Documentos comprovam responsabilidade de Braide na greve

Braide documentos

SÃO LUÍS, 21 de novembro de 2025 – Documentos oficiais do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) e notificações recentes dos sindicatos mostram que a greve dos rodoviários de São Luís resulta do não cumprimento, pela prefeito Eduardo Braide, de compromissos assumidos sobre o repasse de subsídios ao sistema de transporte. As informações constam em atas, despachos e notificações emitidos ao longo da semana e revelam que os atrasos afetam diretamente o pagamento de salários e benefícios da categoria. Durante a última mediação realizada no TRT-MA, a Prefeitura comprometeu-se, por escrito, a realizar os repasses do subsídio de forma regular. A ata da reunião também determinou que todos os valores recebidos pelas empresas fossem destinados exclusivamente ao pagamento de reajustes salariais e do vale-alimentação dos trabalhadores. A responsabilidade ficou registrada como condição essencial para manter o funcionamento do sistema. A ausência desses repasses, segundo os sindicatos, tem efeito imediato sobre o cumprimento das obrigações trabalhistas. Quando o subsídio não é transferido pela Prefeitura, salários e tickets deixam de ser pagos, criando desequilíbrio financeiro que precipita paralisações. Representantes da categoria afirmam que a situação atual reflete exatamente esse cenário. A condução da política de subsídios pela Prefeitura, segundo relatos de dirigentes sindicais, tem provocado instabilidade crescente. A avaliação é que atrasos contínuos provocam efeito dominó no sistema, reduzindo a capacidade operacional de empresas e ampliando o risco de colapso nos serviços.

Yglésio diz que Braide não confia em vice e não será candidato

Yglésio Braide

MARANHÃO, 19 de novembro de 2025 – O deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB) afirmou em entrevista ao podcast Nublog Pod, conduzido pelo jornalista Marcelo Vieira, que o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) não deverá disputar o Governo do Maranhão em 2026. Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo municipal permanecerá na função até o fim do mandato por não confiar politicamente na vice-prefeita, Esmênia Miranda (PSD), o que inviabilizaria sua saída antecipada para concorrer ao cargo estadual. Durante a entrevista, Yglésio Moyses observou que Braide deve buscar o governo apenas em 2030. “Braide não é candidato. Vai ser candidato acho que 2030. Vai sair da Prefeitura provavelmente com uma avaliação muito boa”, afirmou Yglésio. O deputado afirmou que o prefeito deixará a administração com alta aprovação, favorecido por uma gestão com grande disponibilidade financeira. Ele destacou que a arrecadação municipal aumentou com o reajuste do IPTU e com a ampliação das receitas oriundas de multas, refletindo em um caixa considerado mais robusto do que o de gestões anteriores. O parlamentar comparou o momento atual com o enfrentado pelo ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que administrou a capital em meio a dificuldades econômicas nacionais, como a queda de repasses federais e o esvaziamento do FPM. “Subiu IPTU, aumentou arrecadação com multas. Cidade nunca teve um caixa tão cheio. Edvaldo Holanda Júnior teve muito mais dificuldade financeira porque governou naquele período 2013 da Dilma que ela governou com defasagem […] Uma catástrofe econômica que gerou esvaziamento do FPM e repasses federais”, disse Moyses. Em sua análise, Yglésio afirmou que Braide soube aproveitar o cenário favorável, inclusive pelo uso das redes sociais, que, segundo ele, contribuíram para a consolidação de uma tendência de prefeitos com forte presença midiática, tanto na capital quanto no interior.

Braide é cobrado por intervenção no sistema de transporte

Braide crise

SÃO LUÍS, 19 de novembro de 2025 – O vereador André Campos (PP) cobrou do prefeito Eduardo Braide uma intervenção imediata no sistema de transporte coletivo de São Luís durante a sessão da Câmara Municipal desta terça (18). O parlamentar argumenta que o chefe do executivo já possui autorização legal para intervir, baseada em um projeto aprovado pela casa no início deste ano. Além da intervenção, Campos também sugeriu a criação de uma empresa pública de transporte utilizando os recursos do subsídio público. André Campos afirmou que a Câmara Municipal já cumpriu sua parte ao reconhecer a caducidade do contrato vigente. Portanto, o prefeito estaria autorizado a decretar a intervenção no sistema a qualquer momento. O vereador ainda questionou publicamente a forma como Braide tem tratado a crise, acusando-o de descumprir a lei que ele próprio sancionou. Ele citou como exemplo uma declaração do prefeito sobre a frota circulante, que, segundo o parlamentar, contradiz o texto legal.

TRT desmente Braide sobre repasse de subsídios do transporte

TRT Braide

SÃO LUÍS, 18 de novembro de 2025 – O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 16ª Região informou, em nota divulgada nesta segunda (17), que não pode receber valores da Prefeitura de São Luís para repassar a empresas de ônibus ou para pagar salários de rodoviários. O posicionamento ocorreu após anúncio do prefeito Eduardo Braide, que apresentou a medida como forma de garantir o uso correto dos recursos diante da paralisação do transporte coletivo na capital maranhense. Além disso, o Tribunal esclareceu que o Judiciário não administra verbas ligadas ao custeio de serviços públicos ou obrigações trabalhistas de empresas privadas. Por isso, eventual subsídio ao sistema de transporte deve seguir procedimentos internos da Prefeitura, conforme regras legais de contratação e execução financeira já estabelecidas. Dessa forma, o TRT reforçou que atua apenas dentro de processos judiciais. O Tribunal destacou que só movimenta valores por determinação expressa em processos, o que não ocorre na situação atual. Além disso, o TRT informou que não existe qualquer decisão ou ação autorizando depósitos judiciais relacionados à greve. O entendimento reafirmou que não há respaldo legal para que o Judiciário receba recursos anunciados por Braide. O comunicado destacou também que nenhuma das partes envolvidas — empresas, trabalhadores, sindicatos ou Ministério Público do Trabalho — apresentou pedido formal de mediação, tutela de urgência ou dissídio coletivo. Portanto, sem essa provocação, a Corte não pode intervir, mesmo tratando-se de serviço essencial. Assim, o TRT apontou que atua apenas quando acionado oficialmente.

Pesquisas apontam Orleans à frente em dois levantamentos

Orleans pesquisas

MARANHÃO, 18 de novembro de 2025 – O INOP registrou que Orleans Brandão liderou a disputa pelo governo ao atingir 35,1% das intenções de voto, conforme pesquisa realizada entre 10 e 14 de novembro em 54 municípios, o que ocorreu em levantamento contratado pelo Jornal Pequeno. Eduardo Braide apareceu com 33,9% e manteve empate técnico. O instituto ouviu 2.555 pessoas e aplicou margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Além disso, o levantamento indicou que Lahesio Bonfim alcançou 13,5% e Felipe Camarão teve 2,3%. Ainda segundo o INOP, 2,38% dos entrevistados não escolheram nenhum nome e 5,36% não souberam responder. Por fim, 38,36% dos consultados apontaram Orleans como provável vencedor, enquanto 29,67% citaram Braide. A percepção também incluiu Bonfim, com 9,59%, e Camarão, com 8,38%.

Braide muda repasse de subsídio e libera transporte por app

Braide prefeito

SÃO LUÍS, 17 de novembro de 2025 – O prefeito Eduardo Braide anunciou nesta segunda (17) que a Prefeitura de São Luís enviará o subsídio do transporte público diretamente à Justiça do Trabalho, após novas paralisações de rodoviários. O prefeito alega que a medida ocorre para garantir o pagamento de salários atrasados e assegurar que os valores sejam destinados apenas aos trabalhadores, segundo o gestor. Além disso, o prefeito informou que a população afetada receberá vouchers de transporte por aplicativo. A liberação alcança usuários já cadastrados e novos inscritos no site municipal. O anúncio surge após a suspensão das atividades de empresas que atuam no sistema de transporte coletivo da capital. A paralisação mais recente envolve rodoviários do Expresso Marina e da empresa 1001, que cruzaram os braços por atraso salarial. O impasse afeta milhares de passageiros e amplia a discussão sobre o subsídio, que ultrapassa R$ 66 milhões neste ano, conforme dados da Prefeitura.

Braide mentiu

Braide mentiu

Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por José Linhares Jr | Política MA (@joselinharesjr) O “PAI DA CRIANÇA” QUE NEM SABIA DA GRAVIDEZ O prefeito Eduardo Braide tenta capitalizar a chegada do Centro de Distribuição do Mercado Livre em São Luís, posando como responsável pela “grande conquista”. É a cara de pau do tamanho de um galpão logístico. O investimento é 100% privado, parte de um plano nacional. Não é obra da prefeitura. Braide age como “turista de obra alheia”: pega o capacete, tira a foto e diz “Entregamos!”. Não houve incentivo real do município. Dizer que ele gera empregos ou cuida de áreas essenciais é viver na “Braidelândia”. É o triunfo da maquiagem sobre a realidade. É justo um político levar crédito por investimento 100% privado? 

CNT aciona STF contra transporte por app em greve em SLZ

CNT Braide

SÃO LUÍS, 10 de novembro de 2025 – A Confederação Nacional do Transporte (CNT) ajuizou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos da Lei Complementar nº 70/2025, sancionada pela Prefeitura de São Luís. A norma permite ao município custear corridas de transporte por aplicativo para a população durante greves dos rodoviários. A ação, protocolada na terça (4), foi distribuída ao ministro Nunes Marques. A petição foi assinada pelo advogado Sálvio Dino Júnior, irmão do ministro Flávio Dino, e também pelos advogados Rodrigo Maia Rocha e Ana Dino Figueiredo, do escritório Dino Figueiredo Maia Lara Advocacia. De acordo com a CNT, a Prefeitura de São Luís extrapolou sua competência ao legislar sobre normas gerais de trânsito, transporte e licitações públicas, áreas de atribuição exclusiva da União. A entidade sustenta que a lei municipal fere o Pacto Federativo e compromete a harmonia entre os entes federados. Além disso, o documento aponta que a previsão de retenções e compensações sobre subsídios pagos às concessionárias viola o princípio da segurança jurídica e o direito ao ato jurídico perfeito. A CNT argumenta que as sanções previstas não constam no contrato de concessão nem na legislação federal que regula o setor. PEDIDOS E EFEITOS SOLICITADOS NA AÇÃO No pedido liminar, a confederação requer a suspensão imediata da eficácia dos artigos 1º e 2º da Lei Complementar nº 70/2025, com base no artigo 5º da Lei nº 9.882/99. A entidade solicita ainda que o prefeito de São Luís seja intimado para prestar informações e que o procurador-geral da República emita parecer sobre o caso. No mérito, a CNT pede que o STF declare a inconstitucionalidade dos dispositivos da lei, com efeitos retroativos (“ex tunc”). Segundo a entidade, o objetivo é garantir que normas municipais não interfiram em competências exclusivas da União nem contrariem princípios constitucionais.

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