Brandão lidera pesquisas mesmo comandando governo caótico

Carlos Brandao e Flavio

O governador Carlos Brandão passa pelo pior início de governo eu se tem noticia no Maranhão nas últimas décadas. Crise nos transportes, caos na segurança pública, escândalos de corrupção e alvoroço político. Apesar disso, algumas pesquisas registram certa liderança folgada do sucessor de Flávio Dino na disputa pelo Palácio dos leões, casos do levantamento Econométrica/O Imparcial, divulgada nesta segunda (25 de julho), que mostra a liderança folgada de Brandão (PSB). Segundo o levantamento, Brandão tem com 34,8%, contra 23,6% de Weverton e 20,5 de Lahesio Bonfim.  Edivaldo Holanda Júnior (PSD), tem 7,6%; Enilton Rodrigues (PSOL), 1%; Simplício Araújo (SD), 0,5%; e Hertz Dias (PSTU), 0,1%. “Branco ou nulo” somaram 4,6%, e “Não sabem/não responderam”, 7,4%. Os números contrastam com a realidade. Logo que assumiu o governo após a saída de Flávio Dino para disputar o governo, Brandão teve que ausentar-se do governo por semanas. Sem vice e com as negativas do presidente da Assembleia em assumir o cargo (se assim o fizesse teria que desistir da reeleição para deputado), o governo foi assumido por Paulo Velten, presidente do Tribunal de Justiça. Uma onda de violência tomou conta do estado no início da gestão. Uma onda de assaltos em ônibus resultou em óbitos. Na semana passada, a prisão do empreiteiro Eduardo DP abalou ainda mais o governo. E, para completar, neste fim de semana um ferryboat voltou a apresentar problemas. Apesar de tudo isso, os institutos apontam uma tendência de crescimento de Brandão. Inabilidade dos adversários ou vontade popular?    Na pesquisa foram ouvidos 1.535 eleitores, em 57 cidades do Maranhão, entre os dias 19 e 22 de julho. O nível de confiança do levantamento é de 95% e o registro da Justiça Eleitoral foi feito sob o número MA-08398/2022.

Após governo se recusar a baixar ICMS, preço da gasolina sobe no Maranhão

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Segundo levantamento realizado pela ValeCard a pedido da Folha de S.Paulo, o repasse do corte de impostos sobre a gasolina derrubou o preço em quase todo país. Na média, entre sexta (24 junho) e terça (28 junho), o preço do combustível caiu 1,6%, ou R$ 0,12 por litro. Porém no Maranhão o cenário é diferente. Após a sanção da lei que corta os impostos federais e estaduais sobre a gasolina, a pesquisa da ValeCard, que leva em conta dados de transações eletrônicas, destacou queda em 24 estados e no Distrito Federal, apenas no estado comandado por Carlos Brandão (PSB) o preço do combustível subiu 1,54%. De acordo com a Valecard, as maiores quedas foram observadas no Amapá (-7,1%), no Paraná (-6,5%) e em Santa Catarina (-6,5%). Em São Paulo, a queda no preço médio da gasolina foi de 3,1%. Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Piauí e Tocantins tiveram recuos inferiores a 1%. A lei que foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na semana passada zera os impostos federais e passa a limitar o ICMS – imposto estadual que compõe o preço da maioria dos produtos vendidos no país – em 18%, garantindo um desconto de R$ 0,69 por litro, ou 9,3% do preço médio identificado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). O corte vem chegando de forma gradual aos postos, já que distribuidoras ainda têm produtos com estoques antigos. Entenda: Bolsonaro sanciona lei que limita ICMS sobre combustível e energia Mas o Maranhão questiona na justiça o corte. O governo maranhense, com mais 10 estados, acionaram o Supremo Tribunal Federal na última semana para pedir a declaração de inconstitucionalidade de regras da Lei Complementar federal 192/2022 que determinaram a uniformidade, em todo território nacional, das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre combustíveis. Veja também: Maranhão e outros estados tentam derrubar alíquota única do ICMS A alegação na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7191, que tem pedido de liminar, é de que essa inovação legal impõe ônus excessivo e desproporcional aos estados e ao Distrito Federal, comprometendo continuidade dos serviços essenciais prestados à população. Por enquanto, apenas São Paulo e Goiás adequaram a alíquota de ICMS sobre a gasolina à lei que estabelece o teto para o imposto. As decisões, porém, foram anunciadas na segunda (27), e não têm tanto impacto no levantamento. Veja mais: São Paulo dá exemplo ao Maranhão e reduz ICMS da gasolina. Em audiência na Câmara dos Deputados nesta terça, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, afirmou que está em contato com as empresas e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) para buscar uma solução para agilizar os repasses. A proposta é permitir a venda consignada de combustíveis das refinarias às distribuidoras. Neste modelo, as empresas de distribuição pegam produtos nas refinarias, mas as notas fiscais só são emitidas após o corte nos impostos. Assim, todo o estoque que entrar nas distribuidoras já passaria a ter o desconto do corte de impostos. Sem essa medida, a expectativa do setor é que o repasse só chegue integralmente aos postos em um prazo de 10 a 15 dias. O governo brasileiro espera que os cortes nos impostos garantam uma redução de até 20% no preço da gasolina, que atingiu recorde na semana passada, com repasse do reajuste de 5,2% promovido pela Petrobras há quase duas semanas. De acordo com a Valecard, mesmo com o recuo nos preços da gasolina, o etanol hidratado é mais vantajoso em cinco estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso Do Sul e Maranhão. A projeção considera que o litro do etanol deve custar até 70% do litro da gasolina.

Chefe do Ministério Público age como advogado-geral do Governo

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O procedimento investigatório que apura a suposta prática de peculato do ex-governador Flávio Dino (PSB) foi colocada sob sigilo pelo Ministério Público do Maranhão em menos de 24 horas após a repercussão. Recém empossado para o biênio 2022-2024, o líder do MPMA, conforme o Atual 7, mesmo não sendo o mais votado na lista tríplice para comando da PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), foi colocado no cargo em 2020 por decisão de Dino e mantido no comando do órgão pelo agora governador licenciado Carlos Brandão (PSB). A partir disso, Eduardo Nicolau parece confundir as funções de procurador Geral de Justiça e Procurador Geral do Estado, segundo as observações dos jornalistas da TV Difusora. Ou seja, enquanto a MOB buscou afastar a Dra. Lítia Cavalcanti do processo de investigação por instaurar vários inquéritos para apurar irregularidades sobre o caos na travessia de ferryboats – de acordo com denúncia do deputado Cesar Pires -, veja o que o procurador disse no debate a respeito do colapso no serviço que conecta a região ocidental do Maranhão à ilha de São Luís. “Toda essa problemática é muito difícil de ser resolvida agora na atual situação. Os ferrys estão baquiados? Estão. O Governo de Brandão, justiça que se faça, está com todo o empenho de reformar os que estão quebrados”, assim se posicionou Eduardo Nicolau. No dia de sua posse, inclusive, em 15/06/22, ao ser entrevistado no Quadro Bastidores da TV Mirante, o próprio procurador reconhece que a população não está 100% satisfeita com o serviço do Ministério Público do Maranhão. “Fazendo uma autocrítica, você entende que a população maranhense está satisfeita com o trabalho do Ministério Público?”, questionou Juraci Filho “Vamos dizer que, mais ou menos”, respondeu.

Retorno de Carlos Brandão ao Maranhão é adiado mais uma vez

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Após afirmar na última semana de que retornaria ao Maranhão nesta terça (28/06), o governador licenciado Carlos Brandão (PSB) só deve voltar, na verdade, neste fim de semana. Veja: Brandão estipula data de retorno e fala sobre apoio de Braide Afastado do Palácio dos Leões enquanto se recupera de cirurgia em São Paulo, mediante a retirada de um dreno e estancamento das secreções que o impossibilitavam de ter alta, o chefe do Palácio dos Leões deve cumprir agenda e viagens de forma reduzida. Entenda mais: Brandão prorroga licença médica e segue afastado por mais 10 dias A julgar pela última pesquisa, Carlos Brandão retorna ao comando estadual em um clima favorável após dados de intenções de voto mostrarem que o governador é um “fenômeno eleitoral”. Isto porque, mesmo após um mês e 12 dias internado, o Brandão liderou a mais recente pesquisa com folga. Acompanhe também: Econométrica comprova crescimento de Lahesio Bonfim no Maranhão O resultado além de refletir o sucesso das distribuições de peixes, cestas básicas e destinação de verbas milionárias para o fomento do São João, indica que o povo maranhense, pelo visto, deve desejar a continuidade do trabalho de “reconstrução” do estado iniciado em janeiro de 2015, quando Flávio Dino se elegeu pela primeira vez, com o próprio Brandão de vice. Leia mais em: Miséria estabelecida no Maranhão ganha repercussão nacional Inclusive, mesmo distante, no Hospital da Benificência Portuguesa, o governador também se fez presente nos arraiais por meio dos seus vídeos gravados diretamente de São Paulo.

Econométrica comprova crescimento de Lahesio Bonfim no Maranhão

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A última pesquisa de intenções de voto no Maranhão realizada pelo Instituto Econométrica confirma o crescimento do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC). Contratada pelo jornalista Gilberto Léda, a pesquisa mostra Carlos Brandão (PSB) e o senador Weverton Rocha (PDT) ocupando a primeira e segunda colocação respectivamente. De acordo com a pesquisa, Brandão tem 32,5% e Weverton 25,1%. Lahesio Bonfim (PSC) aparece com 18,2% das intenções de votos. O número confirma que o pré-candidato saiu do completo anonimato nos últimos meses para se tornar uma onda. Ao contrário de Carlos Brandão, que não vem poupando o uso da máquina pública para se autopromover, e do senador Weverton Rocha, que possui vasto apoio entre a classe política, Lahesio Bonfim alcançou o patamar que ocupa hoje única e exclusivamente com o apoio popular Segundo a pesquisa, na quarta posição aparecem o ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PSD), 9,4%; Enilton Rodrigues (PSOL), 0,7%; e Simplício Araújo (Solidariedade), 0,3%. Branco ou nulo são 4,6% e, ainda, 9,3% não sabem em quem votar ou não responderam ao questionário. A pesquisa foi realizada em 55 municípios, entre os dias 12 e 16 de junho de 2022. Foram realizadas 1.468 entrevistas para uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais, par amais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o número MA-01129/2022.

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