Imprensa nacional diz que ‘combustível caro é bom’

BRASIL, 25 de março de 2026 – Publicado nesta terça (24) na Folha de S.Paulo, um texto do economista Bernardo Guimarães, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas e colunista do jornal, sustenta que o aumento no preço dos combustíveis produz efeitos positivos para a sociedade no longo prazo. O argumento do texto é que combustíveis mais caros reduzem emissões de carbono ao desestimular o consumo de derivados de petróleo e acelerar a adoção de alternativas energéticas. A publicação, feita na coluna “Economia no Século 21”, circulou no mesmo dia em que os preços da gasolina se aproximavam de R$ 10 em postos de São Paulo. O texto vai de encontro a um momento de pressão intensa sobre os combustíveis no Brasil. O agravamento do conflito militar entre Estados Unidos e Irã, com o fechamento do Estreito de Ormuz por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo, fez o barril tipo Brent superar US$ 98 e empurrou os preços nas bombas a patamares não vistos desde 2022. O diesel acumulou alta de quase 20% desde o início de março, e o governo federal zerou o PIS/Cofins sobre o produto para tentar conter a escalada. A posição de Guimarães vai na direção contrária à adotada pelo Palácio do Planalto, que trata a alta como problema a ser combatido por medidas de desoneração. O texto de Guimarães foi ao ar no mesmo dia em que o preço do barril Brent voltou a subir após queda na véspera, negociado próximo de US$ 99, em meio a declarações conflitantes entre Washington e Teerã sobre o andamento das negociações. Doutor em Economia pela Universidade Yale, ele é membro do Centre for Economic Policy Research (CEPR) da Grã-Bretanha e professor titular da FGV-SP. Assina a coluna “Economia no Século 21” na Folha desde setembro de 2015, e externa a linha econômica a partir da perspectiva acadêmica. O colunista já publicou pesquisas em periódicos internacionais e tem o livro “A Riqueza da Nação no Século XXI” entre suas obras.
Alta do diesel pressiona produção agrícola no Maranhão

BRASÍLIA, 19 de março de 2026 – A alta do diesel no Maranhão elevou custos da produção agrícola no sul do estado, especialmente em Balsas, onde o litro passou de R$ 5,95 para até R$ 7,96 em poucos dias. O aumento ocorreu em março de 2026 e impacta diretamente o agronegócio, que depende do combustível em todas as etapas, desde o plantio até o transporte da safra. Segundo produtores, a elevação repentina da alta do diesel compromete operações no campo e acende alerta no setor produtivo. A região de Balsas integra o Matopiba, área que reúne Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, e concentra produção relevante de soja, além de milho e algodão. O diesel é essencial para máquinas agrícolas e para o escoamento da produção, que ocorre majoritariamente por caminhões até o Porto do Itaqui, em São Luís, ou até o terminal da Ferrovia Norte-Sul, em Porto Franco. Dessa forma, a alta do diesel amplia despesas logísticas e operacionais. Além disso, o aumento também elevou o custo de insumos, como fertilizantes, agravando a situação nas lavouras. Em alguns casos, produtores relataram dificuldades no abastecimento, com caminhões aguardando combustível nas distribuidoras, o que afeta a colheita e o transporte. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, o preço médio chegou a R$ 6,80, com alta acumulada de 11,8%. No entanto, no sul do estado, os reajustes superaram esse percentual, intensificando os efeitos da alta do diesel sobre o setor.
Justiça do MA cobra resposta sobre aumento de combustível

MARANHÃO, 17 de março de 2026 – A Justiça do Maranhão determinou que distribuidoras de combustíveis respondam, em até 72 horas, sobre denúncia de aumento de combustível no estado. A decisão atende a uma Ação Civil Pública movida pelo Procon/MA, em São Luís, após identificar reajustes considerados abusivos. O órgão questiona a forma e o motivo dos aumentos aplicados. O processo tramita na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. Além da manifestação inicial sobre o aumento de combustível, as empresas deverão apresentar contestação no prazo de 15 dias. A medida busca esclarecer a conduta das distribuidoras diante das denúncias apresentadas. Segundo o Procon/MA, diversas distribuidoras realizaram aumento de combustível de forma imediata e preventiva. As empresas justificaram os reajustes com base em possíveis instabilidades geopolíticas internacionais. No entanto, o órgão afirma que não houve, naquele momento, alteração oficial nas refinarias nacionais.
Gasolina no Brasil mantém preço acima da média internacional

BRASIL, 13 de outubro de 2025 – O preço da gasolina no Brasil segue acima da referência internacional, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) na sexta (10). A entidade identificou diferença média de 8%, o que representa um sobrepreço de R$ 0,23 por litro em relação ao valor de paridade de importação. A metodologia da Abicom considera o preço do combustível no mercado global, somado aos custos de frete, impostos e taxas portuárias. Conforme o levantamento, a variação dos preços nas refinarias brasileiras oscilou entre R$ 0,17 e R$ 0,31 por litro, dependendo do polo de entrega. Embora a diferença tenha diminuído em relação à semana anterior, quando chegou a 10%, o Brasil mantém a chamada “janela de importação” aberta há 39 dias. Isso indica que, mesmo com a queda das cotações internacionais e a estabilidade do dólar em R$ 5,35, importar gasolina ainda é financeiramente vantajoso. As refinarias da Petrobras e da Acelen não ajustam os preços desde junho, quando a estatal reduziu o valor da gasolina em 5,6%. Desde então, os preços permanecem congelados, mesmo diante das mudanças no mercado global de petróleo.
FAB pode parar transporte de órgãos por falta de combustível

BRASIL, 23 de julho de 2025 – O transporte de órgãos para transplantes realizado por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) corre risco de ser interrompido a partir de 3 de agosto. O motivo é a escassez de combustível e os cortes no orçamento da Aeronáutica, que comprometem o funcionamento de atividades essenciais da corporação. De acordo com a FAB, um decreto do governo federal bloqueou aproximadamente R$ 2,6 bilhões do orçamento do Ministério da Defesa. Dessa quantia, o Comando da Aeronáutica perdeu R$ 812,2 milhões, o que afeta diretamente operações logísticas, administrativas e de manutenção. Para 2025, o orçamento do Comando da Aeronáutica soma R$ 29,4 bilhões. No entanto, apenas R$ 2,2 bilhões foram reservados para aquisição de querosene e outros insumos necessários às operações. A maior parte dos recursos, cerca de R$ 23,7 bilhões, será destinada ao pagamento de soldos e pensões.
Preço do diesel atinge maior média do ano em dezembro

BRASIL, 17 de dezembro de 2024 – Os preços médios do diesel comum e do diesel S-10 registraram os maiores valores do ano na primeira quinzena de dezembro, conforme o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O diesel comum teve alta de 0,65%, alcançando R$ 6,19, enquanto o S-10 subiu 0,97%, chegando a R$ 6,27. Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil, destacou que os aumentos nos preços dos dois tipos de diesel completam quatro períodos consecutivos de alta. Ele também apontou que todas as regiões brasileiras registraram elevação nos valores dos combustíveis. AUMENTOS REGIONAIS O Nordeste teve os maiores aumentos percentuais no período: o diesel comum subiu 1,94%, atingindo R$ 6,32, enquanto o S-10 teve alta de 1,28%, também chegando a R$ 6,32.Já as maiores médias de preços foram observadas no Norte, com o diesel comum a R$ 6,78 e o S-10 a R$ 6,66. O Sul apresentou os menores valores: R$ 6,00 para o diesel comum e R$ 6,09 para o S-10. Em nível estadual, o Acre liderou com os preços mais altos. O diesel comum chegou a R$ 7,61, após aumento de 0,13%, e o S-10 foi a R$ 7,58, também com alta de 0,13%. Santa Catarina registrou o menor preço para o diesel comum, a R$ 5,96.
Paraguai está entre os países com combustíveis mais baratos

PARAGUAI, 18 de novembro de 2024 – O Paraguai está entre os países da América Latina com os combustíveis mais acessíveis, segundo dados do Global Petrol Prices, divulgados pelo portal Bloomberg Línea. O preço médio da gasolina de 95 octanas no país é de US$ 0,842 por litro, abaixo da média global de US$ 1,30 por litro. Na região, países como Uruguai (US$ 1,934), Chile (US$ 1,441) e Costa Rica (US$ 1,425) apresentam preços significativamente mais altos. Em contrapartida, o Paraguai está entre os mais baratos, ao lado de Argentina (US$ 0,818), Equador (US$ 0,634) e Bolívia (US$ 0,540). FATORES QUE INFLUENCIAM OS PREÇOS Os preços dos combustíveis são determinados por fatores como o valor internacional do barril de petróleo, custos de refino e transporte, além de políticas tributárias específicas de cada país. Em geral, nações mais ricas apresentam preços elevados, enquanto produtores e exportadores conseguem manter custos reduzidos.
Preço da gasolina registra aumento de 4,3%, aponta pesquisa

RORAIMA, 19 de julho de 2023 – Segundo o índice de preços Ticket Log (IPTL), que analisa dados de abastecimentos em todo o país, o preço médio do litro da gasolina atingiu R$ 5,79 na primeira metade de julho, representando um aumento de 4,3% em relação ao mês anterior. A Edenred Brasil, responsável pelo estudo, aponta que essa alta está relacionada ao retorno da tributação integral sobre os derivados de petróleo. O diretor-geral de Mobilidade da empresa, Douglas Pina, afirma que os aumentos expressivos refletem especialmente a volta da cobrança dos impostos sobre os combustíveis, após o fim da medida provisória que reduzia a carga tributária. “Os aumentos expressivos identificados no preço repassado ao consumidor refletem especialmente o retorno da cobrança dos impostos sobre o combustível”, declarou Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da empresa. De acordo com o levantamento, Roraima foi o estado com o preço mais alto, chegando a uma média de R$ 6,47 por litro de gasolina, enquanto a Paraíba registrou o preço médio mais baixo, de R$ 5,57. Já o preço médio do etanol apresentou um aumento de 4,5% na primeira quinzena de julho, chegando a R$ 4,10 por litro. O estado de Rondônia registrou o preço mais alto, com R$ 5,14, enquanto Mato Grosso teve o preço mais baixo, com R$ 3,81 por litro. Os dados revelam a tendência de aumento nos preços dos combustíveis, impactando diretamente os consumidores em todo o país.