Filho de Lewandowski recebeu contrato milionário do Master

BRASÍLIA, 28 de janeiro de 2026 – O Banco Master manteve um contrato de consultoria que somou R$ 6,5 milhões com a Lewandowski Advocacia. O acordo previa repasses mensais de R$ 250 mil. A informação é do jornal O Globo. Os pagamentos começaram em agosto de 2023 e seguiram até setembro de 2025. O valor total inclui períodos antes e durante a gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça. No início, o contrato envolvia o próprio Lewandowski, então fora de cargos públicos. Na mesma fase, o banco informou que ele integrava um comitê estratégico interno. Segundo a assessoria do escritório, não houve vínculo como conselheiro nem pagamento por essa função. O serviço contratado tratava de temas institucionais, sem detalhamento público.
Contrato do Porto do Itaqui é renovado por mais 25 anos

MARANHÃO, 28 de janeiro de 2026 – O Governo do Maranhão renova por 25 anos o contrato de gestão do Porto do Itaqui com a União nesta quinta (29), em São Luís. A assinatura do termo aditivo ocorrerá na sede da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e prorroga a exploração do terminal, cujo prazo atual venceria em 1º de fevereiro. O governador Carlos Brandão e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Carvalho Dias, participam da cerimônia de renovação do Porto do Itaqui. O acordo mantém sob administração estadual, além do Porto do Itaqui, o Cais de São José de Ribamar e os terminais de ferry-boat da Ponta da Espera e do Cujupe. Considerado um dos principais portos públicos do país, o terminal maranhense é um hub crucial para o escoamento de commodities agrícolas e minerais.
Braide anuncia rompimento de contrato com a 1001 após greve

SÃO LUÍS, 26 de dezembro de 2025 – O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, anunciou nesta sexta (26) o rompimento do contrato com a 1001 após a paralisação dos ônibus na véspera do Natal. A greve ocorreu devido à interrupção dos serviços, afetou diversos bairros da capital e deixou trabalhadores rodoviários sem salários e sem o pagamento do 13º. Segundo Braide, a decisão ocorreu porque a empresa descumpriu cláusulas previstas no contrato com a 1001. Diante disso, a Prefeitura determinou a abertura imediata de um processo de caducidade, que prevê a rescisão formal, além do início dos procedimentos para contratar outra empresa para operar as linhas afetadas.
Distribuidora ligada ao PCC mantém contratos com governo Lula

BRASIL, 05 de setembro de 2025 – A Rede Sol Fuel Distribuidora, alvo da Operação Carbono Oculto por supostos vínculos com o PCC, mantém contratos ativos de R$ 424 milhões com o governo federal. A empresa fornece combustível para a Presidência da República, ministérios como Fazenda, Defesa e Saúde, e para a Polícia Militar do Rio de Janeiro. As investigações apontam que o proprietário, Valdemar de Bortoli Júnior, tem sólidos vínculos com esquemas de fraude e lavagem de dinheiro. Entre os principais contratos, destacam-se o fornecimento de querosene de aviação ao Comando da Aeronáutica, no valor de R$ 154 milhões, e de gasolina comum para a PMERJ, por R$ 148 milhões. Além disso, a Presidência da República consome R$ 3,1 milhões em combustível para veículos e residências oficiais. Os contratos têm vigência entre um e cinco anos.
Prefeitura eleva gasto com limpeza de R$ 7 mi para R$ 18 mi

SÃO LUÍS, 02 de setembro de 2025 – A Prefeitura de São Luís implementou reajuste no contrato de limpeza pública com a empresa São Luís Engenharia Ambiental. O aumento, formalizado por meio do 14º Termo de Apostilamento ao contrato nº 046/2012, elevou o valor mensal de R$ 7.297.148,04 para R$ 18.392.926,35. O documento foi publicado no Diário Oficial do Município desta segunda (1º). O contrato é administrado pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos e abrange serviços de manejo de resíduos sólidos, limpeza urbana essencial, complementar, usual e específica. A revisão foi realizada a partir de fórmula paramétrica prevista nas cláusulas 20ª e 21ª do contrato original.
Braide renova contrato milionário mesmo com estádio fechado

SÃO LUÍS, 5 de agosto de 2025 – A Prefeitura de São Luís, comandada por Eduardo Braide, firmou o sexto aditivo contratual com a empresa B M Almeida Eireli para serviços de jardinagem e manutenção paisagística de campos de futebol. O novo acordo, assinado por meio do Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur), tem valor de R$ 8 milhões. O contrato inclui a manutenção de gramados e a capina mecanizada de praças públicas, com uso de roçadeiras costais. No entanto, o Nhozinho Santos, principal equipamento esportivo da cidade, está fechado desde abril e representa o maior espaço contemplado no contrato. A contratação permanece sendo renovada com base em processo da gestão anterior. A atual administração, em seu quinto ano, alega que ainda não realizou nova licitação por entraves operacionais e acúmulo de demandas nos setores técnicos e jurídicos.
MP investiga Câmara de Miranda por contrato suspeito

MARANHÃO, 18 de julho de 2025 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou inquérito para investigar a Câmara Municipal de Miranda do Norte por suspeita de irregularidades em contrato com a empresa B.K.G. Cardoso. A apuração envolve possíveis fraudes na licitação e na execução dos serviços contratados. O objeto da investigação é a Carta Convite nº 001/2023 e o Contrato nº 20230126, firmados para serviços de digitalização e cópias. De acordo com o MPMA, a empresa contratada possui endereço residencial e não demonstra estrutura adequada para cumprir as obrigações previstas. Parecer técnico da Assessoria da Procuradoria Geral de Justiça identificou diversas falhas no processo. Entre elas estão a ausência de portaria de nomeação da Comissão de Licitação, falta de nota de empenho e a inexistência de assinatura da autoridade competente no edital.
Governo fecha contrato de R$ 300 mi com empresa investigada

BRASÍLIA, 27 de março de 2025 – O governo Lula está prestes a fechar um contrato de R$ 328 milhões com a Esplanada Serviços Terceirizados Ltda. — uma empresa investigada por fraude em licitações. A companhia é alvo da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), mas segue no páreo depois de vencer um pregão eletrônico aberto pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). A informação foi divulgada pelo site Metrópoles. Em fevereiro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Dissímulo. O objetivo era desmontar um suposto esquema de simulação de concorrência para obtenção de contratos públicos. Mandados de busca e apreensão atingiram empresas envolvidas, entre elas, a Esplanada. Mesmo com os indícios, o MGI aceitou a proposta da empresa no dia 21 de fevereiro. Cinco dias depois, a pasta rejeitou os recursos das concorrentes e manteve a Esplanada no processo. O contrato prevê a contratação de 1,2 mil terceirizados para 12 ministérios e poderá durar até dez anos. Em nota, o MGI alegou que não encontrou impedimentos legais. Disse que a documentação da empresa atendeu às exigências do edital. Também argumentou que só pode impedir a contratação se houver punições formais aplicadas por órgãos de controle. DONO DA ESPLANADA NEGOU TER RELAÇÕES COM INVESTIGADOS O dono da Esplanada, André Luis Silva de Oliveira, negou qualquer relação com os demais investigados. Ainda assim, indícios ligam sua empresa ao grupo. Um deles: a distribuição de panetones personalizados com o busto do ex-deputado Carlos Tabanez, apontado como operador do esquema. A mesma ação havia sido realizada pela R7 Facilities, também investigada. Indagado sobre a coincidência, André Luis respondeu que distribuiu os panetones como cortesia durante um período eleitoral. Afirmou que recebeu os produtos prontos e não possui relação comercial com Tabanez. Em 2018, ele tentou se eleger deputado distrital pelo MDB, mas fracassou. “Eu ganhei os panetones”, declarou o empresário. “Era na época de campanha política dele [Tabanez]. Ele queria fazer política, divulgar [o nome dele]. E ele doou panetones para várias empresas, e eu distribuí para aqueles funcionários que queriam o panetone.” A R7 Facilities chegou a vencer a etapa de lances do pregão. No entanto, foi desclassificada. Segundo o MGI, a empresa não comprovou a viabilidade da proposta nem o direito de aplicar benefícios fiscais, como a desoneração da folha.