Aumento automático de passagem em São Luís é herança do grupo de Flávio Dino

Chama a atenção a revolta de aliados do ex-governador Flávio Dino (PSB) com o recente aumento de passagem em São Luís. Após o anúncio pelo prefeito Eduardo Braide (PSD), deputados e aliados do comunista manifestaram insatisfação com o aumento. Situação que causa certa estranheza, uma vez que foi o grupo político do ex-governador que estipulou o aumento anual de passagem na capital maranhense durante a gestão do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. Motivo da revolta dos moradores de São Luís, o aumento anual de passagem foi estipulado por lei municipal no contrato de licitação enviado pelo ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr em 2014. O projeto foi uma resposta a iniciativa apresentada antes pelo antecessor de Edivaldo, João Castelo. O projeto de licitação apresentado por Castelo pretendia abrir o mercado do transporte público na capital e encerrar o monopólio bilionário de décadas nos transporte da capital. Além de descentralizar as linhas e abrir a concorrência, os aumentos de passagem levariam em conta uma equação de aumentos nos custos e investimentos no próprio sistema. Apoiado por Flávio Dino e pelos donos de empresa de ônibus nas eleições de 2012, uma das primeiras medidas de Edivaldo Holanda Jr foi retirar da Câmara Municipal a licitação de Castelo ainda em janeiro de 2013. Vale ressaltar que, na época, a gestão municipal era eminentemente formada por membros do PCdoB, ex-partido de Flávio Dino, que depois migraram para o governo estadual com a vitória de Dino em 2014. A reclamação de membros do grupo político do ministro da Justiça em relação ao aumento aposta na falta de memória da população. Pois tenta colocar na conta de Eduardo Braide uma situação que foi criada pela sua própria filosofia de governança.
Coluna Upload 20/01/23

OS INFILTRADOS – Em 2022 o deputado estadual Adriano Sarney (PV) tornou-se alvo da obsessão do deputado federal Márcio Jerry de controlar a sigla presidida por ele. Em 2022, Jerry tentou infiltrar o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), para minar a liderança de Adriano e tomar-lhe o partido. Othelino já havia sido filiado ao partido e Jerry acreditava poder derrubar Adriano por meio dele. Fracassou. Em 2023 o nome mudou, mas a estratégia continua a mesma. Agora Jerry infiltra o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr, com o mesmo objetivo. Leal ao presidente nacional da sigla, José Luiz Penna, Adriano é presidente eleito do Diretório Estadual e tem mandato de mais dois anos. Restará a Márcio Jerry tentar, democraticamente e de forma limpa, dar um golpe sujo e desleal para assumir o controle do PV no Maranhão. NAMORADA DE ALUGUEL – Tudo indica que o procurador-geral do Estado, Eduardo Nicolau, deve enfrentar o atual prefeito de São José de Ribamar, Dr Julinho, nas eleições de 2024. Famoso por suas relações imobiliárias com o poder público, Nicolau deve contar com o apoio do governador Carlos Brandão. Deixará de ser locador e irá virar locatário? O FANTÁSTICO MUNDO DE BOB – Comunistas dão como certo o rateio de cargos federais entre um pequeno grupo de deputados federais inexpressivos da bancada maranhense em Brasília e candidatos derrotados nas eleições do ano passado. Agem como se os demais membros da bancada não existissem. Vice-líder da quarta maior bancada do Congresso, o deputado federal Aluísio Mendes acha que o jogo não é assim tão fácil. “Eu acho muito prematura, hoje, qualquer sinalização de que este ou aquele deputado vai indicar seu espaço no governo federal no Maranhão”, disse, em entrevista ao programa Panorama, da Mirante AM. Fora do time dos comunistas estão, além do próprio Aluísio, o líder da segunda maior bancada da Câmara, André Fufuca. Estrela de primeira grandeza do MDB e amiga pessoal do presidente Lula, Roseana Sarney também não está sendo levada em consideração, assim como Pedro Lucas Fernandes, o segundo deputado mais votado nas eleições do ano passado. Já Rodrigo Lago, esse está em todas.
Votação de Duarte Jr compromete projeto para Prefeitura

Se comparado a políticos que disputaram a Câmara Federal antes das eleições na capital, o deputado estadual Duarte Jr (PSB) pode ter seus planos de disputar a Prefeitura de São Luís em 2024 comprometidos pelo resultado obtidos nas urnas em 2022. Candidato natural ao cargo de prefeito, a votação na capital maranhense é baixa em relação a outros políticos que seguiram o mesmo roteiro antes de disputar, e vencer, as eleições na capital. Tanto Edivaldo Holanda Jr (2010) quanto Eduardo Braide (2018) tiveram desempenho muito acima do de Duarte Jr antes de disputarem, e vencerem, as eleições de 2012 e 2020. Até mesmo Eliziane Gama, humilhada nas eleições de 2016, teve desempenho superior ao de Duarte nas eleições de 2014. Apontado como um dos grandes favoritos antes das eleições de 2022, Duarte Jr obteve 111.019 votos. A votação garantiu a oitava colocação na classificação geral, ficando atrás de Detinha (PL), Pedro Lucas Fernandes (UB), Josimar Maranhãozinho (PL), Juscelino Filho (UB), André Fufuca (PP), Aluísio Mendes (PSC) e Marreca Filho (Patriota). O ex-presidente do Procon foi quase ultrapassado por nomes menos expressivos, como o comunista Márcio Jerry (PCdoB) e a engenheira Amanda Gentil (PP). MAIS RECURSOS, MENOS VOTOS Quatro anos atrás, quando seguiu o caminho da Câmara Federal antes de tornar-se prefeito, Eduardo Braide ficou em segundo lugar com 189.843 votos. Apenas 6 mil votos atrás do primeiro colocado, Josimar Maranhãozinho. Nas eleições passadas, Braide declarou receitas de R$ R$448.760,00. Neste ano, o site do TSE registra recursos que ultrapassam R$ 2 milhões de reais n campanha de Duarte Jr. Mais especificamente R$2.140.128,50. A distância entre Duarte e a primeira colocada nas eleições deste ano, Detinha, foi de cerca de 50 mil votos. Detalhe: se Braide tivesse disputado as eleições deste ano e alcançado a mesma votação, seria o primeiro colocado. Especificamente em São Luis, Braide obteve quase o dobro dos votos de Duarte Jr na capital maranhense. Foram 131.553 votos de Braide em 2018 contra 76.264 votos do ex-animador de festas infantis em 2022. Até mesmo se comparado com o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr, que disputou as eleições para a Câmara Federal em 2010, o desempenho de Duarte Jr nas eleições deste ano é baixo. Nas eleições daquele ano, Edivaldo Holanda Jr era oposição à governadora Roseana Sarney (MDB) e estava em vias de romper com o prefeito da capital, João Castelo (PSDB). Mesmo em situação completamente desfavorável, Edivaldo Alcançou 104.015 votos. Em São Luís, Holanda alcançou pouco mais de 70 mil votos. Ou seja: na oposição, disputando um eleitorado menor e sem a mesma estrutura, Edivaldo teve um desempenho parecido com o de Duarte Jr. Humilhada nas eleições de 2016 para a Prefeitura, Eliziane Gama também teve desempenho superior ao de Duarte Jr nas eleições para a Câmara Federal em 2014. Eliziane teve 133.575 votos no total. Só em São Luís, a esquerdista evangélica conseguiu mais de 80 mil votos. Muito mais que o ex-presidente do Procon. Assim como Braide e Edivaldo, não dispunha de estrutura de superestrutura de campanha como Duarte Jr.
Simplício enquadra Edivaldo Holanda no debate da Difusora

A estratégia de crescer por meio do debate do ex-secretário de indústria e comércio, Simplício Araújo (Solidariedade), teve no debate da Difusora seu primeiro desafio. Além de ser implacável com seus adversários, Simplício centralizou seu discurso na geração de emprego e produção de riqueza como saída para o Maranhão. O ponto alto da atuação do candidato do Solidariedade foi enquadrar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr sobre o Plano Diretor de São Luís. Edivaldo foi prefeito por oito anos e não aprovou o plano diretor. Além de constranger Edivaldo com o fracasso de sua gestão no setor, Simplício enquadrou o senador Werverton Rocha (PDT) e criticou a ausência do governador Carlos Brandão(PSB). “Tem muita gente aqui com deputado que trouxe recurso oriundo do famoso orçamento secreto, e é por isso que eu digo que nós temos que ter mais gestão e menos politicagem. Porque esses recursos que na verdade foram mais de R$ 2 bilhões até agora dentro do Maranhão não tem resultado prático para o desenvolvimento, para saúde, pra nada no Maranhão. Aliás, a gente não sabe onde foi parar esse dinheiro”, disse Simplício.
Lahesio Bonfim disputa liderança com Brandão em pesquisa

Segundo o Instituto Data Ilha, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), disputa com o governador Carlos Brandão (PSB) o primeiro lugar das pesquisas. A distância entre os dois é menor que 1 ponto percentual. Em terceiro lugar aparece o senador Weverton Rocha (PDT). Os demais candidatos, somados na espontânea, somam menos que 5%. Na pesquisa espontânea a liderança é disputada entre Lahesio Bonfim e Carlos Brandão. Já na pesquisa estimulada, o segundo lugar é disputado entre Bonfim e Rocha. Neste aspecto, Brandão disputa o primeiro lugar nas duas formas de pesquisa; Bonfim disputa o primeiro e o segundo; Weverton disputa apenas o segundo lugar na estimulada. PESQUISAS A pesquisa espontânea é feita aos pesquisados sem nenhuma alternativa para resposta. A forma de mede a lembrança do eleitorado em relação aos candidatos. Seguem os números da pesquisa: PESQUISA ESPONTÂNEA Carlos Brandão 10,7Lahesio Bonfim 9,7Weverton 5,7Outros 3,4Edivaldo 1,1Branco/Nulo 3,6NS/NR 65,8 As pesquisas estimuladas são baseadas na apresentação de uma lista para os entrevistados. Elas são feitas através de cartão com as alternativas ou com a leitura. Servem para se verificar quais são as opções mais relevantes entre as alternativas dadas. PESQUISA ESTIMULADA Carlos Brandão 27,4%Weverton Rocha 18,1%Lahésio Bonfim 16,3%Edivaldo 9,7%Simplício Araújo 2%Hertz Dias 0,9%Enilton Rodrigues 0,7%Frankle Costa 0,6%Professor Joas Moraes 0,4%Nenhum 12,9%NS/NR 10,8% O Instituto Data Ilha realizou 2.031 entrevistas entre os dias 10 e 13 agosto. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,17 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MA-05654/2022.
Edivaldo Holanda Jr se declara “pobre” para Justiça Eleitoral

Levando-se em consideração a declaração de bens do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PSD), pode-se inferir que o homem que governou por duas vezes uma das maiores cidades do país está em situação financeira delicada. Candidato ao governo do Maranhão em 2022, Edivaldo, assim como todos os outros, é obrigado a entregar para a Justiça Eleitoral uma declaração de bens. Na declaração constam apenas um depósito de R$ 2.209,09 e um apartamento de R$190.000,05 (detalhe nos centavos). Os bens, somados, chegam a R$192.380,30 Não é de hoje que a política impõe a Edivaldo Holanda usa sua declaração de bens para zombar da Justiça Eleitoral. Em 2016, durante sua reeleição de prefeito, Edivaldo declarou o mesmo apartamento pelo valor de R$190.000,00. Isso significa que o imóvel localizado no Calhau, uma das áreas mais nobres de São Luís, valorizou, após seis anos, míseros R$ 0,05 (cinco centavos de real). Apesar de contar com a valorização do imóvel, Edivaldo teve perdas na conta bancária. Naquele ano ele declarou R$3.186,48 em depósito bancário. Totalizando R$193.186,48 em bens. Logo, o prefeito teve uma perda de R$ 977,39 em seus bens declarados ao longo de seis anos. Voltando-se um pouco mais no tempo, mais especificamente em 2012, a zombaria do ex-prefeito se torna ainda mais latente. Naquele ano Edivaldo, que era deputado federal, declarou R$ 293.476,93 em bens. Entre eles uma caderneta de poupança no valor de R$ R$ 6,10; dois consórcios não contemplados no valor aproximado de R$ 34 mil; um apartamento no valor de R$65.116,45; aplicações em renda fixa de R$ 50 mil e quotas de capital no valor de R$ 25 mil. Subtraindo-se R$ R$193.186,48 (2016) de R$ 293.476,93 (2012), chega-se a 100.290,45. Este é o valor que Edivaldo Holanda perdeu de seus bens após quatro anos como prefeito. Graças a algum milagre financeiro, entre 2016 e 2022 o ex-prefeito conseguiu estancar a sangria e perdeu apenas R$ 977,39 em seus bens.
Edivaldo Jr quase faltou a própria convenção por medo de Flávio Dino

Por muito pouco o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PSD), não protagonizou o maior vexame das eleições 2022. Edivaldo ameaçou não comparecer à convenção que iria homologá-lo como candidato ao governo, realizada na tarde deste sábado, em São Luís. Edivaldo Holanda Jr só compareceu ao evento após o senador Roberto Rocha deixar as dependências da casa de eventos Villa Reale. A demora constrangeu presentes e a notícia imediatamente foi divulgada. Ocorre que o PSD, partido de Edivaldo, já havia declarado apoio ao senador meses atrás. Apesar disso, Edivaldo relutava em seguir a orientação partidária. A razão da negativa pode residir no fato de que Edivaldo foi eleito em 2012 prefeito de São Luís com amplo apoio do comunista. Dessa forma, por medo de Flávio Dino, é possível que o ex-prefeito quase tenha faltado na convenção que iria conduzi-lo à disputa do cargo mais importante de sua carreira política. A situação foi levada com naturalidade por Roberto Rocha que tentava retribuir as gentilezas do presidente da sigla, Edilázio Jr, em relação a ele. Edivaldo poderia ter ido ao encontro e simplesmente se recusado a apoiar Roberto. Um ato que transpareceria personalidade e independência. No entanto, por medo da reação de Flávio Dino e da presença de Roberto Rocha, Edivaldo fez a opção pela fuga. Um péssimo começo de campanha.
CPI dos Transportes sugere indiciamento de ex-prefeito de São Luís

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentou nesta segunda (20/06), o relatório final dos sete meses de investigações. Com mais de 200 páginas, o documento elaborado pelo relator Álvaro Pires (PMN) aponta sugestões e recomendações. Também propõe a revisão da licitação do sistema e, pelo menos, dois indiciamentos. O acervo foi dividido em 15 itens e outros 20 subitens. Além disso, o processo inteiro tem mais de 2.000 laudas, divididos em mais de 7 volumes, incluindo diversas mídias digitais em pendrive, que fornecem importantes subsídios para as investigações. No relatório, os vereadores chegaram à conclusão de que a licitação do sistema de transporte coletivo da capital maranhense funcionou como uma verdadeira “peça nova” em “carro velho”. Por conta disso, recomendam a revisão do certame para linhas de ônibus. Também consta uma lista de recomendações, a maioria ao prefeito Eduardo Braide (sem partido). Entre elas, destacam-se apurações sobre as razões das falhas na prestação dos serviços, auditoria nas contas dos consórcios e a intervenção no sistema para garantir a continuidade dos serviços. Indiciamentos O documento, que tem mais de 200 páginas, conclui pelo indiciamento do ex-prefeito Edivaldo Júnior (PSD) apontando que ele foi omisso e conivente com os erros e equívocos do processo. De acordo com as investigações, na gestão do ex-prefeito aconteceram seis reajustes de tarifa, sendo que, em nenhum destes, foram apresentadas as planilhas de custo, ou sequer um balanço do fluxo financeiro de entradas e saídas no caixa das empresas consorciadas, contrariando o princípio gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação estabelecido na Lei Federal Nº 12.587/2012. “Edvaldo Holanda Júnior, como gestor maior do executivo municipal em 2016, ano que ocorreu a licitação, embora não seja um agente direto envolvido no processo, foi omisso e conivente com os erros e equívocos do processo (…). Na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior aconteceram 6 (seis) reajustes de tarifa, sendo que, em nenhum destes, foram apresentadas as planilhas de custo, ou sequer um balanço do fluxo financeiro de entradas e saídas no caixa das empresas consorciadas, contrariando o princípio gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação estabelecido na Lei Federal Nº 12.587/2012. Este mesmo marco legal, em seu parágrafo único, do Art. 10, estabelece que: ‘Qualquer subsídio tarifário ao custeio da operação do transporte público coletivo deverá ser definido em contrato, com base em critérios transparentes e objetivos de produtividade e eficiência, especificando, minimamente, o objetivo, a fonte, a periodicidade e o beneficiário, conforme o estabelecido nos arts. 8º e 9º desta Lei’”, avaliou o relatório. A CPI sugere, ainda, o indiciamento do empresário Manoel Cruz Junior, proprietário da Consult Trans, empresa simples que exerce o direito no contrato de cerca de R$ 1 milhão e 300 mil reais ao ano. As investigações apontam que Manoel Cruz, em denúncias e provas colhidas na CPI, teria se mostrado como uma espécie de ‘braço’ da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte, tomando as decisões finais no que se refere ao transporte público da cidade.