Sindicato vê colapso financeiro e estrutural nos Correios

BRASIL, 06 de junho de 2025 – Os Correios enfrentam uma grave crise financeira e operacional, segundo denúncias do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de São Paulo (Sintect-SP). Entre os problemas citados estão atrasos no pagamento de fornecedores, suspensão do abastecimento de veículos e dificuldades no plano de saúde dos funcionários. O diretor do sindicato, Douglas Melo, classificou a situação como um “colapso”. Motoristas terceirizados paralisaram atividades devido a atrasos nos pagamentos, prejudicando centros de distribuição em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo Melo, toneladas de encomendas estão paradas sem previsão de entrega. Além disso, postos de combustível suspenderam o abastecimento da frota própria por inadimplência.
Correios bancam edital milionário apesar de apurações

BRASÍLIA, 06 de junho de 2025 – Os Correios decidiram manter ativa a licitação de R$ 380 milhões para contratação de agências de publicidade, mesmo diante de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público Federal (MPF). O valor equivale a até 2% da receita bruta anual da estatal. A empresa declarou que não irá suspender nem revisar o edital, apesar de enfrentar prejuízo estimado em R$ 3,2 bilhões no fechamento de 2024. O rombo marca o segundo ano do atual governo como o mais crítico da história da companhia. A ampliação do teto de 0,5% para 2% da receita foi atribuída à Lei das Estatais. Os Correios argumentam que o aumento não representa gasto automático, mas garante flexibilidade diante da concorrência no mercado logístico e de comunicação. A estatal alega que o novo contrato é essencial para executar ações de comunicação legalmente previstas. Segundo nota, a empresa seguirá qualquer “orientação formal” emitida pelos órgãos de controle, caso haja deliberação oficial.
Correios desistem de comprar carros de luxo após repercussão

BRASÍLIA, 04 de junho de 2025 – Os Correios decidiram suspender um processo de licitação aberto na véspera, que previa a aquisição de quatro veículos de alto padrão para uso da diretoria da estatal. A proposta incluía a compra de um SUV para o presidente da empresa, Fabiano Silva, e três sedans destinados aos diretores. O contrato teria duração prevista de 30 meses. A justificativa para a suspensão, segundo nota oficial, seria a necessidade de alinhar a licitação às medidas de contenção de despesas e racionalização de recursos anunciadas pela empresa. De acordo com o comunicado, o edital será reavaliado pela gestão. “A atual gestão dos Correios está comprometida com a sustentabilidade econômico-financeira da empresa e, nesse sentido, optou por revisar este processo de contratação, mesmo que o atual contrato de fornecimento de veículos esteja previsto para expirar em 7 de junho e que uma nova licitação fosse necessária”, afirmou a estatal. A licitação, no entanto, chamava atenção não apenas pelo momento em que foi proposta, mas pelo perfil dos veículos solicitados. Em meio a uma crise financeira que levou os Correios a registrar um prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024, a busca por SUVs e sedans executivos parecia uma escolha curiosa para uma empresa que anunciou, no mês passado, um pacote de medidas para conter gastos.
Correios licitam carros de luxo para a diretoria

MARANHÃO, 02 de junho de 2025 – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos abriu licitação para contratar, por 30 meses, quatro veículos de luxo com motorista e fornecimento de combustível. Os carros serão utilizados pela diretoria da estatal, que parece manter o conforto como prioridade, mesmo em meio a um prejuízo bilionário registrado no primeiro trimestre de 2025. Conforme detalhado no edital, cada automóvel poderá rodar até 1.000 quilômetros mensais por um valor fixo. Caso ultrapassem esse limite, os Correios aceitarão pagar por até 115 quilômetros adicionais a título de custo variável. O documento, no entanto, não especifica o modelo dos carros ou o valor total da contratação, limitando-se a classificá-los como “padrão superior”. O sigilo sobre os custos chama atenção, especialmente diante do cenário financeiro adverso enfrentado pela estatal.
Correios acumulam R$ 120 mi em atrasos para fundo de pensão

BRASIL, 26 de maio de 2025 – Os Correios voltaram a atrasar os repasses mensais ao Postalis, fundo de pensão dos funcionários, acumulando uma dívida de R$ 120 milhões nos últimos dois meses. A estatal, presidida por Fabiano Silva dos Santos, descumpriu o acordo de 2023, que previa pagamentos regulares de cerca de R$ 30 milhões mensais para sanar o débito histórico. Para não ultrapassar o limite de 90 dias de atraso – o que acarretaria penalidades judiciais –, a empresa realiza pagamentos parciais antes do vencimento do prazo. Atualmente, as parcelas de março e abril estão pendentes, enquanto a de maio vence em junho. Além do valor principal, os Correios arcam com multas e juros que variam conforme o plano previdenciário.
Condenado ex-gerente dos Correios por desvio e falso assalto

PIO XII, 21 de maio de 2025 – O ex-gerente da agência dos Correios no município de Pio XII, Tarcísio Nunes Pereira, foi condenado pela Justiça Federal por desviar recursos do Banco do Brasil e simular um assalto à própria unidade. Os crimes ocorreram entre julho e agosto de 2018, em pleno horário de expediente. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Tarcísio realizou 127 depósitos fictícios no valor de R$ 1 mil cada, totalizando R$ 127 mil. Desse valor, ao menos R$ 12 mil foram transferidos diretamente para sua conta pessoal. O restante foi destinado a outras finalidades, segundo as investigações. Para encobrir o sumiço dos valores do cofre da agência dos Correios, o então gerente recorreu a um método não convencional: planejou um assalto à própria agência. Com ajuda de dois comparsas, foram levados R$ 35 mil em espécie e cinco celulares institucionais.
Correios culpam taxa das blusinhas por rombo bilionário

BRASIL, 14 de maio de 2025 – Os Correios culparam a isenção fiscal para compras internacionais de até US 2,6 bilhões em 2024, o maior desde 2016. A empresa afirmou que a medida, embora benéfica para o varejo nacional, impactou negativamente suas receitas com encomendas estrangeiras. O resultado negativo, divulgado no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta (9), superou em quatro vezes o rombo de 2023 (R 1,5 bilhão, equivalente a R$ 2,3 bilhões corrigidos pela inflação). Nesta segunda (12), a estatal comunicou aos funcionários um pacote de medidas para economizar R$ 1,5 milhão em 2025, incluindo:
Correios têm rombo bilionário em 2024, o maior desde 2016

O prejuízo dos Correios quadruplicou em 2024, alcançando R$ 2,6 bilhões, segundo dados publicados no Diário Oficial da União (DOU), nesta sexta (9). Para se ter uma ideia, em 2023, a empresa havia registrado um prejuízo de R$ 597 milhões. De acordo com a empresa, uma das explicações para o resultado negativo é de que somente 15% das 10.638 unidades situadas em localidades assistidas pelos Correios alcançaram um superávit. “Ainda que 85% das unidades sejam consideradas deficitárias, os Correios garantem o acesso universal de todas e todos aos serviços postais, com tarifas justas, em cada um dos 5.567 municípios atendidos”, diz o documento.