Gastança nos Correios banca eventos até fora do Brasil

BRASÍLIA, 29 de dezembro de 2024 – Os Correios, sob a gestão de Fabiano Silva dos Santos, aumentaram os gastos com patrocínios culturais de R$ 430 mil, em média entre 2019 e 2022, para R$ 34 milhões em 2024. Dessa forma, o aumento ocorre em um momento delicado para a empresa, que enfrenta um deficit de R$ 2 bilhões e risco de insolvência. A empresa é submissa às ordens do ministro das Comunicações,o maranhense Juscelino Filho. Entre os patrocínios, então, estão R$ 600 mil para a 36ª Feira Internacional do Livro de Bogotá, na Colômbia, e R$ 400 mil para a Bienal do Livro de São Paulo. Além disso, o evento colombiano, realizado em abril, teve como tema “Leia a Natureza” e homenageou o Brasil.
Correios gastam R$ 200 milhões em “vale peru”

BRASÍLIA, 17 de dezembro de 2024 – Os Correios vão gastar aproximadamente R$ 200 milhões para pagar um benefício de fim de ano de R$ 2.500 para cada um dos seus 84.700 funcionários. O nome do pagamento extra é chamado pela estatal de “vale peru”, em alusão ao prato consumido no Natal. O comunicado a respeito do “vale-peru a caminho” foi enviado em 10 de dezembro de 2024, cerca de 2 meses depois de a empresa informar internamente que suspenderia novas contratações e estabeleceria um teto de gastos para “evitar que a empresa entre em estado de insolvência”. Os Correios têm 84.700 empregados. Segundo o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), o benefício será pago a todos os empregados em duas parcelas. A 1ª em dezembro (que também podia ser antecipada para setembro, a pedido do funcionário) e a 2ª no 5º dia útil de janeiro de 2025. Eis o comunicado enviado pela estatal para seus funcionários, chamando o benefício de “vale peru”: Na convenção coletiva dos Correios, ficou estabelecido que “será concedido 1 (um) crédito extra no valor total de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), a ser pago da seguinte forma: I – R$ 1.000,00 (um mil reais), podendo o(a) empregado(a) optar pelo recebimento em dezembro ou setembro de 2024 e R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais) até o 5º dia útil de janeiro de 2025”, diz trecho do acordo. O “vale peru” deixou de ser pago em 2020, durante a gestão do general Floriano Peixoto (2019-2022). À época, foi feito um acordo com os funcionários via TST (Tribunal Superior do Trabalho) e o pagamento foi interrompido. Na última vez que o vale foi pago, o valor era R$ 1.000.
Prejuízo nos Correios em 2024 será o maior da história da empresa

BRASÍLIA, 16 de dezembro de 2024 – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) enfrenta a pior crise financeira de sua história sob a gestão do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, do Maranhão. Até setembro de 2024, o déficit da estatal alcançou R$ 2 bilhões e até o fim do ano irá superar o prejuízo anual registrado em 2015, no governo Dilma Rousseff, que foi de R$ 2,1 bilhões. As dificuldades financeiras chegaram a tal ponto que cerca de 75% do 13° salário dos funcionários será confiscado para pagar dívidas com fundos de previdência neste ano. JUSCELINO NO PODER Os Correios, que operam sob a supervisão do Ministério das Comunicações, são responsáveis pelo serviço postal em todo o país. Desde que assumiu o cargo de ministro, Juscelino Filho foi alvo de denúncias de irregularidades. Reportagens apontaram a suposta utilização de verbas parlamentares para asfaltar ruas próximas a uma de suas propriedades rurais no Maranhão. Além disso, o ministro enfrentou questionamentos sobre o uso de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para fins particulares, situação que gerou apelos por sua saída do cargo. Logo nos primeiros meses de sua gestão, Juscelino autorizou a preparação de um empréstimo internacional de R$ 4 bilhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff. O objetivo da operação é financiar o “Programa de Modernização e Transformação Ecológica dos Correios”. O empréstimo ainda precisa de aprovação do Senado Federal para contar com garantias da União.
Correios têm prejuízo recorde e decretam teto de gastos

BRASIL, 03 de dezembro de 2024 – Os Correios enfrentam o maior prejuízo de sua história no período de janeiro a setembro, somando R$ 2 bilhões, segundo dados divulgados pela estatal. O montante já supera quase integralmente o deficit de R$ 2,1 bilhões registrado em 2015. Em resposta à grave crise financeira, a empresa decretou um teto de gastos de R$ 21,96 bilhões e implementou medidas emergenciais de contingenciamento. Entre as ações anunciadas estão a suspensão de contratações de terceirizados por 120 dias, a renegociação de contratos com redução mínima de 10% nos valores e a restrição de renovações contratuais apenas quando houver economia comprovada. Mesmo com essas iniciativas, os Correios projetam encerrar 2024 com um prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Além disso, a estatal revisou sua estimativa de receitas para o ano de R$ 22,7 bilhões para R$ 20,1 bilhões, citando frustração de arrecadação. A justificativa inclui impactos atribuídos à “herança contábil” da gestão anterior, de 2019 a 2022, e à queda nas encomendas internacionais causada pela chamada “taxa das blusinhas”.
Preso motorista dos Correios por desvio de encomendas no MA

MARANHÃO, 22 de novembro de 2024 – Um motorista terceirizado dos Correios foi preso nesta sexta (22) pela Polícia Federal durante a operação Rastro Postal, que investiga o desvio de encomendas dos Correios no Maranhão. O homem é acusado de participar de um esquema criminoso que aproveitava o acesso ao transporte de mercadorias para cometer os desvios.
Correios registram prejuízos pelo terceiro ano consecutivo

BRASIL, 17 de setembro de 2024 – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) registrou seu terceiro ano seguido de prejuízos, após cinco anos consecutivos de lucro. No primeiro semestre de 2024, o déficit da estatal atingiu R$ 1,3 bilhão, um aumento de 84% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o relatório divulgado pela ECT, o prejuízo acumulado de janeiro a março de 2024 foi de R$ 802 milhões, superando o déficit total de R$ 597 milhões registrado em 2023 e o de R$ 767 milhões em 2022. A expectativa inicial da estatal para este ano era alcançar um lucro de R$ 150 milhões. Em resposta ao resultado negativo, os Correios alegaram que as perdas foram em parte causadas pela necessidade de reestruturar a força de trabalho e melhorar condições operacionais, afetadas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A estatal destacou que essa situação foi agravada pela deterioração de sua estrutura ao longo dos últimos anos.
Ex-servidor dos Correios é condenado por desvio de verba federal

MARANHÃO, 19 de junho de 2024 – A Justiça Federal condenou um ex-servidor dos Correios no Maranhão por improbidade administrativa devido ao desvio de verbas federais da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O réu, que atuava como atendente comercial e gerente da agência de Itaipava do Grajaú entre 2005 e 2006, foi acusado de causar prejuízos ao erário e enriquecimento ilícito ao utilizar recursos de clientes do banco postal para pagar dívidas pessoais e construir um imóvel. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF), baseada em irregularidades identificadas no Relatório Preliminar de Sindicância nº 071/2006, realizado pela ECT. O relatório revelou uma série de ilícitos financeiros cometidos pelo ex-funcionário, incluindo a apropriação de aproximadamente R$ 169.800,00 pertencentes à ECT e seus clientes. Na sentença proferida pela 5ª Vara Federal Cível, o réu foi condenado a ressarcir a ECT em R$ 169.847,60, corrigidos monetariamente e com juros de mora. Além disso, perdeu qualquer função ou cargo público que ocupava e teve seus direitos políticos suspensos por cinco anos. Foi também condenado a pagar uma multa civil equivalente ao dano patrimonial causado à ECT.
Juscelino quer regulamentar e-commerce para fortalecer Correios

BRASÍLIA, 12 de março de 2024 – O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, está conduzindo uma iniciativa para regulamentar o serviço de entregas do e-commerce no Brasil. Ele formou um grupo de trabalho com membros de sua pasta e dos Correios, com o objetivo de apresentar uma proposta até agosto deste ano. A proposta visa fortalecer a estatal de modo a possibilitar que ela concorra “em pé de igualdade” com empresas privadas. Juscelino argumenta que os Correios enfrentam desvantagens e destaca a defasagem da legislação postal de 1978, que limita a atuação da empresa. “As regras têm que ser justas para todos, ainda mais em um mercado em crescimento. Além disso, não podemos deixar que o setor de entregas de e-commerce não tenha uma regulamentação para garantir níveis de qualidade, padrões e uma instância de reclamação”, declarou à Coluna do Estadão. O ministro ressalta que os Correios enfrentam regras obsoletas, como a proibição de envio de plantas vivas e animais, o que impede o transporte de vírus inativo para pesquisas ou de sêmen de animais para reprodução.