Brasil fecha 2020 entre os maiores recicladores de latas de alumínio

RECICLAGEM

O Brasil fechou 2020 como um dos principais líderes mundiais em reciclagem de latas de alumínio. De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), o país obteve um índice de reciclagem de 97,4%. De 402,2 mil toneladas de latas vendidas, foram recicladas 391,5 mil, ou, aproximadamente 31 bilhões de unidades. Em 2019, o número de latas vendidas e recicladas foi menor. Na ocasião, foram 375,7 mil toneladas vendidas e 366,8 mil toneladas recicladas. “Os dados mostram como a estrutura de reciclagem de latas no Brasil é sólida. O setor manteve suas operações dentro de padrões seguros, contribuindo para a preservação do meio ambiente e a geração de emprego e renda para milhares de famílias”, afirmou Alfredo Veiga, diretor de Metais da Novelis e coordenador do Comitê de Reciclagem da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). O desempenho do setor em 2020 manteve-se satisfatório, mesmo em um cenário de pandemia, com a interrupção de atividades de coleta seletiva em diversos municípios e a suspensão do trabalho de cooperativas e catadores. A reciclagem de produtos é uma referência de economia circular no Brasil e no mundo, com a renovação infinita da embalagem. De acordo com a Abralatas, o Brasil é o terceiro maior mercado mundial de latas de alumínio. Em 2020 foram quase 32 bilhões de latas consumidas no Brasil. Em novembro do ano passado, a Abralatas e a Abal firmaram um Termo de Compromisso com o Ministério do Meio Ambiente para ampliar a gestão de coleta e reciclagem de latinhas de alumínio para bebidas. No termo, as associações garantiram a manutenção do índice de reciclagem das latinhas no patamar de 95%, em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O fortalecimento da cadeia de reciclagem gera benefícios econômicos e ambientais para todo o Brasil. O aumento na produtividade gera renda para milhares de famílias de catadores envolvidos, além de promover a conservação do meio ambiente pela reutilização das latas em circulação.

Ford preferiu ter prejuízo de R$ 20 bilhões a continuar o Brasil

Ford Fabrica

Após fechar várias unidades pelo mundo nos últimos anos e de um prejuízo de 40% com a diminuição das vendas entre 2019 e 2020, a Ford anunciou o fechamento de suas fábricas no Brasil. O programa de reestruturação da empresa fora anunciado anos atrás e, desde então, já resultou na demissão de milhares de funcionários pelo mundo inteiro e em um prejuízo que ultrapassa R$ 50 bilhões. Devido ao sistema tributário e trabalhista brasileiro, quase metade do prejuízo global da empresa acontecerá no Brasil. O impacto negativo nas contas da empresa no país será de aproximadamente R$ 20 bilhões em despesas. Desse total, R$ 13 bilhões são relacionados a compensações, rescisões trabalhistas, acordos e outros pagamentos. Outros R$ 7 bilhões decorrem a impacto contábil. A empresa afirmou que o impacto da pandemia de coronavírus aumentou sua ociosidade industrial em níveis considerados inaceitáveis, o que motivou a decisão para reduzir perdas. SUPRESA? Em janeiro de 2019, o presidente-executivo da Ford, Jim Hackett, afirmou que 2018 tinha sido “medíocre” e continuou que era “hora de enterrar o ano em um túmulo profundo, chorar o que poderia ter sido e se tornar super focado em atingir e exceder o plano deste ano”. Naquele mesmo ano a companhia anunciou o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). O encerramento das operações proporcionou um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões com indenizações e contabilização de baixas de ativos. No anúncio desta semana, a empresa anunciou que “desde a crise econômica em 2013, a Ford América do Sul acumulou perdas significativas” e que a matriz, nos Estados Unidos, estava sustentando a sucursal, “o que não é mais sustentável”, disse o comunicado. EMPREGOS A Ford informou que o fim das atividades irá implicar no desligamento de cerca de 5 mil empregados. Esses empregados irão receber indenizações que podem variar de R$ 28 a R$ 150 mil. Dependendo do cargo e tempo de trabalho. Apesar de não ser noticiado, mesmo com a continuidade das operações no Uruguai e Argentina, parte dos trabalhadores nestes países também devem ser demitidos.

Uma análise político-capitalista do Brasil

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Entende-se por capital tudo aquilo que é empregado na produção de bens de consumo. Entende-se por economia o conjunto de ações individuais intencionais e empreendedoras empregadas num universo de recursos escassos e futuro incerto visando produção ou consumo, ciente de que tudo que é consumido precisou ser previamente produzido.

Desigualdade para além da retórica

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Falar mal dos mais ricos ou enfileirar gráficos com a diferença de renda entre as pessoas tem muito mais efeito, no mundo retórico, do que pensar com seriedade

Reforma Tributária para todos

A Proposta de Emenda Constitucional da reforma tributária (PEC 110), que tramita no Senado e da qual sou relator, tem como principal pressuposto a simplificação do sistema tributário do país, a diminuição da carga sobre o consumo e a reorganização dos impostos sobre a renda e a propriedade. É uma reforma que lança um olhar especial para a população mais pobre do país. Enquanto no Brasil o consumo é tributado em mais de 50%, na União Europeia a média não chega a 35% —e nos Estados Unidos ela está em 17%. A meta da proposta é reduzir para algo próximo da metade do que é tributado hoje.

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