Ex-secretária de saúde é condenada por fraudes em licitações

PIO XII Justiça

PIO XII, 04 de setembro de 2025 – A ex-secretária de Saúde de Pio XII (MA), Paula Celina Gonçalves Batalha, foi condenada a oito anos e quatro meses de prisão por fraudes em licitações envolvendo recursos federais do SUS. A sentença da Justiça Federal, divulgada nesta quarta (3), aponta que a gestora autorizou 84 dispensas indevidas de licitação e emitiu documentos em duplicidade durante o exercício financeiro de 2010. O MPF comprovou que as irregularidades desviaram verba do Fundo Municipal de Saúde. O relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA) identificou que Paula Batalha assinou notas de empenho e ordens de pagamento sem seguir a Lei nº 8.666/1993. Testemunhas, incluindo seu irmão ex-secretário de finanças, confirmaram que secretários municipais assinavam os documentos. O MPF rejeitou a defesa da ex-secretária, que alegava apenas assinar papéis preparados pelo gabinete do prefeito.

Escola de SLZ deve indenizar ex-aluno por acusação falsa

Escola condenada

SÃO LUÍS, 15 de agosto de 2025 – Uma escola particular de São Luís foi condenada a pagar R$ 15 mil em indenização por danos morais a um ex-aluno e sua família. A decisão da 13ª Vara Cível da capital considerou que a instituição agiu de forma irregular ao acusar o adolescente, sem provas, de planejar um ataque à escola em maio de 2022. O jovem foi levado à diretoria sem a presença dos pais e, segundo a família, coagido a confessar um crime que não cometeu. O estudante desenvolveu medo, dificuldade de socialização e até pensamentos suicidas, conforme atestou laudo médico anexado ao processo. Ele precisou de acompanhamento psicológico e se afastou das aulas presenciais.

Hospital de São Luís é condenado por falta de acessibilidade

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SÃO LUÍS, 12 de agosto de 2025 – O hospital São Domingos foi condenado a pagar R$ 50 mil ao Fundo Estadual de Direitos Difusos por descumprir normas de acessibilidade. A decisão, proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, atestou que banheiros e calçadas do local não ofereciam condições adequadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As irregularidades incluíam pisos escorregadios, falta de barras de apoio e espaço insuficiente para cadeiras de rodas, violando a NBR 9050 da ABNT.

Professora é condenada por fraude em cargo público no MA

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MARANHÃO, 6 de agosto de 2025 – A Justiça do Maranhão condenou, em 1º de agosto, a professora Diomícia Guimarães por improbidade administrativa. A servidora, lotada no ensino fundamental de Lagoa do Mato, recebeu salários entre abril de 2016 e fevereiro de 2017 sem exercer a função. Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), a professora nomeada em 2005 cedeu o posto a outra pessoa durante o período. As aulas foram ministradas no Centro Ensino Porto do Saber por uma substituta indicada pela então secretária municipal de Educação. A decisão, proferida pela juíza Débora Jansen Castro Trovão, acolheu a Ação Civil Pública movida em julho de 2018 pelo promotor Carlos Allan Costa Siqueira, baseada em denúncias feitas por duas servidoras municipais. O processo apurou que a servidora arcava com o pagamento da substituta, no valor de R$ 958 mensais. A substituição ocorreu sem qualquer respaldo legal, enquanto Diomícia mantinha os vencimentos integrais do cargo público.

STF mantém condenação de maranhense por feminicídio no MA

STF Condenação

BRASÍLIA, 23 de julho de 2025 – O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o pedido de liberdade de Elionai Sousa Silva, condenado a 16 anos e oito meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira Celcilene Santana Rodrigues. O crime ocorreu em 3 de maio de 2022, em um quarto do Hotel Pousada Ludovicense, no bairro Madre Deus, em São Luís (MA). A vítima foi morta a facadas. A Defensoria Pública do Maranhão (DPE-MA) argumentou que o Conselho de Sentença poderia ter absolvido o réu com base no quesito genérico do Código de Processo Penal, que permite clemência sem justificativa detalhada. O órgão também alegou que jurados têm soberania em suas decisões, conforme a Constituição.

Acusado de assassinar Nenzim é condenado a 14 anos de prisão

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MARANHÃO, 10 de julho de 2025 – Luzivan Rodrigues da Conceição Nunes foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o “Nenzim“. O julgamento ocorreu nesta quarta (9) no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, e o juiz Clésio Cunha negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. O ex-vaqueiro, que já cumpria pena por outro homicídio, foi encaminhado à penitenciária. O júri, iniciado pela manhã, terminou por volta de 1h desta quinta (10). O crime ocorreu em dezembro de 2017, quando Nenzim foi morto a tiros na zona rural de Barra do Corda, a 341 km da capital.

Condenado instituto por ofertar cursos sem autorização no MA

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MARANHÃO, 24 de junho de 2025 –  A Justiça Federal condenou o Instituto de Educação Superior, Pesquisa e Extensão (Iespa) por ofertar cursos de graduação sem autorização do Ministério da Educação (MEC). A decisão também impôs multa de R$ 100 mil por danos morais e materiais coletivos. Ainda cabe recurso. Desde 2017, o Iespa oferecia cursos superiores em Pedagogia e Administração no município de Nova Olinda do Maranhão, por meio da modalidade a distância (EAD). As aulas presenciais ocorriam quinzenalmente aos finais de semana. O instituto divulgava os cursos com propagandas sonoras em carros de som, sem uso de material impresso. Também atuava em municípios vizinhos com graduações em Serviço Social, Letras, Pedagogia e Administração. As mensalidades giravam em torno de R$ 200. A investigação conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF) consultou o sistema e-MEC e não encontrou registros para o Iespa nem sob a razão social “Pedro Alves de Pinho”. Assim, foi confirmada a ausência de credenciamento para ofertar cursos superiores.

Justiça condena poder público por desmatamento ilegal

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MARANHÃO, 11 de junho de 2025 – A Justiça Federal condenou o estado do Maranhão e a proprietária da Fazenda Nova Délia, localizada em Centro Novo (MA), por desmatamento ilegal e exploração irregular de madeira. A área afetada está na zona de amortecimento da Reserva Biológica do Gurupi, na região oeste do estado. A decisão prevê o pagamento de R$ 721 mil por danos ambientais e a anulação das licenças emitidas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MA). O desmatamento ocorreu sem anuência do Instituto Chico Mendes (ICMBio), gestor da unidade de conservação. Além da multa, a sentença obriga o estado e a fazendeira a apresentar um Programa de Regularização Ambiental (PRA) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) ou ao ICMBio. O plano deve conter etapas anuais e será avaliado em até 60 dias. O não cumprimento do cronograma implicará multa diária de R$ 500. O objetivo é restaurar a vegetação nativa e corrigir os danos causados à reserva e ao seu entorno imediato.

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