MA é alvo de operação contra tráfico de drogas interestadual

operação Maranhão

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO) deflagrou a Operação Corrosão nesta quinta (25) para combater uma organização criminosa. A ação cumpriu 55 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além de bloquear R$ 21 milhões em bens. Policiais atuaram em nove estados e no Distrito Federal, incluindo o Maranhão como um dos alvos. As investigações identificaram uma organização com estrutura complexa e hierarquizada. O grupo possuía funções definidas, incluindo liderança central, responsável pela contabilidade de recursos ilícitos e encarregados da disciplina interna.

Postos do MA são investigados em esquema bilionário do PCC

PCC operação

SÃO LUÍS, 28 de agosto de 2025 – A Receita Federal deflagrou nesta quinta (28) a Operação Carbono Oculto, a maior ação contra o crime organizado do país em amplitude e cooperação institucional. O objetivo é desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, controlado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação abrange desde a importação até a comercialização final, incluindo a ocultação de patrimônio por meio de fintechs e fundos de investimento. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 350 endereços de pessoas físicas e jurídicas em oito estados. Além disso, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) requisitou o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos investigados. A operação conta com a participação de 350 servidores da Receita, Polícia Federal, Ministério Público e agências estaduais. As investigações apontam que o grupo importou mais de R$ 10 bilhões em nafta, hidrocarbonetos e diesel entre 2020 e 2024. Por isso, a Receita constituiu créditos tributários de R$ 8,67 bilhões contra empresas e pessoas do esquema. Outra prática ilegal do PCC foi a adulteração de combustíveis, com desvio de metanol para produzir gasolina irregular, causando prejuízos aos consumidores. Postos de combustíveis atuavam como pontos centrais para lavagem de dinheiro, movimentando R$ 52 bilhões em quatro anos com recolhimento tributário irrisório. A Receita autuou esses estabelecimentos em R$ 891 milhões. Curiosamente, 140 postos sem movimentação financeira receberam mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais, indicando aquisições simuladas.

Governo enfraquece projeto de combate ao crime organizado

Governo Crime

MARANHÃO, 26 de agosto de 2025 – O governo federal decidiu abandonar a proposta de criação da Agência Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas. A medida constava no anteprojeto antimáfia entregue ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, na semana passada. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, o recuo ocorreu devido a pressões da Polícia Federal, que temia conflitos de competência, e a questionamentos de assessores jurídicos e políticos. O Executivo justificou a decisão citando a política de contenção de gastos e a reforma administrativa. A criação de um novo órgão com cargos e salários seria incompatível com o atual momento fiscal. A proposta original, apoiada por especialistas em segurança e membros do Ministério Público, pretendia replicar o modelo italiano da Direção Investigativa Antimáfia.

PF combate rede de extração ilegal de ouro em oito estados

PF Operação

MARANHÃO, 12 de agosto de 2025 – A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça (12) a Operação Ita Yubá para desarticular uma organização criminosa especializada na extração e venda ilegal de ouro e pedras preciosas. Os agentes cumpriram 31 mandados de busca e apreensão em oito estados: Goiás, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

Doze lideranças de facção são presas em operação no Maranhão

Facção operação

MARANHÃO, 11 de junho de 2025 – Uma ação conjunta das polícias Federal, Militar e Civil prendeu, na manhã desta quarta (11), doze integrantes de uma facção criminosa com atuação no Maranhão. As prisões ocorreram em Chapadinha, São Luís, Itinga do Maranhão e Recife, em Pernambuco, por meio de mandados de prisão preventiva. De acordo com a Polícia Federal, os detidos ocupavam posições de comando dentro da organização criminosa. Eles são acusados de coordenar a hierarquia interna, impor punições, organizar ataques a grupos rivais, gerenciar armamentos e controlar os recursos financeiros da facção. Além das prisões, foram executados seis mandados de busca e apreensão. Durante a operação, os agentes sequestraram um veículo, apreenderam outros bens e bloquearam cerca de R$ 26 milhões das contas dos investigados. As investigações revelaram que os suspeitos desempenhavam papéis fundamentais para o funcionamento da facção. Segundo a polícia, suas atividades garantiam a disciplina interna do grupo e a atuação armada em confrontos com rivais.

Mapa do crime em combustíveis expõe atuação no Maranhão

Crime facções

BRASIL, 21 de maio de 2025 – Em alguns estados brasileiros até 24% do diesel utilizado em caminhões teve algum tipo de adulteração em 2024. A prática se tornou frequente no mercado de combustíveis, gerando impactos significativos na economia, no meio ambiente e na segurança dos veículos. O problema tem sido alvo de investigações por parte das autoridades, que apuram a atuação do crime organizado em esquemas de adulteração de combustíveis. O levantamento foi organizado pelo ICL (Instituto Combustíveis Legal) com base nos dados do PMQC (Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis) da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O PMQC verifica a qualidade dos combustíveis (gasolina, etanol e diesel) comercializados nos postos por meio de laboratórios especializados e credenciados, que realizam coletas aleatórias de amostras nos postos. Segundo os dados, Alagoas (24%), Mato Grosso do Sul (18%), Amapá (15%), Rio Grande do Sul (15%), Bahia (13%) e São Paulo (11%) registraram os maiores índices de adulteração do diesel. No caso da gasolina, os estados com maior incidência de irregularidades foram Alagoas (12%), Paraíba (6%), Pernambuco (4%), Rio de Janeiro (4%), Goiás (4%) e Maranhão (3%). A adulteração afeta um volume estimado de 5,42 bilhões de litros de combustível, o que, segundo cálculo do ICL, representa um impacto equivalente a 72,1 mil abastecimentos, considerando veículos de passeio com tanques de 30 litros e caminhões com tanques de 100 litros. Apesar desses números, o programa aponta que, em média, o índice de conformidade no mercado nacional alcançou 98,1% em 2024, superando os 97,4% registrados em 2023.

Yglésio aponta conivência do Estado com o crime organizado

Yglésio denúncia

MARANHÃO, 06 de maio de 2025 – Em discurso sobre o assassinato do Tenente Coronel André Felipe, o deputado Dr. Yglésio fez duras críticas ao sistema de segurança pública e listou uma série de deficiências estruturais. “Tem que ser desfeito esse pacto com essas facções, de tratar facção com diálogo. Tem que ‘descer o cacete’ em facção aqui no Maranhão!” A crítica, é claro, não era só à criminalidade crescente, mas também à forma carinhosa com que o sistema trata quem transgride. “Como é que um vagabundo daquele, 21 anos de idade, um vagabundinho como aquele, entra com advogado pago pela facção. A gente tem que fazer essa reflexão. Porque não era para ter proteção da facção a um cidadão como aquele, e está lá, claramente, eles contam com a leniência do nosso processo penal frágil. Volto a dizer: o cara estava com o mandado de prisão em aberto por roubo, duas semanas que não foi cumprido, e a resultante inequívoca disso foi o fim da vida de um valoroso membro da Polícia Militar.” Na oportunidade, Yglésio relembrou o episódio de uma audiência de custódia em que uma juíza “perguntava ao bandido se ele queria um café e um cobertor”. Um retrato, segundo ele, do “banditismo romantizado no Brasil”. E citou, ainda, casos emblemáticos como o do jornalista Décio Sá e do também jornalista Maldine Barros, ambos assassinados e cujas investigações — adivinhe — não deram em nada. O deputado sugeriu, como quem revela um segredo mal guardado, que “as facções comandam o crime lá de dentro de Pedrinhas” com uma tranquilidade que faria inveja a qualquer CEO. Afinal, organização é o que não falta. O deputado não precisou dizer diretamente que o Estado age como cúmplice. “Quando a gente pega, por exemplo, e vê o Lewandowski, à frente do Ministério da Justiça, como tinha o Flávio Dino antes subindo em morro, que a Polícia Militar não sobe, com a maior tranquilidade, a gente tem a certeza de que com esta administração do país não tem perspectiva de vitória sobre a bandidagem. Ao contrário, tem a conivência, existe a conivência clara da alta cúpula do Governo Federal com a bandidagem.

Combustível rende mais ao crime que cocaína, diz estudo

Estudo crime

BRASIL, 15 de janeiro de 2025 – O crime organizado no Brasil está lucrando mais com atividades ilegais em setores formais, como combustíveis, ouro, cigarros e bebidas, do que com o tráfico de cocaína. É o que revela um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta (13). Em 2022, essas atividades renderam cerca de R$ 150 bilhões, enquanto o tráfico de cocaína gerou aproximadamente R$ 15 bilhões. O levantamento é o primeiro a quantificar o impacto econômico e fiscal dessas práticas criminosas. A expansão do crime organizado para além do tráfico de drogas já era observada pelas autoridades. Grupos criminosos atuam desde a mineração ilegal de ouro na Amazônia até operações em empresas do mercado financeiro em São Paulo. O objetivo é diversificar as fontes de renda e ampliar a influência. Além disso, crimes cibernéticos e roubos de celulares contribuíram para um lucro total de R$ 185 bilhões em 2022.

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