Felipe Camarão pretende ser candidato a deputado federal

O secretário Estadual de Educação, Felipe Camarão, desiste de se candidatar a governador do Maranhão. Agora, o objetivo é conquistar uma vaga no Congresso Nacional. Em postagem nas suas redes sociais, Felipe relembra as conquistas dos concursos como procurador federal e professor federal da UFMA. No fim da publicação ele comenta a seguinte frase: “02/10/2022 quem sabe…”. Camarão deixou o DEM e filiou-se ao PT, com o objetivo de entrar para Câmara Federal. Com o desejo de ser deputado federal, o objetivo do secretário é apoiar as candidaturas de Brandão ao Governo do Maranhão e Dino ao Senado.
Weverton Rocha inicia 2022 na dianteira das pesquisas

A corrida eleitoral para o cargo de governador do Maranhão nas eleições deste ano promete ser acirrada. Segundo as últimas pesquisas, pelo menos até o momento, o senador Weverton Rocha leva vantagem em relação aos seus adversários. O principal cenário da última pesquisa do ano mostra Weverton Rocha consolidado com 29% das intenções de voto. Ele é seguido pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB) com 17% e pelo ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr (Podemos) com 16%. O também senador Roberto Rocha (PSDB) ocupa a quarta posição com 10%. Em todos os demais cenários o senador também ocupa a liderança. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 29 de dezembro, semanas após as investidas do governador Flávio Dino em mostrar o vice-governador como seu preferido para a disputa. Ou seja, pelo menos em caráter imediato, o apoio de Flávio Dino não foi traduzido em crescimento.
Brandão obtém apenas 0,25% da preferência do eleitorado

O vice-governador Carlos Brandão (PSDB) obtém apenas 0,25% da preferência do eleitorado no município de Milagres dos Maranhão em pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Opinião Pública (INOP). Mesmo com o apoio pessoal do governador Flávio Dino (PSB), o tucano cravou o mesmo desempenho do senador Roberto Rocha (sem partido) e do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior no cenário estimulado (em que, ao eleitor, é apresentado o nome do pré-candidato). Composto por nove postulantes, quem liderou a disputa com 51,35% das intenções de voto foi o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT. Já o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) obteve 12,78%; seguido pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), com 12,29%; e por Lahésio Bonfim (PSL), prefeito de São Pedro dos Crentes, com 1,97%. O titular da SEDUC, Felipe Camarão (PT), secretário da SEINC, Simplício Araújo (SDD), não pontuaram.
A falácia da subida de Brandão e do esvaziamento de Weverton

Nos últimos dias foi massificada a tese de que o senador Weverton Rocha (PDT) vem perdendo aliados em uma espécie de debandada. As notícias afirmam que o apoio de políticos de baixo clero provam o crescimento do vice-governador Carlos Brandão e o enfraquecimento do pedetista. A adesão de políticos de baixo ao candidato governista é mais do que esperada seja quem for o candidato e quem quer que seja o adversário. O que conta são os líderes. E, neste cenário, todas as investidas de Brandão são inúteis. Pelo mens até o momento. A maior parte da bancada federal apoia o senador Weverton Rocha no primeiro turno. Na bancada do senado o apoio é nulo. Dos dois senadores, além do próprio Weverton Rocha, nenhum apoia Carlos Brandão. Entre os prefeitos, mesmo tendo a máquina consigo, Brandão não consegue sobrepujar Weverton Rocha e nem o deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Além disso, as investidas nas figuras consideradas capitais para a eleição também são malsucedidas até agora. Caso do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto. É claro que há em curso uma estratégia de esvaziamento da candidatura d senador Weverton Rocha. É claro que Carlos Brandão tende a agigantar-se nos próximos meses. Contudo, declarar êxito na estratégia por conta de dissidências de figuras que são livres como táxis é uma falácia. Nem um pouco surpreendente é atrair o apoio dos pequenos com a certeza de assumir o governo, temporariamente, no futuro. Mérito é manter o apoio dos grandes mesmo com as mais fortes investidas do outro lado. A pergunta que deve ser feita é: existiria disputa se os lugares estivessem invertidos? Todo o resto é achismo, falácia e conversa fiada.
Em ato de honra e coragem, Luciano Leitoa entrega cargos no governo

Em tempos de política tomada por traidores, ingratos, chacais e fingidos, é muito difícil encontrar no Maranhão exemplos de grandeza política. Exemplos em que o valor da palavra tenha mais peso do que o preço da desonra são raros. E veio de Timon um dos maiores exemplos de que, apesar da desilusão com a política, ainda resta esperança. O ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa (PSB), e seu grupo político decidiram entregar os cargos no governo do estado em uma atitude inédita na história política recente do estado. A ação, exposta em publicação nas redes sociais, revela a motivação da entrega do cargo. De forma muito respeitosa, Leitoa explica que a decisão se deu de forma a facilitar a acomodação dos aliados do vice-governador Carlos na estrutura do governo na região. Leitoa é aliado do senador Weverton Rocha (PSB) e deve apoiá-lo no ano que vem para o governo. A postura do ex-prefeito revela um senso de lealdade incomum e acontece na mesma semana em que vários políticos abandonaram seus grupos políticos para manifestar apoio a Carlos Brandão. Evidentemente, após ser escolhido pelo governador Flávio Dino, o vice-governador irá atuar da forma que todos os anteriores a ele atuaram: usando guarda-chuva do governo para abrigar aliados. Faz parte do jogo. Em um estado de política inglória tomada por convicções tão fortes quanto folhas de papel higiênico, já se observam os desertores promovendo a sujeira que se espera. Tanto faz, faz parte do jogo. Como faz parte o esquecimento destes mesmos. Já Luciano Leitoa proporcionou um ato que será enaltecido e lembrado pelos que admiram a boa política. Tenho cá com meus botões se o próprio Brandão não deve pensar, pensará ou pensou: “Seria ótimo se ele estivesse do meu lado”. Alguém duvida? Evidentemente o comunicado de Luciano Leitoa possui erros. Como no trecho em que afirma, de forma mentirosa, que o ex-presidente Lula foi inocentado. Não, meu senhor. Os processos do ex-presidente Lula foram enviados para outras instâncias e reiniciados após ele ser condenado em todas as instâncias possíveis dentro do sistema judiciário brasileiro. Mas, esse pequeno delito não irá ofuscar ou apagar a grandeza alcançada pela escolha pela honra ao invés da traição.
Brandão vistoria obras em Açailândia e participa de eventos em Imperatriz

O vice-governador, Carlos Brandão, visitou a cidade de Açailândia, localizada a 562 km de São Luís, e examinou as obras do Hospital Regional e do Centro Educacional Mary Dalva Castro Rocha. Em Imperatriz, Brandão participou de eventos culturais e religiosos. Ele se reuniu com lideranças da Assembleia de Deus no Templo Central da Igreja Assembleia de Deus, e visitou a igreja católica, na Diocese de Imperatriz Bispo Dom Vilson Basso. O vice-governador do Maranhão também marcou presença na cerimônia de entrega de kits esportivos, de capacetes e coletes pelo Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran/MA), em Açailândia. A passagem de Brandão pela cidade ficou marcada pelo seu discurso. Ele explicou como o governo do Maranhão tem atuado durante quase sete anos de mandato. “Estamos inaugurando e lançando novas obras. Até a saída do governador Flávio Dino, em abril, nós temos 600 obras para inaugurar em nosso estado. Mesmo em tempo de Covid, o Maranhão foi o estado que mais gerou emprego no Nordeste e o terceiro no Brasil. O nosso governo nunca parou. Nós lançamos um programa forte de geração de emprego e renda, construindo mais obras pelo estado”, comentou. Em Imperatriz, estiveram com o vice-governador, o secretário da Região Tocantina, Pastor Porto; o ex-prefeito Sebastião Madeira; o presidente da Agemsul, Davison Nascimento; e o deputado estadual Antônio Pereira.
Flávio Dino repete em 2021 estratégia de manipulação usada em 2011

Em 2011 o então ex-juiz Flávio Dino comandava o grupo de oposição ao prefeito João Castelo. Formado por um grande número de integrantes, o bloco tinha vários postulantes ao cargo de candidato a prefeito. Inclusive o próprio Flávio Dino. Assim como nas eleições de 2012, Flávio Dino arquitetou a mesma estratégia de controle dos aliados em 2022. Em 2011 a reeleição de João Castelo era dada como dificílima. A fraqueza política do gestor acendeu o desejo de vários membros da então chamada “Frente de Libertação do Maranhão” em concorrer ao cargo. Além do próprio Flávio Dino, também pretendiam entrar na disputa o ex-prefeito Tadeu Palácio, os deputados Edivaldo e Eliziane Gama, além de outros nomes de menor expressão. A saída para equalizar a situação encontrada por Flávio Dino foi esperar as pesquisas e escolher, de forma democrática, o candidato do grupo. Não cumpriu. Na calada da noite foi alçado ao cargo de candidato o deputado Edivaldo Holanda Jr. Atrás de Eliziane e Tadeu nas pesquisas, sem articulação política e, ainda por cima, ex-aliado de primeira linha de João Castelo, Edivaldo conseguiu a vaga almejada por todos. Ocorre que Flávio Dino prometeu uma escolha “democrática” e fez entregou uma escolha pessoal. A tragédia política que abalou o ex-prefeito João Castelo, que disputou a reeleição isolado, assegurou a vitória de Edivaldo. Antes disso, Dino fez questão de isolar os demais membros do grupo. Em julho de 2021, em uma reunião no Palácio dos Leões, Flávio Dino mais uma vez prometeu critérios objetivos na escolha do candidato. O principal deles era o resultado das pesquisas eleitorais. Quem melhor estivesse seria colocado como candidato. Passados quatro meses, o governador deixou de lado o que prometera e anunciou, como em 2011, o escolhido à revelia do que havia sido antes acordado mudando completamente as regras que ele mesmo havia estabelecido. Flávio Dino anunciou sua preferência e deixou a cargo dos partidos acatar, ou não. Escolhido por Flávio Dino, apesar da insatisfação dos demais pré-candidatos, o vice-governador Carlos Brandão iniciou uma ofensiva entre o “baixo clero” do grupo para dar um verniz de adesão ao “conselho” do governador. Os principais alvos são aliados do senador Weverton Rocha. Dadas as circunstâncias, é quase impossível que a vontade pessoal, travestida de coletiva, do governador para sua sucessão não seja efetivada. Brandão será o candidato do “grupo”. Resta saber se os demais farão como Eliziane e Tadeu em 2011, que abdicaram de suas candidaturas, ou se irão resistir à infidelidade de Flávio Dino.
PSDB pode ficar fora da chapa de Brandão em 2022

Após ser humilhado pelo governador Flávio Dino (PSB) e pelo vice Carlos Brandão, o governador de São Paulo, João Dória, pretende retirar a legenda do comando dos dois no Maranhão. O movimento deve acontecer caso ele seja escolhido nas prévias do partido. A informação foi confirmada por membros da legenda em Brasília. Dória foi proibido de vir ao Maranhão pedir votos no processo das prévias. A ordem, comunicada por Brandão, partiu de Flávio Dino. Segundo eles, a executiva estadual já estava fechada com Eduardo Leite e uma visita do governador paulista seria desnecessária. Ainda pesam contra Brandão o fato de que o vice-governador deva fazer campanha para o ex-presidente Lula, do PT. Alguns parlamentares ouvidos pelo blog que pretendiam ingressar na legenda já temem a situação e devem aguardar mais tempo. O fato é que a vitória de João Dória será uma grande derrota para Brandão. Tanto é que o grupo do governador tucano já começou sondagens por nomes que podem substituir vice-governador maranhense.