PCdoB quer entregar governo do Maranhão ao PSDB em 2022

A aliança histórica entre PCdoB e PSDB no Maranhão deve ser reeditada no estado em 2022. Em entrevista ao Poder 360, o governador Flávio Dino assumiu que pretende apoiar o vice-governador Carlos Brandão nas eleições do ano que vem. “Tem uma alta chance, uma vez que ele é uma pessoa com a qual tenho relação política e pessoal muito antiga. Está conosco há 6 anos. Provavelmente me desincompatilizo em abril do ano que vem e ele assume o governo”. O PSDB foi peça fundamental na eleição de Flávio Dino em 2014. Na ocasião o comunista chegou, inclusive, a manifestar apoio a Aécio Neves naquelas eleições ainda no primeiro turno. Flávio Dino, inclusive, elogiou a legenda quando tratou de Carlos Brandão. “Sem dúvida o Brandão é um ótimo nome e o fato de ele estar no PSDB fortalece o pleito dele. Eles me apoiaram em 2014, tenho um reconhecimento”. PSDB e PCdoB só estiveram distantes após o rompimento do senador Roberto Rocha, na época presidente da legenda, com Flávio Dino. Situação que foi resolvida com o isolamento de Rocha na legenda pela Executiva Nacional e posterior condução de Brandão ao comando do PSDB no estado.
Carlos Brandão segue sendo um alvo fácil para Weverton Rocha

A cada dia que passa fica mais evidente que o vice-governador Carlos Brandão, pelo menos por enquanto, é um alvo fácil para o senador Weverton Rocha. O recente anúncio da senadora Eliziane Gama (Cidadania) que antecipou em mais de um ano sua opção para o governo do estado, mostra que a saraivada de péssimas notícias que acometeram Brandão desde o resultado das eleições 2020 tende a continuar. O apoio de Eliziane a Weverton, muito mais do que por efeitos práticos, tem um peso simbólico enorme. A senadora nunca foi conhecida por suas convicções políticas e sempre foi “emcimadomurista”. Conseguir seu apoio a tanto tempo do pleito (e é claro que este apoio não foi espontâneo) foi mais um feito do senador pedetista. Dois dias após Carlos Brandão afirmar que “o debate para as eleições em 2022 deve ficar em segundo plano” no quadro Bastidores do Bom Dia Mirante, Eliziane Gama manifestou apoio a Weverton Rocha “lançando a candidatura” do colega de senado no mesmo quadro do canal. Os tentáculos políticos de Weverton Rocha já começam a estender-se até na oposição. Na segunda, em entrevista concedida ao jornalista José Linhares Jr, o deputado estadual César Pires (PV) deu declarações que indicam certa predisposição de apoio a Weverton caso tenha que ser feita uma escolha entre o senador e o vice-governador. Com todos esses eventos, a espera de Brandão pela cadeira de governador para começar a agir pode ser entendida como o cronômetro de um micro-ondas. Só que o vice-governador não está fora do aparelho esperando, mas lá dentro sendo assado. E quando o alarme disparar, talvez não reste muito dele para terminar se der jantado.
A marcha dos conquistadores?

A foto do senador Weverton Rocha (PDT) ao lado do deputado Márcio Jerry (PCdoB) é o presságio de um massacre. A pose dos dois, como se marchassem na frente de um exército viking rumo aos muros de uma cidade desprotegida, deve ter causado calafrios no já combalido vice-governador Carlos Brandão. A aliança entre Weverton e Jerry (maior conselheiro político do governador Flávio Dino) tem significados que vão muito além do que se pode observar. A foto, e isso é minha opinião, é o maior registro político da história recente do estado. Nem mesmo a forçada de barra naquele famigerado encontro amoroso/político no banco da Praça Pedro II em 2020 carregou tanto simbolismo. Vamos deixar os namoricos para lá e voltar a falar de coisa séria. Essa foto mostra que, muito provavelmente, enquanto Carlos Brandão brincava de acusar os outros de traidores no fim do ano passado, Weverton Rocha já pensava vários lances na frente. E quando Brandão chegava, sempre chegava atrasado para assistir a derrota que já acontecera. Tudo o que Flávio Dino mais precisa neste momento é de conciliação. Qualquer centímetro de beligerância que desemboque nos acontecimentos que o levaram a ser derrotado nas eleições de 2020 deve ser evitado. O senador hoje tem o apoio do presidente estadual do PCdoB, presidente da Assembleia, do prefeito de São Luís, da maioria dos prefeitos do interior, da maioria dos deputados federais e estaduais… Brandão tem Duarte Jr e Josimar de Maranhãozinho. Weverton aparece marchando ao lado de aliados, Carlos Brandão segurando microfone e tendo surtos de justiçamento político. Precisa de algo mais? A elegância da brutalidade com que Weverton Rocha trucida o adversário também chama a atenção. Sempre com voz baixa, humilde, mandado indiretas por meios de camisas, pregando união enquanto esquarteja de forma voraz os planos políticos do vice-governador. OU alguém tem coragem de discordar da violência política que foi essa foto? Um ano antes da eleição o inimaginável aconteceu: Weverton não só colocou Brandão na defensiva, enfiou em um espeto e colocou em cima do balcão enquanto coloca o carvão na churrasqueira e espera Márcio Jerry levar o isqueiro.
Abstrações e falatório não irão fazer de Carlos Brandão um vencedor

O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) ainda é, pelo menos até agora, o favorito na sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB). Após sofrer pequenos revezes motivados por sua ansiedade, parece que ele não aprendeu a lição. Pior que isso, parece que alguns entusiastas do homem querem fazê-lo acreditar que perder é ganhar e ganhar é perder. O mais esperado lance na sucessão de 2022 será a posse do vice-governador Carlos Brandão em meados do ano. Nada será de grandeza superior a isso. Nada! Retiradas desta possibilidade, obviamente, a capacidade do próprio Brandão e do senador Weverton Rocha (PDT) de implodirem suas candidaturas de sabotar a si mesmos. E parece que hoje em dia essa perspectiva acomete apenas um dos dois. Após ver seu clamor por Duarte Jr resultar em derrota nas eleições de São Luís, depois de perder a eleição da Câmara Municipal sem disputar e após um encontrar o massacre que procurou nas eleições da FAMEM, parece que Brandão recorreu a argumentações obtusas para fazer de seus fracassos vitórias. Dizem que ao perder a eleição da FAMEN, Carlos Brandão saiu de 0 prefeitos 96. Como se todos estes prefeitos não tivesse, nenhum deles, escolhido Fábio gentil pelo próprio Fábio Gentil, ou por influência do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, ou pelo fato de que Brandão ocupava o cargo de governador. Contudo, a maior sandice dita até agora foi a de que, nas eleições de São Luís, Brandão venceu com a derrota do seu pupilo e Weverton perdeu com a vitória de Eduardo Braide (Podemos). Weverton selou o apoio do prefeito da capital maranhense e cidade mais populosa do estado nas próximas eleições. É preciso dizer algo mais, meu Senhor Jesus Cristo? Carlos Brandão deve ter cuidado. Se der ouvidos a esse tipo de análise canastrona, talvez apareça na posse em janeiro de 2023 após ser derrotado em 2022. Será uma cena humilhante. A mais humilhante de todos os tempos. Quem ganha, ganha! Quem perde, perde! Como diria o outro lá: simples assim!
Carlos Brandão vence a si mesmo no duelo com Weverton

O vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) trava uma batalha aberta contra o senador Weverton Rocha (PDT) pelo governo do estado em 2022. Até agora, graças ao próprio Brandão, Weverton acumula três vitórias significativas contra o adversário. Acontece que uma análise simples revela que todos os triunfos do senador foram originados de ações atabalhoadas do próprio vice-governador. DERROTA EM SÃO LUÍS Enquanto Weverton Rocha tem na capital maranhense o maior reduto eleitoral do seu partido, o PDT, Carlos Brandão é um anônimo na política local. As eleições de 2020 eram fundamentais para Weverton, que perdeu as eleições ao apostar em Neto Evangelista. Já Carlos Brandão embarcou, quase que de corpo e alma, na campanha do correligionário Duarte Jr. Era sabido que muito dificilmente Eduardo Braide sairia derrotado. E isso principalmente quando o consórcio de candidatos formado pelo governador Flávio Dino não conseguia decolar poucas semanas antes da eleição. Todas as esperanças posteriores eram baseadas em ilusões. Acontece que a simples ida de Duarte Jr ao segundo deveria ter sido festejada por Brandão como uma vitória sobre Weverton. Ali o vice-governador deveria ter anunciado a vitória sobre Weverton e deixado o pleito. No entanto, ao invés disso, o vice governador jogou Weverton Rocha no coloco do favorito Eduardo Braide e ao trouxe para si a derrota de Duarte Jr. CÂMARA MUNCIPAL Poucos dias após a derrota que trouxe para si nas eleições de São Luís, Brandão ensaiou um levante contra a reeleição de Osmar Filho, membro do PDT de Weverton, na Câmara Municipal. Além de disputar a reeleição sentado na cadeira, Osmar contava com o apoio da franca maioria dos vereadores e do prefeito recém-eleito, Eduardo Braide. E mais uma vez Brandão foi derrotado em uma disputa que não tinha a mínima condição de vencer e, muito pior, que em nada iria ajuda-lo. FAMEM Na eleição da mesa diretora da Federação dos Municípios Brandão plantou a mais humilhante de suas derrotas até agora. Uma entidade que não tem peso político, completamente dominada por seus adversários, enfrentando um presidente excelentemente bem avaliado e apoiado por políticos de peso como o presidente da Assembleia, Othelino Neto (PCdoB). Em termos comparativos: Erlânio Xavier, candidato a reeleição na FAMEM, era infinitamente mais favorito do que Eduardo Braide era no ano passado. E, assim como em São Luís, a entidade não tem qualquer ligação com Brandão. O vice-governador faz a opção por conflitos em campos alheios ao seu território político. Enquanto o governador Flávio Dino tirava férias, Brandão aproveitou a estadia no cargo de mandatário do governo para disputar, e perder, a eleição na FAMEM. Infinitas eram as possibilidades nestes dias. Brandão, inclusive, viu Eduardo Braide nadar sozinho no mar de oportunidades que o início da vacinação proporcionou. ATRAVESSA A RUA PARA PISAR EM CASCA DE BANANA Carlos Brandão possui o maior trunfo objetivo que um ser humano pode ter nas eleições de 2022. Irá disputar a eleição sentado na cadeira de governador. A ele cabe apenas esperar. O desespero, que logicamente deveria ser externado por Weverton, foi assumido por Brandão. E a simples observação atesta essa tese. O vice-governador não precisa mover nenhuma peça em terreno inseguro. O tempo é seu aliado e a certeza lhe é assegurada. Quem tem que fortificar-se até o pleito é o senador Weverton Rocha, quem tem que arriscar-se é ele. As provocações deveriam partir de Weverton. A imprudência, necessária por conta do momento, também. Só que, por uma insegurança inexplicável, quem assumiu esse papel foi Carlos Brandão. A impressão que se tem é que Brandão acredita que quem irá assumir o governo em 2022 após a vacância Flávio Dino de Weverton. E assim ele vai perdendo, perdendo, perdendo e enfraquecendo a sua maior arma. Brandão conseguiu desgastar seu governo um ano antes dele acontecer.
Em eleição histórica, Famem inicia hoje batalha de 2022

Desde 1996, com a eleição do então prefeito de Balsas, Luiz Rocha – que havia sido governador do estado – a eleição da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) não ganhava tanta importância como a desta quinta-feira, 14. A disputa entre o atual presidente da entidade, Erlânio Xavier (PDT), e o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), virou mais uma prévia do que deverá ser a sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), em 2022. Derrotado nas eleições municipais de São Luís, Imperatriz, Pinheiro e Timon – alguns dos principais colégios eleitorais do Maranhão – o vice-governador Carlos Brandão (PRB) tenta, desde então, suplantar o senador Weverton Rocha (PDT) em uma medição de força pré-eleição estadual. Tentou a Câmara de São Luís, mas não conseguiu sequer formar chapa; agora tenta tomar a Famem, apoiando a candidatura de Gentil. Os grupos de Erlânio e Gentil articulam freneticamente e ambos garantem ter maioria para chegar ao comando da entidade. O mais importante, porém, será a quantidade de votos que cada prefeito terá, o que demonstrará a capacidade de articulação de Brandão – que está no exercício do governo – e de Weverton, cujo PDT elegeu a maioria dos gestores. Fábio Gentil é a nova tentativa de Carlos Brandão suplantar a força de Weverton Rocha e se consolidar como opção para o governo em 2022 Ganhando a eleição com Gentil, Brandão respira como pré-candidato a governador e pode sonhar com a cadeira de Dino em 22; se der Weverton, com Erlânio, o pedetista praticamente se consolida como principal candidato a governador e passa a ser a referência das eleições estaduais de 2022. Por isso a quarta-feira, 14, terá uma importância histórica para o Maranhão…
Anúncio de Flávio Dino fortalece Carlos Brandão

O governador Flávio Dino anunciou hoje, em diálogo com o jornalista Clóvis Cabalau durante entrevista no Bom Dia Mirante, que deve deixar o governo em abril de 2022. Flávio Dino irá disputar cargo eletivo nas próximas eleições e impedimentos legas o impedem de continuar no cargo. A notícia fortalece a pré-candidatura de Carlos Brandão (Republicanos) uma vez que o governador no período eleitoral deve ser o próprio Brandão. Com o “poder da caneta” em mãos Brandão se torna automaticamente o favorito na disputa. Flávio Dino ainda disse que pretende ajustar toda a composição política de 2022 já em 2021 para evitar as disputas internas que aconteceram em 2022. O fato é que em abril de 2022 o Maranhão estará livre de Flávio Dino.
Felipe Camarão prepara ofensiva contra Carlos Brandão

Tudo indica que o secretário de Educação, Felipe Camarão (Democratas), deve preparar nos próximos meses algum tipo de estratégia para desgastar o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos). Um vídeo, provavelmente plantado por Camarão, foi disparado em massa nas redes sociais colocando o secretário como sucessor de Flávio Dino. O advogado já é conhecido por este tipo de estratégia (plantar notícias sobre candidaturas) nas vésperas das eleições. A ação foi vista por alguns políticos ouvidos pelo blog como o início de uma campanha que pode ter como próximo alvo a imagem de Carlos Brandão. Apesar de despontar como principal opção do governador até o momento, o vice-governador é visto como um nome “pesado” e “ruim de voto”. A cada dia que passa eleva-se o temor de que Brandão seja um novo Rubens Pereira Jr e caia em desgraça nas eleições de 2022 como o comunista se desgraçou nas eleições de 2020. Camarão acredita que a disputa entre Brandão e o senador Weverton Rocha (PDT) pode abrir a possibilidade de que o governador Flávio Dino (PCdoB) faça a opção por uma terceira via. A possibilidade, inclusive, já foi cogitada pelo senador Weverton Rocha nesta semana. O parlamentar citou o prefeito Edivaldo Holanda Jr como possível nome de consenso. Dadas todas essas circunstâncias e ao caráter, há conhecido de Felipe Camarão, o embate com Brandão será fatal. Resta saber se será direto (algo que foge do modus operanti do secretário) ou por meio de conspirações.