CALOTE IGNORADO

Cuba e Venezuela continuam devendo bilhões ao Brasil

Andre Reis
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Cuba Governo
Governo busca reativar financiamentos do BNDES para obras no exterior, mas países acumulam dívidas antigas não pagas, totalizando bilhões de dólares em atrasos.

BRASIL, 02 de maio de 2026  O governo Lula tenta reativar financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras no exterior. O país, porém, ainda enfrenta dívidas bilionárias não quitadas por Cuba e Venezuela.

Os contratos são antigos e o cenário reacende discussões sobre riscos de investir em mercados com histórico de inadimplência.

O presidente Lula sancionou uma legislação que permite a retomada dos empréstimos do banco. Os recursos servem para exportação de serviços de engenharia. Dessa forma, construtoras nacionais voltam a participar de projetos de infraestrutura internacional. A iniciativa, no entanto, gera debate sobre possíveis prejuízos ao erário público.

O BNDES financia empresas brasileiras para executarem obras em outros países. Caso o contratante estrangeiro não pague, o prejuízo é coberto pelo Fundo de Garantia à Exportação. Na prática, essa cobertura recai sobre os contribuintes. Afinal, é a União quem mantém o fundo.

A Venezuela acumula mais de US$ 1,2 bilhão em dívidas cobertas pelo fundo. Os valores referem-se a projetos como os metrôs de Caracas e Los Teques. Além disso, há débitos da Siderúrgica Nacional. O total inclui juros e atrasos acumulados.

Cuba tem US$ 676 milhões em atrasos. A maior parte dos débitos está ligada à construção do Porto de Mariel. O BNDES aceitou receitas da indústria cubana de charutos como garantia. O Tribunal de Contas da União (TCU), porém, considerou essa medida insuficiente posteriormente.

O Ministério da Fazenda informou à CNN Brasil que não há expectativa de recebimento dos valores em aberto. A pasta ressaltou que o governo prossegue com cobranças por vias diplomáticas. As negociações também ocorrem em fóruns internacionais. As dívidas acumulam juros.

A legislação recém-aprovada inclui mecanismos para mitigar novos calotes. Entre as mudanças, está a obrigação de o BNDES divulgar informações sobre os contratos. Inclusive, há proibição de novos financiamentos para países inadimplentes.

HISTÓRICO DAS CONSTRUTORAS

No auge das operações no exterior, as construtoras brasileiras chegaram a responder por quase 2,5% do mercado global de engenharia. Elas perderam espaço depois da Operação Lava Jato. A suspensão dos financiamentos também contribuiu para a perda de participação.

As dívidas de Cuba e Venezuela continuam a impactar o Brasil com dezenas de bilhões de reais em inadimplência.

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