Flávio Dino proibiu Dória de vir ao MA pedir votos em prévias

O governador Flávio Dino (PSB) articulou a proibição de uma visita de João Dória (PSDB) para fazer campanha nas prévias. O tucano pretendia vir ao Maranhão pedir votos para os membros do partido para as prévias que devem escolher o próximo candidato do PSDB à Presidência da República. Poucas horas antes do encontro, a equipe de Dória foi chamada na residência do vice-governador, Carlos Brandão, que cancelou a visita. A reunião durou pouco tempo. Após relatar que João Dória não seria recebido e que não era bem-vindo no Maranhão, Brandão afirmou que a ordem partiu do governador Flávio Dino. Desafeto de João Dória, Dino mandou dizer que o Maranhão apoiava a candidatura de Eduardo Leite (que também disputa as prévias) e que “o governador de São Paulo não seria recebido no estado”. A estrutura para a visita de Dória já havia sido completamente providenciada . O Hotel Blue Tree Towers, na Avenida Litorânea, estava com as reservas feitas e iria abrigar a comitiva do tucano. Além do prejuízo financeiro, após o anúncio de Brandão, que atualmente figura como mandatário da legenda no estado, o clima de constrangimento foi notório. O movimento deve afastar o PSDB de Brandão em caso da vitória de João Dória nas prévias.
Afinal de contas, o que pretende Felipe Camarão?

A negação de Felipe Camarão da tese de que sua pré-candidatura não passa de uma cortina de fumaça do governador Flávio Dino surpreendeu os mais atenciosos. Como assim ele está na eleição para valer? É claro que, mesmo sendo uma marionete, Camarão nunca iria assumir-se enquanto tal. Mas, o vigor com que defende a pré-candidatura e a alta intensidade do verniz de independência não deixam de chamar a atenção. Jogo de cena? Coragem? Flávio Dino programou ou também foi pego de surpresa? Logo após assumir-se como postulante ao cargo de governador, dez entre dez observadores entenderam que o movimento de Camarão só foi possível após permissão do governador. Acontece que Felipe Camarão tem cultivado a impressão de que talvez a história não seja bem assim. Até poucas semanas atrás, o secretário de Educação sequer era cogitado como possível nome. Nem as pesquisas o traziam como opção. O anúncio da pré-candidatura do secretário não foi levado à sério. “Manobra de Flávio Dino”, achava a maioria das pessoas. Todavia, bastaram poucos momentos para que o secretário saísse da penumbra de uma fácil disputa por vaga na Câmara Federal para uma aguda e inusitada pré-campanha ao governo. Bastaram horas para que o anúncio da ideia fosse transmutado em ação de verdade. Disparos de mensagens em massa, outdoors, campanhas em redes sociais, reuniões políticas, apoio. Felipe Camarão fez em um mês o que Carlos Brandão não conseguiu fazer em sete anos. Apenas coincidência? Claro que não. O petista já tinha a toda a estrutura para divulgar sua pré-candidatura pronta e montada. Poucos são competentes ao ponto de fazerem engrenar uma campanha em poucos dias. Imaginem um secretário de educação que tem como ponto alto do seu currículo ter deixado as escolas fechadas pela maioria do tempo. Só que o fracasso de Camarão como secretário, e minha retumbante antipatia por ele, não são o cerne desta análise, sigamos… Os analistas e players da política maranhense fizeram, em sua maioria, a opção pela tese de que Camarão seria uma espécie de contrapeso criado por Flávio Dino para blindar o PT das investidas de Weverton Rocha. Ou seja: era apenas um laranja. As últimas declarações dele, ratificando sua disposição a enfrentar as urnas para o cargo máximo da política local, dão a entender que, talvez, nem o próprio Flávio Dino tenha (se é que um dia teve) controle da candidatura do petista. A ação de Felipe Camarão pode estar escancarando uma situação ou escondendo outra. Ou mostra o nascimento de um novo e independente futuro candidato (que seria danosa para os planos de controle dinista) ou esconde um plano ardiloso centrado na desinformação e bagunça do ambiente (que beneficiaria apenas o próprio Flávio Dino). Justiça há de ser feita: poucos conseguiram chegar em posição tão boa, em tão pouco tempo e de forma tão repentina, no primeiro escalão. Isso é mérito do petista, não há debate porque é um fato indiscutível. A entrada de Felipe Camarão na primeira divisão da política local está sendo precoce demais. Resta saber se a saída também será.
Flávio Dino e Brandão correm o risco de ficarem inelegíveis em 2022

A contratação indiscriminada de dezenas de capelães pelo Governo do Maranhãs às vésperas das eleições de 2018 foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão do STF, a partir de feito Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6669) da Procuradoria-Geral da República, tem abrangência administrativa. Contudo, deve ter efeito em outra ação, de cunho eleitoral, que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A chapa do governador Flávio Dino (PSB) e seu vice, Carlos Brandão (PSDB), são acusados de terem usado eleitoralmente a nomeação de capelães. Caso aceite a jurisprudência criada pelo STF, o TSE deverá condenar os dois e torná-los inelegíveis. CAUSA A ADI 6669 questionava a nomeação de dezenas de capelães pelo governador Flávio Dino sem a realização de concurso público. Segundo a PGR, a prática é inconstitucional. Em decisão unânime, o STF decidiu condenar o governo e estabelecer prazo para que a prática seja banida da administração pública. O questionamento, julgada procedente. EFEITO Já a ação que tramita no TSE pede a cassação da chapa Flávio Dino/Carlos Brandão com base na ilegalidade das nomeações que foram usadas para comprar apoio político de lideranças religiosas. Todos os nomeados foram indicados por lideranças que participaram ativamente das eleições em 2018. Há farto material que comprova as ligações políticas dos nomeados. Com a decisão administrativa do STF que considera a prática ilegal, o TSE já iniciará o julgamento desta ação com a certeza de que as nomeações foram ilegais. O risco de cassação de chapa é real. Abaixo a decisão do STF. 11/10/2021 – Procedente TRIBUNAL PLENO – SESSÃO VIRTUAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, converteu o referendo da medida cautelar em apreciação definitiva do mérito, julgou procedente o pedido formulado na ação direta, declarando a inconstitucionalidade do art. 4º, caput, da Lei n. 8.449, de 25 de agosto de 2006, com a redação dada pelo art. 11 da Lei n. 8.950, de 15 de abril de 2009; dos arts. 1º a 4º, 7º, 9º e 11, e Anexo Único da Lei n. 8.950/2009; dos arts. 1º, $ 3º, 2º e Anexos | e ll da Lei n. 10.654, de 11 de agosto de 2017; e dos arts. 4º, 8º, 8 2º, e Anexo |l da Lei 10.824, de 28 de março de 2018, todas do Estado do Maranhão, na parte em que criam cargos em comissão de Capelão Religioso na Administração Pública estadual.
Madeira rompe com Roberto Rocha e deve apoiar Brandão

O ex-prefeito de Imperatriz e ex-deputado federal, Sebastião Madeira (PSDB), deve apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) nas eleições de 2022. O caminho natural deve ser tomado após Madeira decidir seguir orientação nacional do partido de fazer oposição ao presidente Jair Bolsonaro. Como Roberto Rocha, atual aliado de Madeira, é um dos maiores entusiastas do presidente no Maranhão, o afastamento entre os dois era inevitável. As declarações de Madeira foram dadas em entrevista ao colunista Coriolano Filho. O ex-prefeito deixou claro que não tem apreço por Bolsonaro. No ano passado as ações de Madeira eram diferentes de suas palavras no presente. Durante visita do presidente em 2020, Madeira tentou se aproximar de Jair Bolsonaro e foi empurrado por seguranças. Tudo indica que o rompimento tem mais a ver com esse episódio do que com orientação partidária. Além disso, também pode ter pesado convite para assumir cargo no Governo do Estado. Madeira já foi adversário ferrenho de Flávio Dino e falava dele o que hoje fala de Brandão.
Dino tem preferência por Brandão, segundo aliados de Weverton

Aliados do senador Weverton Rocha (PDT) já identificam preferência do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), por uma candidatura de Carlos Brandão (PSDB) ao Governo do Estado em 2022. O governador já vinha dando gestos em favor de seu vice e, desde o último fim de semana, os sinais ficaram ainda mais claros. Isso porque, neste domingo (16), Brandão se reuniu com importantes secretários do governo para assistir ao jogo entre Sampaio e Moto, partida válida pela final do Campeonato Maranhense de Futebol. Participaram do encontro os secretários Clayton Notelo (Infraestrutura), Ricardo Cappeli (Comunicação) e Rogério Cafeteira (Esportes).
Zé Reinaldo ganha cargo no Porto do Itaqui

O ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (sem partido), será nomeado diretor de relações institucionais do Porto do Itaqui, conduzido pela EMAP (Empresa Maranhense de Administração Portuária). A decisão foi tomada após reunião com Flávio Dino (PCdoB) na tarde desta segunda-feira (26), fruto de articulação feita pelo sucessor natural e candidato de Dino ao Palácio dos Leões em 2022, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Desde as eleições de 2018, o ex-governador e o comunista estavam de laços cortados. “Com sua grande experiência em cargos públicos e diálogo com o setor privado, vai contribuir na formulação de projetos para novos investimentos”, anunciou Flávio Dino sobre a indicação do ex-governador a um cargo pomposo no Governo do Estado.
A proposta de Weverton para abrir mão da disputa com Brandão

Na última quinta (15) o governador Flávio Dino (PCdoB) convocou o vice, Carlos Brandão, e o senador Weverton Rocha (PDT) para tentar unificar forças políticas aliadas nas eleições de 2022. Disposto a solucionar o problema, o senador fez uma proposta que pegou o governador no contrapé: a indicação do vice na chapa de Brandão. A disputa entre Brandão e Weverton pelo governo do estado no ano que vem é vista com receio pelo governador. A possibilidade de que a guerra interna acabe tendo efeitos negativos, como aconteceu em 2020 na eleição da capital, é vista com receio por Flávio. Daí a convocação da reunião na semana passada. A união do grupo nas eleições do ano que vem é prioritária. Acontece que o senador Weverton Rocha vive hoje o melhor momento político de sua carreira. Popular na classe política, articulado em Brasília e com os recursos necessários para a candidatura, a impressão que tem é que “é agora ou nunca”. Por outro lado, o vice-governador Carlos Brandão que deve assumir o governo em meados de 2022 com a saída de Flávio Dino (o governador deve ser candidato no ano que vem e precisará se descompatibilizar do cargo). Brandão, mais do que qualquer outro, sabe dos caminhos necessários para concretizar o mandato de governador em eleição. Ele foi o braço direito de Zé Reinaldo na eleição do governador em 2002 e na eleição de Jackson em 2006. O mais razoável seria a candidatura de Brandão, que estaria se reelegendo no cargo, e a posterior candidatura de Weverton em 2026. Acontece que o senador não tem garantia de que o acordo seja cumprido por uma razão simples: Flávio Dino pode tentar voltar ao governo. Weverton tem mais certeza a cada dia que passa que Brandão não iria anteceder a ele no governo, mas ao próprio Flávio Dino. Daí a proposta do senador. Indicando o vice, ele teria, além da palavra empenhada do grupo, a certeza de que o domínio do governo seria de um aliado. Brandão aceitou a proposta. Flávio Dino desconversou. No horizonte a possibilidades de confronto interno está mais clara. No entanto, uma nova possibilidade se materializa: a união de Brandão e Weverton à revelia do que pretende o governador. Brandão aceitaria o indicado de Weverton, seria eleito. Quatro anos se descompatibilizaria, teria uma eleição fácil para o senado e Weverton assumiria o posto de candidato a governo do grupo. Só que no meio do caminho da união do grupo governista há uma pedra chamada Flávio Dino.
Flávio Dino se reúne com Carlos Brandão e Weverton Rocha

O governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se reuniu com o vice governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) na noite desta quinta-feira (15). Flávio Dino tenta evitar rompimento em seu grupo político que já vem se desenhando desde o 2º turno das eleições de 2020. Segundo Carlos Brandão, o encontro foi proveitoso porque todos entenderam o forte alicerce que foi construído ao longo do tempo. Weverton Rocha, por sua vez, disse que as mudanças positivas precisam seguir e o grupo segue firme e focado. O governador concluiu que, no momento oportuno, irá articular os diálogos necessários com a base de seu grupo político. “Hoje tive longa e produtiva reunião com o vice-governador Carlos Brandão e com o senador Weverton. Somos aliados de longa data e temos compromisso quanto à continuidade das mudanças positivas no Maranhão. No tempo certo, irei coordenar os diálogos necessários com o nosso grupo”, afirmou Flávio Dino.