PL lidera número de deputados mais votados em 11 estados do país

PL estados

BRASÍLIA, 06 de outubro de 2026 — O PL, de Flávio Bolsonaro, elegeu a maior bancada de deputados federais. Além disso, teve os candidatos mais votados em 11 estados. Segundo levantamento do portal Metrópoles, o PL liderou a votação nas cinco regiões do país. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi o mais votado do Brasil, com mais de 3,1 milhões de votos. Em segundo lugar ficou Lucas Pavanato (PL), com 3 milhões. Outros dois nomes do PL vieram depois. A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, ficou em segundo lugar. Cada legenda elegeu quatro deputados que lideraram a votação em seus estados. No total, o PL teve os mais votados em três estados do Norte e três do Sudeste. Também liderou em dois estados do Nordeste, dois do Sul e um do Centro-Oeste. Por outro lado, o PT elegeu apenas dois líderes de votação: Camila Jara, em Mato Grosso do Sul, e Natália Bonavides, no Rio Grande do Norte. PSol, PSB, PSD, Novo, Avante e Republicanos tiveram um nome cada um.

China impõe tarifa de 55% contra carne bovina brasileira

China carne Brasil

MUNDO, 1º de outubro de 2026 — A China começou a aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina do Brasil. A medida foi imposta após o país sul-americano esgotar a cota de vendas sem sobretaxa prevista para o ano de 2026. Segundo o Ministério do Comércio de Pequim, o Brasil atingiu 100% do volume autorizado em 29 de setembro. O percentual de 55% se soma à alíquota aduaneira de 12% já incidente sobre a carne bovina do Brasil. Essa ação faz parte de um pacote de medidas da China para proteger seu mercado interno. O país asiático é o maior comprador mundial de carne bovina brasileira. A cota de vendas para a China sem a aplicação de sobretaxa, prevista para 2026, foi de 1,106 milhão de toneladas. Esse volume, que o Brasil já ultrapassou, está programado para subir para 1,128 milhão de toneladas em 2027. A imposição da nova tarifa pode impactar significativamente as exportações brasileiras do setor, gerando preocupações para os produtores nacionais.

Brasil tem 19 milhões de nanoempreendedores, diz estudo

Brasil nanoempreendedores

BRASIL, 09 de setembro de 2026 — O Brasil possui 19 milhões de nanoempreendedores. É o que aponta um estudo encomendado pela Natura e feito pelo economista Fernando Blumenschein. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo. Essa categoria foi criada pela reforma tributária. Ela reúne trabalhadores de pequena escala, que muitas vezes buscam complementar a renda. Para ser nanoempreendedor, a receita bruta anual deve ser inferior a R$ 40,5 mil. Esse valor é metade do limite do MEI. Motoristas e entregadores de aplicativo têm um teto maior: R$ 162 mil por ano. Diferente do MEI, o nanoempreendedor não precisa de CNPJ nem emite documentos fiscais. Por isso, ele fica isento do IBS e da CBS, novos tributos que valerão a partir de 2027. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já confirmaram essa dispensa. Dos 19 milhões, 15,5 milhões trabalham por conta própria sem CNPJ. Isso representa 60% dos informais do país. Os outros 3,5 milhões têm cadastro. O perfil desses trabalhadores é de menor renda e escolaridade. Cerca de 81,5% ganham até dois salários mínimos. Além disso, 31,5% não completaram o ensino fundamental. O estudo destaca que a venda direta pode envolver 5,3 milhões de mulheres nesse grupo. Há também desigualdade regional. No Norte, 93% dos nanoempreendedores não têm CNPJ. No Nordeste, são 89,8%. São Paulo tem o maior número absoluto: 3,9 milhões, sendo 2,8 milhões sem formalização. A burocracia seria um custo alto para quem movimenta pouco dinheiro. Por isso, a categoria busca inclusão social e produtiva. A presidente da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas, Adriana Colloca, reforça que esse perfil é diferente do MEI e deve ser considerado na regulamentação da reforma.

Brasil registra rombo de US$ 8,1 bi nas contas externas em julho

contas externas

BRASÍLIA, 27 de agosto de 2026 — O Banco Central divulgou nesta quinta (27) que o Brasil fechou julho de 2026 com déficit de US$ 8,1 bilhões nas contas externas. Tal valor é superior ao registrado em julho de 2025, quando o saldo negativo foi de US$ 6,9 bilhões. O resultado reflete o balanço entre exportações, importações, serviços, despesas de brasileiros no exterior e remessas de lucros. No acumulado de 12 meses até julho, o déficit em transações correntes alcançou US$ 62,9 bilhões, o que representa 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar do saldo negativo, a balança comercial de bens apresentou superávit de US$ 6,2 bilhões no mês, impulsionada por exportações de US$ 34,2 bilhões (alta de 5,7% em relação ao ano anterior) e importações de US$ 28,1 bilhões (crescimento de 8,1%). O déficit na conta de serviços chegou a US$ 5,3 bilhões em julho, com destaque para os aumentos nas despesas líquidas de transporte (26,3%), telecomunicação, computação e informações (27,6%) e propriedade intelectual (27,4%). Gastos de brasileiros em viagens internacionais somaram US$ 1,6 bilhão, 7,9% acima do registrado em julho de 2025.Renda primária e investimentos diretos no Brasil A autoridade monetária também mostrou déficit em renda primária de US$ 9,4 bilhões no mês. As despesas líquidas com lucros e dividendos de investimentos direto e em carteira atingiram US$ 4,8 bilhões, mesmo valor de julho do ano anterior. Já os gastos líquidos com juros totalizaram US$ 4,6 bilhões, uma elevação de 10,4% no período. No mesmo mês, os investimentos diretos no país chegaram a US$ 7,5 bilhões, abaixo dos US$ 8,4 bilhões registrados em julho de 2025. Destes, US$ 7,2 bilhões vieram de participação no capital, sendo US$ 2,7 bilhões exceto lucros reinvestidos, US$ 4,5 bilhões de lucros reinvestidos e US$ 300 milhões de operações intercompanhia. Nos 12 meses até julho, o investimento direto somou US$ 88,4 bilhões, equivalente a 3,5% do PIB, contra US$ 89,3 bilhões (3,58% do PIB) no mês anterior e US$ 68,3 bilhões (3,16% do PIB) em julho de 2025. Os investimentos em carteira registraram ingressos líquidos de US$ 1,1 bilhão no mês. MERCADO FINANCEIRO E RESERVAS INTERNACIONAIS No período, os investimentos em ações e fundos no mercado interno tiveram fluxo positivo de US$ 1,9 bilhão, enquanto os títulos domésticos apresentaram saída líquida de US$ 700 milhões. No acumulado de 12 meses, ingressos líquidos em carteira totalizaram US$ 19,1 bilhões. As reservas internacionais do Brasil alcançaram US$ 369,7 bilhões em julho, com crescimento de US$ 2,2 bilhões em relação a junho. Esse aumento teve influência do retorno líquido em operações de linha com recompra (US$ 2,1 bilhões), variações por paridades (US$ 1,0 bilhão) e receitas de juros (US$ 900 milhões). Já as variações por preço reduziram o estoque em US$ 1,6 bilhão.

Brasil tem 6,3 mil empresas em recuperação judicial

recuperação judicial

MARANHÃO, 26 de agosto de 2026 — O Brasil terminou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial ativa, segundo o Monitor RGF-BizDoc. O levantamento, elaborado pelas consultorias RGF e BizDoc com dados da Receita Federal e dos Tribunais de Justiça, mostra crescimento de 6,2% no número de empresas em recuperação em relação ao fim de 2025. O avanço foi mais expressivo entre as empresas de menor porte. Entre o primeiro trimestre de 2023 e o segundo trimestre de 2026, o número de microempresas em recuperação judicial cresceu 133%. Entre as pequenas empresas, a alta foi de 69%. Nas médias, o crescimento chegou a 31%. Entre as microempresas, a proporção passou de 0,03 para 0,07 empresa em recuperação judicial a cada mil negócios. No grupo das pequenas, o índice subiu de 0,52 para 0,87 por mil. As grandes companhias ainda apresentam índices proporcionalmente maiores de recuperação judicial. Segundo o levantamento, porém, essas empresas também recorrem a outros mecanismos de reestruturação, como negociações diretas e recuperações extrajudiciais. COMÉRCIO CONTRA MAIOR NÚMERO DE EMPRESAS O comércio tinha o maior estoque de empresas em recuperação judicial no fim do segundo trimestre, com 1.649 casos. A indústria aparecia na sequência, com 1.455 empresas, enquanto o agronegócio registrava 1.263. O agronegócio também foi o setor que mais acrescentou novos casos durante o segundo trimestre, com 111 entradas. O levantamento ocorre em um cenário de crédito mais caro e juros elevados. Esses fatores podem aumentar a pressão sobre empresas endividadas, mas os dados não atribuem o crescimento das recuperações judiciais a uma única causa. Questões relacionadas à estrutura financeira dos negócios também podem contribuir para dificuldades de pagamento, como endividamento elevado, margens reduzidas, despesas incompatíveis com a geração de caixa e crescimento financiado por dívida. O Monitor RGF-BizDoc mostra ainda uma mudança no perfil das empresas que recorrem à recuperação judicial. Embora as grandes companhias continuem representando uma parcela relevante dos processos, pequenas e microempresas registraram os maiores índices de crescimento desde 2023.

Empresários argentinos compram empresas brasileiras

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BRASIL, 25 de agosto de 2026 — Empresários argentinos estão comprando empresas no Brasil. Só em 2025, eles fizeram 18 aquisições ou investimentos por aqui. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 11 operações. E o México, em terceiro, com oito. Por décadas, foram os brasileiros que compraram empresas na Argentina. Agora, a situação mudou. A estabilização econômica promovida pelo governo Milei deu fôlego aos argentinos. A inflação caiu, o câmbio se estabilizou e o crédito ficou mais acessível. Além disso, os juros reais na Argentina são negativos. Isso significa que o dinheiro está “barato” por lá. Enquanto isso, no Brasil, a Selic está em 14% e a inflação em 4,4%. Portanto, o crédito fica caro para os brasileiros. Muitas empresas nacionais precisam vender ativos ou pedir recuperação judicial. O Brasil atrai os argentinos por causa do tamanho do mercado. São 213 milhões de consumidores, quase cinco vezes mais que na Argentina. A proximidade cultural e a integração pelo Mercosul também facilitam os negócios. Exemplos recentes mostram a tendência. Em maio, o laboratório Elea comprou o controle da Cellera Farma. Em julho, a fintech Cocos Capital adquiriu ativos da Warren. No setor de cimento, o empresário Marcelo Mindlin assumiu o controle da InterCement, que estava em recuperação judicial. O movimento argentino não é novo, mas voltou com força. Empresários que já atuavam no Brasil, como os grupos que controlam aeroportos e a Sky, agora retomaram as compras. A diferença é que, desta vez, eles têm condições financeiras para isso.

Eleição no Brasil pode mudar relação com Israel e Ucrânia

Brasil eleições

MUNDO, 22 de agosto de 2026 — As eleições brasileiras de 2026 podem mudar as relações do país com Israel e Ucrânia. Os dois países estão com laços diplomáticos rebaixados com o Brasil. O motivo são desentendimentos públicos causados pelas guerras na Europa e no Oriente Médio. O presidente Lula criticou a forma como Israel age em Gaza. Ele comparou as ações israelenses ao Holocausto. Por causa disso, Israel declarou Lula como persona non grata. O governo brasileiro chamou seu embaixador de volta em maio de 2024. Desde então, o Brasil não tem embaixador em Israel. Israel também ficou sem representante no Brasil após a aposentadoria de seu embaixador em agosto de 2025. Além disso, a Ucrânia também está sem embaixador no Brasil há mais de um ano. Lula já disse que o presidente Zelensky é tão responsável pela guerra quanto Putin. Essa fala gerou irritação. O governo ucraniano quer que o Brasil critique mais a Rússia. Mas Lula mantém proximidade com Putin e recusa apoio militar a Kiev. O candidato Flávio Bolsonaro tem posição diferente. Ele visitou Israel em janeiro de 2026 e promete alinhar o país a Israel se for eleito. Sobre a Ucrânia, ele defende neutralidade. Enquanto isso, as embaixadas seguem sem chefes. A expectativa é que o cenário mude apenas após as eleições.

Brasil tem 44,5% mais mortes violentas que Gaza e Ucrânia

Brasil mortes

BRASIL, 15 de agosto de 2026 — O Brasil registrou mais de 40 mil mortes violentas intencionais em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O total supera em 44,5% a soma das mortes de civis registradas nos conflitos da Faixa de Gaza e da Ucrânia durante o mesmo período. Juntas, as duas guerras contabilizaram mais de 28 mil mortes em 2025. Gaza registrou 25,7 mil vítimas, conforme dados do Ministério da Saúde local citados em relatório das Nações Unidas. Na Ucrânia, a ONU verificou 2,5 mil mortes de civis relacionadas ao conflito. A diferença entre o Brasil e os dois conflitos chegou a aproximadamente 12,5 mil mortes. Portanto, para cada 100 vítimas registradas nas guerras de Gaza e da Ucrânia, o país contabilizou cerca de 145 mortes violentas intencionais. O levantamento do FBSP reúne homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e óbitos decorrentes de intervenções policiais, além de outros casos previstos na metodologia do anuário. Apesar do número elevado, o Brasil registrou em 2025 a menor taxa de mortes violentas intencionais desde o início da série histórica do FBSP, em 2012. Foram 19,1 mortes para cada 100 mil habitantes, queda de 8,2% na comparação com 2024. Mesmo com a redução, o total brasileiro permaneceu acima da soma das mortes de civis contabilizadas nos dois conflitos internacionais usados na comparação.

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