Bolsonaro fala sobre Lula e eleições de 2022

O presidente da República, Jair Bolsonaro, conversou com apoiadores no Palácio da Alvorada nesta terça-feira (25) e afirmou que quem está insatisfeito com seu governo, tem Lula para votar no ano que vem. “Tem algum posicionamento seu a favor do 31 de março de 1964? Vieram todos para cima da gente naquela época. Eu não vou discutir esse assunto aqui. Para quem não está contente comigo, tem Lula em 2022”, afirmou Jair Bolsonaro. A afirmação foi uma resposta ao questionamento de uma mulher que cobrou maior eficácia do governo federal, alegando que o povo, os ministros e o próprio presidente está sofrendo.
FHC joga no lixo o resto de dignidade que tinha
César Pires recebe a visita do prefeito Lahesio Bonfim

O deputado estadual César Pires recebeu nesta quinta-feira a visita do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim. Os dois conversaram sobre a conjuntura política e as perspectivas para as eleições de 2022 no Maranhão, inclusive sobre mudanças partidárias e a disputa pelo governo estadual. No encontro, Lahesio Bonfim disse que tem percorrido diversos municípios para conversar com apoiadores da sua pré-candidatura a governador em 2022. E decidiu dialogar também com lideranças do seu campo político no Maranhão, que é o de oposição ao governo Flávio Dino. César Pires disse ter se impressionado com a desenvoltura e com as propostas do prefeito Lahesio Bonfim para o Maranhão. “Quando todas as pré-candidaturas estiverem de fato definidas, e já estivermos no PSD, ouviremos todos os postulantes para que possamos definir qual caminho seguiremos nas eleições de 2022”, declarou o deputado, ao final da visita. “Estamos conversando com apoiadores, dirigentes partidários e lideranças do nosso campo político, por isso vim dialogar com César Pires, deputado de oposição com quem também conversamos sobre o PSD. Já estivemos com dirigentes do PSC e vamos visitar lideranças do PRTB, do PSD e do PTB, para que possamos definir nosso futuro partidário no tempo certo”, declarou Lahesio Bonfim.
Lula ignora Flávio Dino e atrapalha plano comunista no Maranhão

Nos últimos dias o ex-presidente Lula protagonizou uma série de ações políticas que devem bagunçar o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e minar sua liderança política no estado. A reunião com o ex-presidente José Sarney e o apoio ao senador Weverton Rocha (PDT) ao governo do estado são, indiscutivelmente, ações que afrontam a liderança comunista no estado. O ex-presidente José Sarney, tido como principal adversário de Flávio Dino no estado, foi cortejado por Lula na última sexta. O petista divulgou em suas redes sociais uma foto com Sarney que expõe o laço de amizade entre os dois e o desejo de Lula em contar com o apoio do maranhense em sua base de apoio para a eleição presidencial de 2022. O gesto de devoção de Lula a Sarney agravou uma outra ação acontecida ainda nesta semana: o apoio ao senador Weverton Rocha. Weverton disputa a vaga de candidato da frente de esquerda no estado para a sucessão de Flávio Dino. Recentemente o governador deu declarações e se movimentou de forma a deixar claro que não irá apoiar o pedetista Weverton. O comunista prefere o vice-governador, Carlos Brandão (PSDB). A disputa entre Brandão e Weverton deve se acirrar nos próximos meses. Alguns esperam uma guerra civil pelo poder que pode ter os mesmos resultados de 2020. Na ocasião a base do governador saiu rachada por conta do confronto entre o deputado estadual Neto Evangelista (DEM), Rubens Jr (PCdoB) e Duarte Jr (Republicanos), todos membros do grupo governista que se engalfinharam no pleito. A desunião entre eles facilitou a vitória do já favorito Eduardo Braide (Podemos) na eleição da capital. Apesar de não declarar publicamente e de fazer juras de lealdade ao ex-presidente Lula, Flávio Dino tem sua liderança no estado ameaçada por Lula. Menos e um ano após o racha que quase implode sua base, agora o governador tem que gerenciar o fato de que o maior líder de esquerda no país acena para seus adversários no estado. A ação de Lula também pode interromper a campanha de Flávio Dino que visava fortalecer a base do vice-governador. Em uma tentativa de isolar Weverton Rocha, o governador iniciou uma série de reuniões, todas acompanhadas de Brandão, em que expõe seu apoio e pede ajuda na eleição dele em 2022. Recentemente o jornal Folha de São Paulo também noticiou que o PT nacional não pretende apoiar uma candidatura capitaneada pelo PSDB ao Governo no Maranhão. O fato é que a intervenção de Lula no estado à revelia do que pensa e quer o governador Flávio Dino é mais um problema que bate na porta do comunista.
Bolsonaro tem mais aliados potenciais nos Estados entre possíveis candidatos

Levantamento do Poder360 mostra que o presidente Jair Bolsonaro tem uma rede de apoios regionais para a eleição de 2022 mais bem delineada que seus prováveis concorrentes. No jargão político, essas alianças costumam ser chamadas de “palanque”. O atual presidente tem afinidade com grupos políticos locais ou possíveis candidatos a governador que podem apoiá-lo em ao menos 25 das 27 unidades da Federação. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem “pré-aliados” em 16 Estados. Ciro Gomes (PDT), em 7. Nomes do PSDB circulam em, no mínimo, 11 Estados. A definição dos aliados nas eleições locais é importante para quem vai disputar o Planalto organizar sua própria campanha em cada Estado. Lula e Ciro Gomes deverão fechar alianças na maioria dos locais. O cenário atual indica que Bolsonaro tem vantagem nesse quesito. Os dados foram coletados com cerca de 50 fontes de todos os Estados. Não se tratam necessariamente de alianças fechadas ou confirmadas pelos integrantes, mas da tendência identificada por atores políticos locais. O levantamento levou cerca de 3 semanas. Os resultados estão apresentados nos infográficos a seguir, separados de acordo com as regiões do país: Forças Regionais Os grupos de Fernando Collor (Pros-AL) e Arthur Lira (PP-AL) foram contados como um único palanque para Bolsonaro porque o cenário sugere que ambos apoiarão o mesmo candidato a governador –ainda não há clareza sobre qual será o nome. O PT deverá ter um candidato a governador no Ceará, que dará palanque a Lula. Mas também ainda não está delineado quem será esse candidato. Por isso, ficou fora do levantamento. Os petistas procuram costurar alianças com outros partidos nos locais onde não têm um nome forte para concorrer ao governo estadual e, assim, conseguir apoios mais amplos para a candidatura de Lula. A sigla deve lançar nomes próprios, mesmo que de pouca expressão, onde esse acerto não for possível. Há forças políticas tradicionais nos Estados que ainda não deram sinais claros de para onde vão. Por exemplo: a família Abreu, no Tocantins, e o DEM dos Morais na Paraíba. No Amazonas, especula-se que Eduardo Braga (MDB), caso seja confirmando no pleito, poderá apoiar Lula. O cenário, porém, também não é claro. O PSDB foi computado porque deve ter um candidato. São cotados para a disputa políticos como os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) e o senador Tasso Jereissati (CE). O PSB também poderá ter candidato próprio, mas não foi computado porque ainda não há clareza se essa ideia é majoritária no partido. Caso a legenda dispute o Planalto com um nome seu, o mais cotado é o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. A sigla também poderia buscar um nome de fora da política tradicional. A pesquisa de intenção de voto mais recente realizada pelo PoderData mostra Lula com 34% e Bolsonaro com 31%, tecnicamente empatados na margem de erro de 1,8 ponto percentual. No 2º turno, Lula tem 52% contra 34%de Bolsonaro no cenário atual.
Flávio Dino inicia ofensiva para isolar Weverton Rocha politicamente

Dias atrás ficou evidenciado em reunião entre o vice-governador Carlos Brandão, o senador Weverton Rocha e o governador Flávio Dino que a candidatura do senador ao governo do estado não é prioridade em 2022, não será em 2026, 2030, 2034… Apesar de mirar na candidatura a presidente, Dino quer deixar a cadeira de governador “guardada” para um possível retorno. Após a reunião, Flávio Dino iniciou, pessoalmente, uma série de movimentações políticas que visam não só fortalecer Carlos Brandão politicamente em 2022, como também implodir qualquer tentativa de Weverton em 2026. Mesmo desprezando aquele que o criou politicamente por anos Inicialmente, Flávio Dino reatou com Zé Reinaldo Tavares. O gesto acena para a possiblidade de reconciliação com outros desafetos e aliados afastados e pode ser entendido como a primeira jogada, de uma série, para prevenir movimentações de Weverton em direção a descontentes. Em outra frente o governador tenta implodir o plano do senador de indicar o vice-governador na chapa de Brandão. A estratégia consistiria em abrir mão da eleições de 2022, indicar o sucessor de Brandão 2026 (apostando na possibilidade de que Brandão deixe o cargo em 2022 para disputar as eleições) e assim assegurar um aliado no comando do governo e garantir o apoio da máquina aos seus projetos. Para sepultar a estratégia, Flávio Dino indicou a deputada Cleide Coutinho (PDT) para ocupar a vaga de vice na chapa de Brandão. Dino tenta aparelhar o prestígio de Cleide Coutinho, viúva do ex-deputado e grande liderança Humberto Coutinho, como forma de barrar outra indicação. O governador sabe que poucos irão opor-se à indicação. Nos próximos meses são aguardados movimentos para desgastar ainda mais as forças políticas de Weverton. O próximo alvo, considerado fácil, é a também senadora Eliziane Gama (Cidadania). Ela lançou a candidatura de Weverton semanas atrás e seu desembarque do projeto do pedetista seria um grande baque. As ações de Flávio Dino deixam claro que a ascensão de Rocha não está em seus planos políticos. Resta saber se ele irá reagir ao governador ou aceitar ser descartado.
Pandemia mostra absurdo do calendário eleitoral brasileiro

Em 2021 todas as forças política do Brasil, pelo menos teoricamente, deveriam estar centradas na luta contra a pandemia e pela redução de seus efeitos catastróficos na sociedade e na economia. Teoricamente deveria, na prática não é o que acontece. Para infelicidade dos brasileiros, o sistema eleitoral congela o país a cada dois anos por conta de eleições. E o que deveria ser daquelas unanimidades absolutas, simplesmente passa despercebido por quase todos. A pandemia afetou o Brasil em 2020, ano de eleições municipais. Logo no começo foi cogitado o adiamento das eleições, a unificação dos pleitos. Vereadores e prefeitos ganhariam mais dois anos de mandato e o Brasil começaria a ter apenas uma eleição a cada quatro anos.Em meio a apelos por distanciamento social, a ideia foi perdendo força ao ponto de não chegar, sequer, a ser uma lembrança. Enquanto a ideia de unificação das eleições agonizava, a classe política foi para a rua e fez campanha. Em 2021, passada a eleição municipal, agora é a eleição de 2022 que sequestra a atenção dos políticos. Enquanto a pandemia não dá sinais de descanso, a atenção dos políticos em relação à saúde pública descansa. O segundo trimestre inaugura a temporada de articulações políticas. O infortúnio de enfrentar duas eleições em meio a uma crise de saúde pública de proporções mundiais é evidente em si mesmo. Contudo, há muito mais a se argumentar contra a enxurrada de eleições. leia o texto completo AQUI
Dória disputará prévias do PSDB pensando em Presidência da República

Em entrevista à Reuters nesta terça-feira, o governador do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB), assumiu que disputará as prévias do partido PSDB para definir o candidato à Presidência nas eleições de 2022. Na próxima semana o partido tucano fará uma reunião e, conforme o governador, as prévias estão marcadas para 17 de outubro. Quando questionado se será um dos postulantes ao lado de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, Dória mencionou mais um nome na disputa interna e defendeu que todos os filiados sejam consultados nas prévias do partido, não somente um grupo específico, como parlamentares. “Tem também o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que também se apresenta como pré-candidato e merece respeito. Neste momento temos três”, afirmou o governador paulista.

