a apelos por distanciamento social, a ideia foi perdendo força ao ponto de não chegar, sequer, a ser uma lembrança. Enquanto a ideia de unificação das eleições agonizava, a classe política foi para a rua e fez campanha. Em 2021, passada a eleição municipal, agora é a eleição de 2022 que sequestra a atenção dos políticos. Enquanto a pandemia não dá sinais de descanso, a atenção dos políticos em relação à saúde pública descansa. O segundo trimestre inaugura a temporada de articulações políticas. O infortúnio de enfrentar duas eleições em meio a uma crise de saúde pública de proporções mundiais é evidente em si mesmo. Contudo, há muito mais a se argumentar contra a enxurrada de eleições. leia o texto completo AQUI
Dória disputará prévias do PSDB pensando em Presidência da República

Em entrevista à Reuters nesta terça-feira, o governador do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB), assumiu que disputará as prévias do partido PSDB para definir o candidato à Presidência nas eleições de 2022. Na próxima semana o partido tucano fará uma reunião e, conforme o governador, as prévias estão marcadas para 17 de outubro. Quando questionado se será um dos postulantes ao lado de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, Dória mencionou mais um nome na disputa interna e defendeu que todos os filiados sejam consultados nas prévias do partido, não somente um grupo específico, como parlamentares. “Tem também o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que também se apresenta como pré-candidato e merece respeito. Neste momento temos três”, afirmou o governador paulista.
Flávio Dino se reúne com Carlos Brandão e Weverton Rocha

O governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se reuniu com o vice governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) na noite desta quinta-feira (15). Flávio Dino tenta evitar rompimento em seu grupo político que já vem se desenhando desde o 2º turno das eleições de 2020. Segundo Carlos Brandão, o encontro foi proveitoso porque todos entenderam o forte alicerce que foi construído ao longo do tempo. Weverton Rocha, por sua vez, disse que as mudanças positivas precisam seguir e o grupo segue firme e focado. O governador concluiu que, no momento oportuno, irá articular os diálogos necessários com a base de seu grupo político. “Hoje tive longa e produtiva reunião com o vice-governador Carlos Brandão e com o senador Weverton. Somos aliados de longa data e temos compromisso quanto à continuidade das mudanças positivas no Maranhão. No tempo certo, irei coordenar os diálogos necessários com o nosso grupo”, afirmou Flávio Dino.
Flávio Dino desconversa sobre ser candidato a vice-presidência

Nessa segunda-feira (12), em entrevista concedida ao Canal My News, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), tratou a respeito de seu destino eleitoral em 2022. Quando perguntado sobre a possibilidade de compor uma chapa liderada por Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), ex-presidente da República, e ser candidato a vice, Dino não descartou a possibilidade, tentando desconversar: “[…] ninguém se candidata a vice, ninguém se oferece para ser vice. É uma coisa até de mau gosto com o amigo […]”, afirmou o governador, assumindo que, na verdade, vai disputar o Senado pelo Maranhão. “Desde dezembro, eu firmei como projeto principal a candidatura ao Senado aqui no Maranhão, esse é o cenário, o caminho mais provável é um disputa ao Senado”, disse.
PCdoB quer entregar governo do Maranhão ao PSDB em 2022

A aliança histórica entre PCdoB e PSDB no Maranhão deve ser reeditada no estado em 2022. Em entrevista ao Poder 360, o governador Flávio Dino assumiu que pretende apoiar o vice-governador Carlos Brandão nas eleições do ano que vem. “Tem uma alta chance, uma vez que ele é uma pessoa com a qual tenho relação política e pessoal muito antiga. Está conosco há 6 anos. Provavelmente me desincompatilizo em abril do ano que vem e ele assume o governo”. O PSDB foi peça fundamental na eleição de Flávio Dino em 2014. Na ocasião o comunista chegou, inclusive, a manifestar apoio a Aécio Neves naquelas eleições ainda no primeiro turno. Flávio Dino, inclusive, elogiou a legenda quando tratou de Carlos Brandão. “Sem dúvida o Brandão é um ótimo nome e o fato de ele estar no PSDB fortalece o pleito dele. Eles me apoiaram em 2014, tenho um reconhecimento”. PSDB e PCdoB só estiveram distantes após o rompimento do senador Roberto Rocha, na época presidente da legenda, com Flávio Dino. Situação que foi resolvida com o isolamento de Rocha na legenda pela Executiva Nacional e posterior condução de Brandão ao comando do PSDB no estado.
MBL vê com interesse candidatura de Danilo Gentili

Neste sábado (10), o humorista Danilo Gentili se reuniu junto ao Movimento Brasil Livre (MBL) para tratar de sua pré-candidatura à presidência da República. De acordo com informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, o Movimento Brasil Livre vê com interesse o fato do humorista ter empatado com Luciano Huck nas pesquisas de intenções de voto para presidente proporcionadas pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia (IPEA). Além do incentivo do comunicador André Marinho e do deputado federal Kim Kataguiri (DEM), Danilo Gentili conta com apoio de Sergio Moro, colaborando para reforçar o nome do humorista no jogo político, de acordo com Revista Crusoé.
PSB declara apoio ao PDT para Governo do Maranhão

Luciano Leitoa, presidente do PSB no Maranhão, anunciou que o senador Weverton Rocha (PDT) tem apoio do partido PSB para o Governo do Estado em 2022 com o objetivo de manter o projeto implantado desde 2014 no Estado. Logo, os socialistas se juntam ao bloco trabalhista que contam com presença dos partidos Cidadania, DEM e Republicanos. O PSL também deve ingressar na coligação, mas aguarda transição do deputado Pedro Lucas Fernandes que deve comandar o partido.
Após colocar petistas na cadeia, Joaquim Barbosa quer colocar PT no poder

Conhecido por mandar para a cadeia nomes tradicionais do PT e comandar o julgamento do Mensalão, que marcou o início da destruição do partido, Joaquim Barbosa está articulando nos bastidores apoio ao ex-presidente Lula em 2022. Partiu de Barbosa a condenação de toda a cúpula do PT no governo do ex-presidente. Foram condenados pelo ex-ministro José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Em um momento do julgamento, Barbosa chegou a acusar o também ministro Roberto Barroso de fazer política ao invés de seguir critérios técnicos. Na ocasião, Barroso votava à favor dos réus. Nos últimos meses Joaquim Barbosa assumiu o papel de oposição ao presidente Jair Bolsonaro. Informações dão conta de que o ex-ministro cogita, inclusive, aliar-se ao ex-presidente Lula. Petistas, antes críticos ferrenhos de Joaquim Barbosa, comemoraram a predisposição de apagar a história de carrasco de corruptos para a construção de uma imagem de apoiador de petistas. Caso as especulações sobre a mudança de opinião sobre corrupção sejam configuradas, esse será mais uma caso do levante e da união do sistema entorno da candidatura de um corrupto como reação ao presidente Jair Bolsonaro.