Cuba divulga guia de proteção civil com medo dos EUA

CUBA EUA

CUBA, 19 de maio de 2026 — A Defesa Civil de Cuba divulgou um guia de instruções para a população. O material detalha medidas de proteção em caso de ataque militar dos Estados Unidos à ilha. O manual traz orientações práticas para situações de emergência. O guia recomenda organizar uma mochila com itens essenciais. Entre os itens estão materiais de primeiros socorros e documentos pessoais. A lista inclui ainda rádio, velas, fósforos e lanterna. Alimentos não perecíveis para três dias também são necessários. Água potável, produtos de higiene e medicamentos para tratamentos contínuos completam a lista. Brinquedos para crianças pequenas são recomendados igualmente. Há instruções sobre cuidados com feridos no material. O guia inclui procedimentos para tratar fraturas e hemorragias. A Defesa Civil orienta buscar abrigos adequados em caso de ofensiva. Os abrigos devem proteger contra ataques aéreos. O órgão afirma que é preciso atenção especial a pessoas com deficiência. Idosos dependentes, crianças e gestantes também merecem cuidado redobrado. Ao ouvir sirenes que indiquem ataques, a população deve procurar porões. Trincheiras ou túneis suficientemente profundos também são opções. Esses locais ajudam a evitar os efeitos das explosões. O guia alerta para não permanecer em áreas abertas. Prédios danificados devem ser evitados pela população. Não se deve buscar refúgio sob pontes ou túneis rodoviários. Postos de gasolina também estão na lista de locais proibidos. Essas orientações valem caso não seja possível acessar abrigos apropriados. CONTEXTO DAS MEDIDAS As medidas começaram a circular depois de declarações do ditador cubano, Miguel Díaz-Canel. Ele alertou para um possível “banho de sangue”. A ameaça ocorreria se os EUA optarem por uma operação militar contra Cuba. A declaração aconteceu após a divulgação de informações pelo site Axios, no domingo (17). Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares, segundo o site. O país também iniciou discussões sobre possíveis ataques a alvos norte-americanos. Entre os alvos estão a base de Guantánamo e navios dos EUA. A base de Key West, na Flórida, também seria um alvo potencial.

Cuba e Venezuela continuam devendo bilhões ao Brasil

Cuba Governo

BRASIL, 02 de maio de 2026 — O governo Lula tenta reativar financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras no exterior. O país, porém, ainda enfrenta dívidas bilionárias não quitadas por Cuba e Venezuela. Os contratos são antigos e o cenário reacende discussões sobre riscos de investir em mercados com histórico de inadimplência. O presidente Lula sancionou uma legislação que permite a retomada dos empréstimos do banco. Os recursos servem para exportação de serviços de engenharia. Dessa forma, construtoras nacionais voltam a participar de projetos de infraestrutura internacional. A iniciativa, no entanto, gera debate sobre possíveis prejuízos ao erário público. O BNDES financia empresas brasileiras para executarem obras em outros países. Caso o contratante estrangeiro não pague, o prejuízo é coberto pelo Fundo de Garantia à Exportação. Na prática, essa cobertura recai sobre os contribuintes. Afinal, é a União quem mantém o fundo. A Venezuela acumula mais de US$ 1,2 bilhão em dívidas cobertas pelo fundo. Os valores referem-se a projetos como os metrôs de Caracas e Los Teques. Além disso, há débitos da Siderúrgica Nacional. O total inclui juros e atrasos acumulados. Cuba tem US$ 676 milhões em atrasos. A maior parte dos débitos está ligada à construção do Porto de Mariel. O BNDES aceitou receitas da indústria cubana de charutos como garantia. O Tribunal de Contas da União (TCU), porém, considerou essa medida insuficiente posteriormente. O Ministério da Fazenda informou à CNN Brasil que não há expectativa de recebimento dos valores em aberto. A pasta ressaltou que o governo prossegue com cobranças por vias diplomáticas. As negociações também ocorrem em fóruns internacionais. As dívidas acumulam juros. A legislação recém-aprovada inclui mecanismos para mitigar novos calotes. Entre as mudanças, está a obrigação de o BNDES divulgar informações sobre os contratos. Inclusive, há proibição de novos financiamentos para países inadimplentes. HISTÓRICO DAS CONSTRUTORAS No auge das operações no exterior, as construtoras brasileiras chegaram a responder por quase 2,5% do mercado global de engenharia. Elas perderam espaço depois da Operação Lava Jato. A suspensão dos financiamentos também contribuiu para a perda de participação. As dívidas de Cuba e Venezuela continuam a impactar o Brasil com dezenas de bilhões de reais em inadimplência.

Brasil fica atrás de Cuba e se aproxima da Venezuela em ranking

Brasil ranking

BRASIL, 14 de julho de 2025 – Pior do que Cuba e um pouquinho melhor do que a Venezuela, o Brasil está entre os países com pior desempenho no Índice Global da Paz 2025. Segundo o levantamento do Institute for Economics & Peace (IEP), sediado na Austrália, o Brasil ocupa a 130ª posição entre 163 países — uma queda de 27 posições em relação a 2015, quando figurava no 103º lugar. Cuba aparece na 102ª colocação, e a Venezuela, na 139ª. O pior desempenho da América Latina é da Colômbia, que está em 140º lugar. O índice avalia 23 indicadores, divididos em três pilares: nível de segurança social, conflitos internos e externos, e grau de militarização. Juntos, os dados cobrem territórios que representam 99,7% da população mundial. Apesar de o Brasil ter subido uma posição em relação a 2024 — quando estava em 131º lugar —, a tendência de longo prazo é de queda contínua. O desempenho mais crítico do país é na gestão da segurança e dos programas de proteção social, em que ocupa a 149ª colocação. Em relação aos conflitos, o Brasil teve piora em 2025, comparado ao ano anterior. Por outro lado, houve leve melhora nos indicadores de segurança e proteção social e no nível de militarização. Cuba também sofreu uma queda em seu desempenho. O país caiu do 98º lugar em 2024 para a 102ª posição em 2025. Apesar disso, apresenta indicadores mais favoráveis do que o Brasil no quesito segurança e proteção social. A Venezuela, por sua vez, vive uma crise prolongada, marcada por uma paz frágil. Mesmo tendo subido três posições em relação a 2024, passando da 142ª para a 139ª colocação, a melhora não representa avanço real, mas sim um agravamento da situação em outros países.

Migração de cubanos para o Brasil atinge recorde histórico

Brasil êxodo

BRASIL, 21 de dezembro de 2024 – A ditadura cubana, que vive sob uma longa crise econômica e energética, tem intensificado um êxodo recorde de cidadãos da ilha para o Brasil. Entre janeiro e novembro de 2024, mais de 19,7 mil cubanos chegaram ao país, superando os números de qualquer outro período histórico, incluindo a época do programa Mais Médicos. O regime comunista cubano, no poder desde 1959, enfrenta apagões constantes devido à falência das usinas termelétricas e à redução no fornecimento de petróleo pela Venezuela, agravando o desespero da população. Muitos buscam refúgio no Brasil, país com políticas migratórias acolhedoras e uma comunidade cubana consolidada. Em 2024, foram 19,1 mil pedidos de refúgio cubano no Brasil até novembro, contra 13,1 mil em 2023 e apenas 7,6 mil em 2022. Novembro registrou um recorde mensal com 2,700 solicitações, colocando os cubanos à frente dos venezuelanos, tradicionalmente os maiores solicitantes de refúgio no país.

Arquivado inquérito dos repasses do BNDES a Cuba e Venezuela

BNDES TCU

BRASÍLIA, 08 de julho de 2024 – O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou duas investigações sobre operações do BNDES, relacionadas ao financiamento de projetos de engenharia em Cuba e na Venezuela durante os governos do PT. A decisão foi tomada na última quinta (4). Os projetos financiados incluíam o Porto de Mariel em Cuba e o Estaleiro de Astialba na Venezuela. Os recursos foram destinados durante os mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, alinhados politicamente com os governos de Hugo Chávez na Venezuela e Raúl Castro em Cuba. O ministro Jorge Oliveira concluiu que “não houve irregularidades” nas operações e encerrou outra investigação sobre gasodutos no exterior, envolvendo as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez. Jorge Oliveira aceitou as justificativas dos envolvidos nos contratos, incluindo o ex-presidente do BNDES, Luciano Galvão Coutinho. O ministro não encontrou “falhas graves que justifiquem a penalidade aos agentes públicos”. A defesa de Coutinho, representada pelos advogados Márcio Vieira Souto, Fabio Principe e Matheus Tomaz, afirmou que a decisão do TCU “reflete a legalidade e a integridade” dos projetos.

Cuba anuncia aumento de 500% nos preços dos combustíveis

Cuba combustíveis

CUBA, 09 de janeiro de 2024 – A ditadura cubana anunciou nesta segunda (8) um aumento extraordinário nos preços dos combustíveis, com altas de 528% para gasolina e diesel comuns, como parte de um amplo plano de ajuste macroeconômico divulgado em dezembro do ano passado. As mudanças entrarão em vigor a partir de 1º de fevereiro. Atualmente, os valores da gasolina e do diesel comuns rondam 25 pesos cubanos por litro, e após a implementação do aumento, esses preços deverão atingir cerca de 132 pesos (equivalente a R$ 5,36 no câmbio atual). Os novos valores representam um aumento de 520% para a gasolina especial (de 94 octanas), que passará de 30 pesos por litro para 156 pesos. O diesel especial também sofrerá uma elevação de 546%, indo de 27,5 pesos para 150 pesos. Além disso, aproximadamente 28 postos de combustíveis passarão a aceitar pagamento em dólares, visando obter mais moeda norte-americana para continuar as importações de combustíveis. Além das mudanças nos combustíveis, o governo cubano também anunciou em dezembro que as tarifas de eletricidade sofrerão aumento em 2024. O ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, informou que haverá um acréscimo de 25% para cada quilowatt extra que ultrapassar 500 quilowatts por hora.

Cuba diz que não tem como pagar dívida bilionária ao Brasil

Dívida Cuba

BRASIL, 16 de setembro de 2023 – Cuba fez um pedido ao governo brasileiro para que haja flexibilidade no pagamento de uma dívida considerável, que totaliza R$2,6 bilhões, referente a projetos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A nação caribenha alegou que, neste momento, não dispõe dos meios necessários para quitar esse montante. Esse pedido de flexibilização do pagamento foi formalizado durante uma reunião virtual realizada nessa semana envolvendo representantes do governo brasileiro e de bancos públicos. Um dos participantes dessa reunião mencionou que esse tema foi discutido com o vice-primeiro-ministro de Cuba, Ricardo Ruiz, e com Roberto Verrier, diretor da ProCuba, uma agência voltada para a promoção de exportações e investimentos cubanos. Conforme o registro da reunião, “as autoridades do país externo não possuem neste momento meios para o pagamento das suas obrigações. As autoridades teriam sinalizado esperar algum tipo de flexibilidade por parte do governo brasileiro —por exemplo, um haircut comparável ao recebido no tratamento da dívida do Clube de Paris em 2015 e, diante da escassez de dólares, uso de moedas alternativas ou recebíveis de commodities cubanas— para permitir a retomada dos pagamentos”. O termo “haircut” refere-se a um desconto de US$2,6 bilhões concedido a Cuba em relação a uma dívida de US$11,1 bilhões com o Clube de Paris em 2015, incluindo juros.

Fórum em Brasília defende soberania latino-americana e caribenha

Foro SP

BRASÍLIA, 02 de julho de 2023 – O 26º Encontro do Fórum de São Paulo, realizado em Brasília, chegou ao fim com a condenação dos bloqueios e medidas coercitivas contra Cuba, Nicarágua e Venezuela. O evento reuniu 270 representantes de 57 organizações sociais, que defenderam a integração e soberania no Caribe e América Latina, além da defesa dos direitos dos migrantes nos Estados Unidos. O encontro enfatizou a rejeição às agressões econômicas e ao bloqueio a Cuba, bem como às agressões contra a Venezuela e Nicarágua. Também contou com a participação de representantes de oito países não pertencentes ao fórum, visando a união das lutas populares e anti-imperialistas. Durante o evento, houve debates sobre a integração regional, a solidariedade entre os povos e os esforços pela paz mundial, destacando a importância de fortalecer a unidade das forças progressistas diante do crescimento da extrema-direita. Na oportunidade, Lula destacou a importância do caráter democrático de seu campo polític e fez um apelo aos integrantes do Foro para que atuem de forma conjunta diante do crescimento da extrema-direita. “Nós estamos em uma trincheira. Além de cuidar do nosso país, nós temos que cuidar de fortalecer o papel de setores progressistas e democráticos da sociedade nesse mundo, porque a direita fascista, ela tem crescido”, declarou.

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