PL começa “limpa” em diretórios estaduais após filiar Bolsonaro

O Partido Liberal (PL) começou a adaptar seus diretórios estaduais visando a campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro. No Pará, o agora ex-presidente do partido no estado, Cristiano Vale, foi destituído da sigla e deve migrar para o Partido Progressista. Ontem, o Tribunal Superior Eleitoral autorizou a desfiliação de Cristiano Vale do PL. “Não esperava. Tenho uma história de 20 anos no partido”, afirmou o deputado Federal. Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, até sinalizou que os diretórios do partido têm sua independência. No entanto, todos os escritórios da legenda em Estados são representações provisórias, condição esta inviabiliza a suposta autonomia. Tendo em vista que a Constituição garante independência e o partido resolveu se estruturar de tal maneira, este cenário permite ao PL qualquer mudança a uma canetada de distância, dependendo apenas do interesse de Valdemar Costa Neto. Além do PL, o Republicanos também tem todos os diretórios estaduais na condição de provisórios, podendo acomodar novas lideranças e dissolver comandos regionais.
Dino reafirma escolha por Carlos Brandão e contraria Lula

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), reafirmou, nesta quarta (18), que Carlos Brandão (PSDB) é o seu escolhido para disputar o cargo rumo ao Palácio dos Leões. “Como eu manifestei na última oportunidade, eu tenho uma posição muito clara, muito nítida de apoio a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão”, assegurou. Em passagem pelo município de Imperatriz, Dino afirmou que no fim deste mês ocorrerá um entendimento por parte dos demais partidos e a vontade da maioria prevalecerá. Em contrapartida, o ex-presidente Lula (PT) descartou a possibilidade de apoiar o projeto eleitoral de Carlos Brandão rumo ao Governo do Maranhão (PSDB). “Nós defendemos a candidatura do Flávio Dino. Agora o companheiro Flávio Dino tem um candidato dele, que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil a gente apoiar o PSDB”, declarou o ex-presidente. “[…] Então eles vão ter que se acertar lá para facilitar a nossa vida”, afirmou o líder petista, sinalizando a dificuldade de firmar aliança política com o partido tucano. O PT e PSDB são rivais históricos no cenário político nacional.
Sergio Moro pode mudar do Podemos para o União Brasil

O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, pode mudar de legenda e migrar para o União Brasil (partido criado a partir da fusão entre PSL e DEM que detém a maior bancada na Câmara e o maior fundo eleitoral do país). A responsável pelas negociações sobre a eventual mudança de Moro é a parlamentar e presidente do Podemos. Com a migração, União Brasil ofereceria a vaga de vice na chapa à Renata Abreu, mas de acordo com a deputada, as tratativas ainda estão em fase inicial. “Parlamentares do União Brasil pediram para avaliarmos esta possibilidade de o Moro migrar para o partido, mas não temos nada concreto”, afirmou a deputada Renata Abreu (SP). Sergio Moro confessou sua proximidade com o União Brasil e revelou estar dialogando com alguns partidos. “A gente precisa começar a dialogar, falar sobre o projeto. Isso envolve, sim, fazer alianças […] Infelizmente, os partidos no Brasil não são aquela fortaleza, não têm aquela tradição, têm muita mutabilidade. Mas dentro de todos os partidos há gente que apoia o nosso projeto”, afirmou o ex-ministro em entrevista recente. Pouco mais de dois meses, algumas correntes internas do Podemos vêm abandonando o projeto político do ex-juiz e declarando apoio ao presidente Jair Bolsonaro ou ao Lula.
Eliziane Gama não consegue ser respeitada nem pelo próprio partido

A Executiva Nacional do Cidadania caminha para desprezar a posição da senadora Eliziane Gama no Maranhão. A parlamentar apoia a pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Já a cúpula do partido caminha para integrar a chapa do vice-governador Carlos Brandão. No ano passado a senadora já havia sido preterida da vaga do Cidadania na CPI da Covid-19. O presidente do Cidadania no estado, o pastor Eliel Gama, não faz questão de esconder o apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB). A decisão contraria a senadora, e irmã de Eliel, Eliziane Gama. A senadora já manifestou publicamente sua predileção por Weverton Rocha, que disputa com Brandão a preferência pelo cargo de substituto de Flávio Dino, várias vezes. “Talvez o irmão dela não esteja nem aí porque é machista e está pouco se lixando para ela, que é mulher”, debochou um membro do grupo dinista em relação ao imbróglio no Cidadania. A referência tem relação com a atuação de Eliziane na CPI da Covid do Senado, quando a senadora ganhou destaque nacional ao defender causas feministas. Em várias ocasiões Eliziane acusou a sociedade de ser machista e abusou do discurso panfletário. A parlamentar só omitiu o fato de que o Cidadania, seu partido, detinha uma vaga na CPI que foi destinado ao senador Alessandro Vieira. “Esse papo furado esconde apenas uma política pequena que não consegue mais ter influência no próprio partido e nem mesmo sobre o próprio irmão que ascendeu politicamente na esteira dela”, disse o crítico da senadora.
PT alerta para diminuição do rebanho de jumentos no Brasil desde 2018

Uma reportagem no site do PT demonstra que o partido está preocupado com a extinção dos jumentos no Brasil em 2022. Segundo a coordenadora Nacional do Setorial de Direitos Animais do artido, Vanessa Negrini, e o secretário Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento (SMAD), Penildon Silva Filho, há um risco de extinção da espécie neste ano. A nota mostra que o rebanho de jumentos no país vem apresentado queda desde 2018. Segundo a reportagem, feita com base no que dizem Pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), o abate de jumentos no Brasil desde 2018 deve eclodir com uma possível extinção da espécie em 2022. A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, se manifestou em suas redes sociais contra a extinção dos jumentos. Ela afirmou que o partido não pode permitir a situação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Gleisi Hoffmann (@gleisihoffmann) Para tanto, o PT exige o fim imediato do abate de jumentos em todo o território nacional. Além disso, o partido sugere financiamento para a reprodução em cativeiro dos jumentos e incentivos fiscais para quem adotar jumentos. Bem como o estabelecimento de parcerias internacionais. Em certa parte do documento, o partido sugere a produção de carne do animal sem o abate (sic).
Simplicio Araújo garante não abrir mão de disputa ao Governo

O secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo (SD), Simplício Araújo, afirmou, no último final de semana, que não tem motivos para retirar seu nome da pré-campanha ao Governo do Estado. O boato começou a circular após o anúncio da desistência da pré-candidatura de Felipe Camarão (PT), ao Governo do Maranhão. Entretanto, para o presidente do Solidariedade no Maranhão, um filtro natural já está selecionando as pré-candidaturas e é muito provável que outros nomes acabem declinando da disputa rumo ao Palácio dos Leões por diversas questões, desde a inviabilidade eleitoral até mesmo problemas com a Justiça. O titular da SEINC tem o aval da direção nacional do Solidariedade para concorrer ao Governo do Estado e já deixou claro que não vai concorrer ao cargo de deputado estadual ou federal. Portanto, na avaliação de Simplício Araújo, não faz sentido abrir mão da pré-candidatura de governador.
PT: Vinte anos depois, eles estão de volta

Há 20 anos, o grupo que comandava o Partido dos Trabalhadores, liderado por José Dirceu, vislumbrou uma possibilidade real de colocar em prática o seu projeto de poder no país. Com alguns arranjos políticos, muito dinheiro surrupiado e uma estampa palatável para Lula, eles teriam condições de chegar ao Palácio do Planalto depois de três derrotas seguidas. Naquela época, além de Dirceu — para quem Lula entregou a faixa de capitão do time logo depois de eleito —, o PT era conduzido pelo ex-guerrilheiro do Araguaia José Genoino, o ex-seminarista Gilberto Carvalho, o despachante Silvio Pereira e “a turma do ABC”, dividida entre a ala dos sindicalistas, com Luiz Marinho e Vicentinho à frente, e os chamados “intelectuais”, cujo expoente era Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André. Dessa lista, Celso Daniel foi o único que ficou pelo caminho. Era um quadro discreto, respeitado no meio acadêmico — dava aulas na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e na Fundação Getulio Vargas (FGV) —, e fizera da sua prefeitura um verdadeiro caixa de propina para o projeto petista de poder — aos seus olhos, um roubo altruísta. Foi encontrado morto na manhã de 20 de janeiro de 2002, dois dias depois de ter sido sequestrado. O corpo estava cravejado por oito tiros numa estrada vicinal em Juquitiba, às margens da Rodovia Régis Bittencourt. Na tarde seguinte, uma frase dita por Lula diante de uma multidão em luto no enterro jamais saiu da cabeça dos investigadores do Ministério Público e pesquisadores que estudaram o caso. “Estou convencido de que você, Celso Daniel, não foi vítima do acaso e que não foi um incidente. Possivelmente, sua morte foi planejada e tem gente graúda por trás disso”, disse A quem Lula se referia quando falou em “gente graúda por trás disso”? Não se sabe, talvez nunca se saiba. É importante lembrar que, quatro meses antes, outro prefeito petista fora assassinado: Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, que administrava Campinas, no interior paulista. Ele foi baleado no dia 10 de setembro de 2001. À época, o incidente só não ganhou repercussão maior porque, no dia seguinte, a Al Qaeda, de Osama Bin Laden, derrubou o World Trade Center, no atentado terrorista que mudou o mundo. A imprensa tinha um assunto maior para cobrir. Na cidade de Campinas funcionava um esquema de corrupção similar ao de Santo André e também ao de Ribeirão Preto (SP), cujo prefeito era Antonio Palocci Filho. Não é exagero afirmar que era um petrolão em menor escala: empresários e políticos petistas sócios num consórcio em que o principal objetivo era a repartição da montanha de dinheiro público. Em 2005, a CPI dos Bingos, batizada de CPI do Fim do Mundo, revirou histórias mal contadas sobre administrações petistas. Foi quando João Francisco e Bruno, irmãos de Celso Daniel, relataram ter ouvido de Miriam Belchior, ex-mulher do prefeito, e de Gilberto Carvalho, que R$ 1,2 milhão foram entregues a José Dirceu. João Francisco interpelou Gilberto Carvalho: “Você se esqueceu que, naquele dia, em casa, entre um pedaço de bolo e outro, você disse que tinha medo de transportar tanto dinheiro para o José Dirceu num Corsa preto?”, perguntou. “Sinto que sua alma está aprisionada.” Fantasmas do PT A morte de Celso Daniel e a de Toninho do PT ficarão para sempre no imaginário popular. Nos dois casos, foram tratadas como crimes urbanos, cometidos por ladrões insignificantes que terminaram na cadeia — a maioria está presa até hoje e o silêncio é regra. As testemunhas morreram. Os mandantes nunca foram identificados. A trama política que poderia ser o pano de fundo dessas histórias foi deixada de lado, sabe-se lá se por conveniência ou por medo de espalhar demais o braseiro. Agora o PT ressurge in natura, sem a maquiagem dos marqueteiros do passado O terceiro prefeito citado, Antonio Palocci, virou sucessor de Celso Daniel na coordenação da campanha de Lula dias depois do assassinato. Chefiou o Ministério da Fazenda, a Casa Civil e só não está mais na cena política porque derrapou duas vezes. Primeiro, ao comprar briga com um simples caseiro de Brasília. Depois, por ter sumido com R$ 20 milhões do caixa oculto da campanha de Dilma Rousseff. O fato é que esses laboratórios do petrolão deram certo e a turma toda se deu bem num primeiro momento. Quando a onda passou, caíram, um a um, por duas razões. Antes de mais nada, porque, para fazer o negócio funcionar em grande escala, foi preciso recrutar os trambiqueiros de Brasília, que não estavam nem um pouco interessados na doutrina marxista-leninista de Delúbio Soares ou João Vaccari Neto. E porque, como disse o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) ao ser implodido no mensalão, “quem nunca comeu mel quando come se lambuza”. 20 anos depois Beneficiados por uma espiral de decisões de tribunais superiores, o grupo petista, hoje “descondenado”, quer voltar a dar as cartas. A maioria das condenações foi extinta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois de determinado o fim da prisão em segunda instância. Segundo um levantamento do jornal O Estado de S.Paulo, extinguiram-se 277 anos em penas, envolvendo 74 pessoas — não só de petistas, obviamente. A Justiça Eleitoral também entendeu que Lula tem a ficha limpa. As tornozeleiras eletrônicas foram retiradas. E a pandemia os recolocou, ao vivo, em lives na internet. É possível assistir a Dirceu, Genoino e grande elenco no YouTube atacando a Operação Lava Jato. Contudo, um detalhe importante chama a atenção: nessas aparições, cada vez mais recorrentes, o PT ressurge in natura, sem a maquiagem dos marqueteiros do passado, Duda Mendonça e João Santana. Fala-se abertamente tudo o que precisou ser camuflado para chegar ao poder, há 20 anos. Eis alguns exemplos da atual agenda eleitoral do PT: 1) não haverá uma nova Carta aos Brasileiros — referência ao documento assinado por Lula em 2002, que procurava acalmar banqueiros e empresários; 2) o teto de gastos (compromisso de austeridade fiscal) será revogado; 3) as privatizações vão cessar ou serão revertidas; 4) fim da autonomia do Banco Central; 5) leis trabalhistas serão revistas — ou
Camarão desiste de candidatura e emite carta dizendo o óbvio

O secretário estadual de Educação, Felipe Camarão (PT), anunciou, nesta sexta (14), sua desistência na disputa rumo ao Governo do Maranhão. O titular da SEDUC vai buscar uma eventual candidatura à Câmara Federal, mas já ensaia a tentativa de compor chapa como vice na candidatura de Carlos Brandão (PSDB) à sucessão do governador Flávio Dino (PSB). Em carta ao PT do Maranhão, Camarão apenas afirmou algo que já poderia ter sido lançado desde o fim do ano passado, revelando sua retirada na pré-candidatura ao Palácio dos Leões em virtude da atual conjuntura política vivenciada no estado. “[…] pela minha posição de aliado do governador Flávio Dino, que já apresentou o nome do vice-governador Carlos Brandão como sua escolha pessoal para a sucessão no Governo do Maranhão e, neste sentido, não há como ser aliado e adversário ao mesmo tempo, venho manifestar, através desta carta, minha decisão de retirar minha candidatura ao Governo do Estado, no pleito de 2022”.

