O que é a federação de partidos de esquerda e como Lula pode se beneficiar dela

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Além da aliança com o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta numa federação de partidos de esquerda para ampliar a construção de sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2022. Além do PT, a aliança pode contar com a adesão do PSB, PCdoB, Psol e PV. A possibilidade de criação de federações partidárias foi aprovada pelo Congresso Nacional durante a reforma eleitoral deste ano. A nova lei permite que dois ou mais partidos se unam, funcionando como se fossem uma única legenda por uma legislatura. Diferentemente das coligações, os partidos federados precisam permanecer unidos de forma estável durante pelo menos os quatro anos do mandato legislativo e seguir as mesmas regras do funcionamento parlamentar e partidário. Além disso, a federação ocorre de forma nacional, estadual e municipal. De acordo com a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), as discussões para formar a federação partidária de esquerda já foram abertas, mas uma definição só deve ocorrer em março de 2022. “A federação é um desafio pra nós, porque é um instituto novo. Nós estamos agora estudando melhor como se faz na prática a composição”, afirma. Integrantes do PT passaram a defender a federação como forma de eleger uma grande bancada de esquerda para o Congresso Nacional. A expectativa do grupo é eleger ao menos 100 deputados e pelo menos 30 senadores. “A projeção que a gente faz apenas do PT já ampliaria a nossa bancada. Com a federação, há o potencial de ampliar mais a bancada deste campo [a esquerda]”, afirma a presidente do PT. Na avaliação dos petistas, a federação, além de palanques e de tempo de propaganda no rádio e na TV, também pode garantir a Lula uma viabilidade política maior com o Congresso em caso de vitória nas urnas. De acordo com aliados de Lula, as projeções e negociações estão sendo feitas com base nas pesquisas eleitorais. No último levantamento Datafolha, de dezembro, o petista apareceu na liderança da corrida eleitoral com 48% das intenções de voto, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que somou 22%. PSB é o partido com maior impasse sobre a federação com o PT Apesar da ofensiva do PT, a construção de candidaturas aos governos estaduais já impõe resistências dentro de alguns partidos de esquerda para a formação de uma federação partidária da esquerda. No Espírito Santo, por exemplo, o governador Renato Casagrande (PSB) pretende disputar a reeleição. Ele já sinalizou que entende que não seria beneficiado pelo apoio do PT no estado. Além disso, o senador Fabiano Contarato se filiou recentemente ao partido de Lula e não descarta entrar na disputa contra Casagrande. Além disso, o imbróglio sobre a candidatura ao governo de São Paulo segue sendo outro empecilho entre o PT e o PSB. Enquanto o partido de Lula resiste em abrir mão da candidatura de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes, o PSB quer lançar Márcio França. “Nós seguiremos insistindo que o PT se concentre na eleição presidencial e não queira disputar com o PSB os governos estaduais. Se essa postura for mantida pelo PT, a federação não existirá”, afirma o presidente do PSB, Carlos Siqueira. Além do Espírito Santo e de São Paulo, o PSB quer que o PT abra mão de candidaturas próprias aos governos do Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Enquanto tenta dissuadir os impasses com o PSB, o PT já pavimentou a federação com outras siglas. No PV, por exemplo, o apoio ao ex-presidente petista foi aprovado pela maioria dos diretórios estaduais. “Quem fez gestos de ampliação do leque de forças foi a pré-candidatura de Lula. A chapa Lula-Alckmin representa a frente democrática que irá vencer o autoritarismo, tirando Jair Bolsonaro da Presidência da República”, afirmou o presidente nacional do PV, José Luiz Penna. No Psol, houve deliberação para conversas sobre união com PCdoB e Rede. Outras propostas de federação, incluindo PT, PCdoB e Rede, ainda estão sendo analisadas pelas instâncias nacionais da legenda. Mas a possível entrada do ex-tucano Geraldo Alckmin na chapa de Lula, como candidato a vice, é um entrave para o Psol se aliar com o PT. Integrantes do partido inclusive já cogitam lançar candidatura própria à Presidência – o que até então estava descartado para apoiar Lula. Federação de esquerda preocupa bancada do PDT As negociações para a federação entre o PT e outros partidos de esquerda acenderam um alerta na bancada de deputados do PDT, que tem Ciro Gomes como pré-candidato à Presidência. Com o fim das coligações proporcionais, parlamentares pedetistas acreditam que terão dificuldades para renovar seus mandatos diante da união dos demais partidos de esquerda. Estagnado nas pesquisas eleitorais, Ciro Gomes vem sendo pressionado por alguns diretórios estaduais do PDT para que abra mão de sua candidatura ao Palácio do Planalto. Com isso, o partido poderia discutir sua entrada na federação com os demais partidos de esquerda. A cúpula da legenda, no entanto, é favorável à manutenção do nome do pedetista. “Não [há chance de desistir], a minha candidatura não me pertence. Eu antes queria muito ser presidente do Brasil, mas vendo que o nosso país está passando, eu agora preciso salvar o Brasil. Preciso juntar todo mundo que tenha boa vontade para salvar esse país desse desastre que está aí”, disse Ciro Gomes recentemente durante evento em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A expectativa da bancada, no entanto, é de que Ciro Gomes leve sua pré-candidatura até o final do primeiro trimestre, mas que assuma o compromisso de abrir mão do pleito caso não cresça nas pesquisas eleitorais. As federações partidárias devem obter registro de estatuto até seis meses antes das eleições, mesmo prazo definido em lei para que qualquer legenda esteja registrada e apta a lançar candidatos. Apesar da pressão, Ciro Gomes afirma que a federação não seria boa para o PDT. “Para nós uma federação é ruim, porque queremos afirmar princípios, ideias, projetos (…). Federação é um ajuntamento de quem só pensa em eleger-se”, diz o pedetista.

Brandão obtém apenas 0,25% da preferência do eleitorado

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O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) obtém apenas 0,25% da preferência do eleitorado no município de Milagres dos Maranhão em pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Opinião Pública (INOP). Mesmo com o apoio pessoal do governador Flávio Dino (PSB), o tucano cravou o mesmo desempenho do senador Roberto Rocha (sem partido) e do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior no cenário estimulado (em que, ao eleitor, é apresentado o nome do pré-candidato). Composto por nove postulantes, quem liderou a disputa com 51,35% das intenções de voto foi o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT. Já o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) obteve 12,78%; seguido pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), com 12,29%; e por Lahésio Bonfim (PSL), prefeito de São Pedro dos Crentes, com 1,97%. O titular da SEDUC, Felipe Camarão (PT), secretário da SEINC, Simplício Araújo (SDD), não pontuaram.

Rede Sustentabilidade anuncia apoio ao senador Weverton

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Nesta quinta-feira (23), o partido Rede Sustentabilidade declarou apoio ao projeto de pré-candidatra do PDT ao Governo do Estado, encabeçado pelo senador Weverton Rocha. Por meio de nota, a Executiva Estadual da Rede Sustentabilidade declarou que “[…] Weverton Rocha consegue reunir as credenciais necessárias para levar adiante projetos exitosos que já estão em andamento e avançar naquilo que é necessário para trazer mais desenvolvimento econômico e justiça social para os maranhenses, com uma visão alinhada aos preceitos ideológicos defendidos pela Rede Sustentabilidade. Estamos prontos para contribuir com o projeto ‘Maranhão Mais Feliz’, que temos certeza será vitorioso”. Acompanhado de membros do partido e do pré-candidato a deputado federal Jeisael Marx, o parlamentar se manifestou. “Temos identidade na visão do mundo que queremos e no desejo de trazer desenvolvimento com justiça social para o Maranhão. E será um prazer lutarmos juntos para construir essa realidade.” afirmou Weverton.

PT e PSL abocanharão mais de 1 bilhão do fundo eleitoral

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Com a aprovação do Orçamento de 2022 na última terça (21), o PSL e o PT serão os partidos mais beneficiados com recursos do fundo eleitoral do próximo ano. Do total de R$ 5,96 bilhões, cujo valor corresponde à soma de R$ 4,9 bilhões para campanhas eleitorais com R$ 1,06 bilhão para o Fundo Partidário, ao PSL caberão R$ 604 milhões aproximadamente, contra R$ 594 milhões do PT. Em terceiro lugar aparece o MDB com mais de R$ 100 milhões atrás do segundo, com R$ 417 milhões, respectivamente. Já o PL do presidente Jair Bolsonaro deve garantir R$ 340 milhões. As eleições do ano de 2022 terão as campanhas eleitorais com mais recursos públicos da história, visto que, em 2018, os partidos embolsaram R$ 1,7 bilhão, enquanto que, em 2020, a verba foi turbinada para R$ 2 bilhões.

Pesquisas mostram crescimento de pré-candidatura de Simplício Araújo

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Pesquisas realizadas em 120 municípios do Maranhão mostram que o Secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, tem melhorado seu desempenho para as eleições do ano que vem. Especialmente nas maiores cidades do Maranhão como São Luís, Timon, Coroatá, Codó, Buriticupu e nas regiões do Mearim e Médio Mearim. Simplício Araújo já supera até mesmo a ex-governadora Roseana Sarney em algumas cidades destas regiões. Em um cenário sem Roseana, ele fica em segundo lugar com 7,5 % em todo o estado do Maranhão. Quem aparece liderando nesse cenário é do Senador Weverton, com 9%, o vice-governador Carlos Brandão tem 5,5%, Edvaldo 4%, Lahesio 3%, Roberto Rocha 2%, Josimar 2%, Felipe Camarão 0,5%, Nenhum deles 2%, Não sabem não respondem 64,5%. Com menos de 6 meses de pré candidatura, Simplicio Araújo tem ótima avaliação entre os que conhecem todos os candidatos, portando “ele melhor possibilidade de crescimento na opinião popular, uma vez que existem pré candidaturas lançadas a dois anos que não conseguem passar do patamar alcançado ou tem alta rejeição por parte da população. O grande índice de pessoas indecisas também podem favorecer o pré candidato do Solidariedade, pois entre os pré candidatos ele ainda é pouco conhecido é o Solidariedade aposta no histórico de resultados de Simplício com deputado federal e secretário de Indústria, Comércio e Energia, principalmente durante o combate à Pandemia” disse Saulo Giovani, Secretário Geral do Solidariedade. Para Simplício “a hora ainda é de trabalho e solidariedade para com as pessoas e o maranhão, mesmo satisfeito com os números da pesquisa, quero continuar trabalhando até o último momento por mais empregos, crescimento econômico e alimentos para quem precisa, é com isso que a população, esses quase 70 por cento que não respondem as pesquisas, está preocupada nesse momento. Política é na hora da política” disse o pré candidato a governador do Maranhão.

Eleições 2022: TSE aprova a federação partidária em resolução

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Uma resolução sobre a escolha e o registro das candidaturas para as eleições de 2022 foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com as novas regras, dois ou mais partidos poderão se unir em uma federação partidária, por um período mínimo de quatro anos, para atuarem como uma só agremiação política nas eleições e na legislatura. No mínimo seis meses antes do primeiro turno, o partido deve ter o registro do estatuto apresentado no TSE para participar das eleições, com a obrigatoriedade de possuir um diretório formado. Porém às coligações poderão ser articuladas apenas para as eleições majoritárias: como para a Presidência da República, aos governos estaduais e ao Senado Federal. Em 2022 será a primeira vez das eleições gerais com a nova regra.

Lula vence já no 1º turno?

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr | Jornalista (@blogdolinhares)

Nova urna eletrônica, que deve ser usada em 2022, é apresentada pelo TSE

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A nova urna eletrônica, que será utilizada a partir do ano que vem, foi apresentada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o TSE, a máquina é “mais segura e trará novos recursos de acessibilidade”. O atual modelo de urna eletrônica que os eleitores votam é de 2015. Uma das críticas das pessoas que defedem o voto auditável é a segurança da urna. De acordo com Tribunal Superior Eleitoral, somente o sistema desenvolvido pelo TSE e certificado pela Justiça Eleitoral pode ser executado nos equipamentos. “A urna utiliza o que há de mais moderno em termos de criptografia, assinatura e resumo digitais”, explicou o TSE, em nota informativa. Além disso, o órgão ressaltou que é quase impossível ocorrer fraude no equipamento, pois as urnas eletrônicas “não se conectam a nenhum tipo de rede, internet ou bluetooth”. Porém, de acordo com Carlos Rocha, líder do desenvolvimento e da fabricação da urna eletrônica nos anos 1990, o problema de segurança não foi tratado até hoje: “O alto risco de manipulação dos resultados da eleição, sem deixar nenhum rastro”, explicou. Para Rocha “o modelo do equipamento é irrelevante. Não há sistema 100% seguro.”

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