Brasil mantém pior posição histórica em ranking de corrupção

Brasil corrupção

BRASIL, 14 de fevereiro de 2026 – O Brasil obteve 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), ficando na posição 107 entre 185 países avaliados. É o segundo pior índice da série histórica, atrás apenas de 2024, quando registrou 34 pontos. Mesmo assim, a variação de um ponto ainda está na margem de erro do levantamento e a posição no ranking se manteve. O relatório foi publicado nesta terça (10). O indicador é mantido pela organização Transparência Internacional, que atua por “um mundo em que governos, empresas e o cotidiano das pessoas estejam livres da corrupção”. A 107ª posição é compartilhada com o Sri Lanka. A primeira colocada na na lista é a Dinamarca (89) e os índices mais baixos são da Somália e do Sudão do Sul, ambos com nove pontos. Tanto a média global quanto a das Américas são de 42 pontos. O Brasil mantém-se abaixo dessa média desde 2015. Nos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), a nota ficou em 38. Até hoje, o recorde positivo foi de 43 pontos, feito alcançado nos anos de 2012 e 2014. Na divulgação dos resultados, a organização cita dois escândalos de corrupção que marcaram 2025: as fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e as suspeitas de emissão de cédulas de crédito fraudulentas por parte do Banco Master.

Brasil segue como país que mais mata pessoas trans no mundo

brasil trans

MARANHÃO, 26 de janeiro de 2026 – O Brasil manteve em 2025 a posição de país que mais mata pessoas trans no mundo pelo 18º ano consecutivo. Foram registrados 80 assassinatos motivados por crimes transfóbicos ao longo do ano, segundo o Dossiê Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras divulgado nesta segunda (26) pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). O número representa uma redução de 34% em relação a 2024, quando 122 mortes foram contabilizadas. Apesar da queda, o levantamento indica que a violência contra a população trans segue grave. O dossiê aponta aumento das tentativas de homicídio, que passaram de 57 para 75 em um ano, e destaca fatores estruturais que dificultam o combate aos crimes, como subnotificação, ausência de estatísticas oficiais e precariedade na cobertura jornalística em muitas regiões. O relatório mostra que a violência se concentra na região Nordeste, com presença recorrente no Sudeste, e que a maior parte das vítimas são travestis e mulheres trans, predominantemente negras, jovens e em situação de vulnerabilidade social. Em 2025, os assassinatos ocorreram, em sua maioria, em espaços públicos, periferias e vias urbanas.

Brasil atinge maior número de feminicídios em dez anos em 2025

feminicidídios Brasil

BRASIL, 21 de janeiro de 2026 – O Brasil registrou 1.470 feminicídios em 2025, o maior número desde o início da série histórica. Os dados parciais do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram uma média de quatro mulheres assassinadas por dia no país. O total supera o recorde anterior de 2024 e representa a maior taxa da década, com 0,69 casos por 100 mil habitantes. O estado de São Paulo lidera em números absolutos, com 233 ocorrências registradas. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 139 casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 104. No entanto, quinze unidades da federação tiveram aumento nos registros em comparação com o ano anterior. O mês de abril concentrou o maior número de crimes, com 138 feminicídios contabilizados.

Brasil pode ser sobretaxado pelos EUA por relação com Irã

Brasil Irã

MUNDO, 14 de janeiro de 2026 – Na segunda (12), Donald Trump afirmou que aplicará uma tarifa de 25% “em toda e qualquer transação comercial realizada com os Estados Unidos” a “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”. “Esta ordem é final e irrecorrível”, escreveu Trump na rede Truth Social. A declaração foi feita em resposta à repressão que o regime teocrático iraniano promove contra manifestantes locais desde a última semana de dezembro. Nesta terça (13), o governo americano orientou seus cidadãos a deixar o país persa. “Caso seja de fato aplicada uma tarifa de 25% sobre todos os países que têm relacionamento com o Irã, o Brasil seria um dos impactados”, afirma Sara Paixão, analista de macroeconomia do InvestSmartXP. Ela explica, no entanto, que é difícil estimar os impactos pela incerteza sobre possíveis exceções à sobretaxa por produto ou setor, por exemplo. “Nas últimas tarifas aplicadas sobre o Brasil, uma ampla gama de produtos foi retirada ao longo do tempo [da sobretaxa]”, ressalta. “Temos uma tarifa de 10% mais uma adicional de 40%, mas, integralmente, os 50% são aplicados a poucos produtos.” Caso a ameaça de Trump se concretize de forma linear, sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, os setores mais expostos seriam de petróleo, ferro e aço, carne, café e suco de laranja. “Commodities têm facilidade maior de realocação para outros mercados, diferente dos produtos industriais”, comenta a analista. “O setor aeroespacial, por exemplo, seria potencialmente mais impactado porque realocar esse tipo de produto é mais difícil.”

Até 61 milhões de brasileiros vivem sob domínio de facções

facções criminosas

MARANHÃO, 14 de janeiro de 2026 – Amplas extensões do território nacional, principalmente nas grandes cidades, dominadas por facções criminosas armadas. Cenas de guerra em confrontos entre bandidos e polícia. Execuções cinematográficas de autoridades e criminosos em público e à luz do dia. Infiltração na política e na economia formal, com lavagem de bilhões de dólares no mercado financeiro do país. Autoridades zonzas e nenhuma luz no final do túnel. Afinal, o Brasil já pode ser considerado um narcoestado? Enquanto especialistas debatem o assunto e as autoridades batem cabeça em busca de soluções, independentemente do nome que se dê ao problema, o crime organizado avança país afora. Pesquisas recentes mostram a extensão da percepção do brasileiro sobre o problema, e mostram que, se não agir rápido para uma curva de reversão, em pouco tempo talvez esse caminho não tenha mais volta. De acordo com o estudo “Governança criminal na América Latina: prevalência e correlações”, realizada na universidade britânica de Cambridge e publicada em agosto de 2025 na revista de ciência política Perspectives on Politics, uma população entre 50,6 milhões a 61,6 milhões de pessoas no Brasil vive em locais que possuem regras diferentes das vigentes para os demais cidadãos. São territórios onde prevalece também (ou apenas) o que mandam as facções criminosas. Trata-se de algo entre 25% e 30% da população nacional, de acordo com o último Censo do IBGE. Outro levantamento recente sobre o problema, conduzido pelo instituto de pesquisas Datafolha e divulgado em outubro do ano passado, traz um número um pouco menos catastrófico, mas não por isso menos alarmante: ao menos 28 milhões de brasileiros vivem em territórios sob jugo de facções criminosas ou milícias no país. O crescimento foi de cinco pontos percentuais em um ano.

Brasil lidera ranking internacional de supersalários

brasil supersalário

BRASIL, 16 de dezembro de 2025 – Um estudo internacional coloca o Brasil no topo de um ranking de “supersalários” no setor público, com 40 mil servidores integrando o grupo 1% mais rico da população devido a remunerações acima do teto constitucional de R$ 46,4 mil. A pesquisa, divulgada em agosto de 2025, analisou dados de dez países e apontou que o Estado brasileiro gastou R$ 20 bilhões com esses pagamentos extrateto em doze meses. Esse mecanismo é viabilizado pela classificação de diversos benefícios como verbas indenizatórias, as quais não incidem Imposto de Renda e burlam o limite salarial. O montante de R$ 20 bilhões desembolsado pelo Brasil é 21 vezes superior ao da Argentina, segunda colocada no levantamento. O valor corresponde a 716 mil vezes a mediana da renda nacional, que é de R$ 28 mil anuais. Além disso, o número de servidores brasileiros na situação extrateto chega a 53,5 mil, o maior entre as nações analisadas. Em contraste, os Estados Unidos têm pouco mais de 4 mil casos, e a Alemanha não registra nenhum. Apesar de representarem apenas 1,34% dos funcionários públicos estudados, esses supersalários estão concentrados em carreiras jurídicas. Quase metade dos servidores no 1% mais rico são juízes, totalizando 19.933 magistrados. Outros 8.446 são membros do Ministério Público, e 10.256 são do Executivo federal, majoritariamente da Advocacia-Geral da União. Além disso, mais de 9 mil servidores recebem acima de R$ 1,2 milhão por ano, posicionando-se entre os 0,4% mais ricos do país. A prática, portanto, evidencia como o Estado atua como um vetor de concentração de renda, conforme o estudo “Benchmark internacional sobre teto salarial no setor público”.

Maranhão é o único estado sem déficit prisional no Brasil

Brasil Maranhão

MARANHÃO, 15 de dezembro de 2025 – O número de presos em celas físicas permaneceu estagnado em níveis de superlotação no Brasil à medida que a quantidade de indivíduos que usam tornozeleira eletrônica cresceu mais de 20 vezes nos últimos nove anos. Os dados são da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e vão de 2016 a 2025. Se no primeiro ano da série histórica o país tinha 6.027 presos monitorados com o equipamento eletrônico, o número chega hoje a 121.889, apontam dados divulgados em outubro e relativos ao primeiro semestre de 2025. É um movimento que não se verifica entre os presos em celas físicas. Em 2016 eles eram 696 mil; hoje, 702 mil. Os dados consideram presídios estaduais e federais. Não há muitas variações: o segundo semestre de 2022 registrou o menor número de indivíduos nessas condições, com 643 mil pessoas. O maior, enquanto isso, se deu no primeiro semestre de 2019, com 737 mil. A manutenção dos números se explica pela própria superlotação do sistema carcerário brasileiro. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), os 2.222 presídios espalhados no território nacional oferecem 501 mil vagas a detentos, 200 mil a menos do que a quantidade de presos que o Brasil mantém em celas físicas hoje. O maior déficit está em Pernambuco, que tem 14.319 vagas em presídios e abriga, por outro lado, 27.868 presos. Em seguida vem Roraima, com 93,81% de déficit, e Mato Grosso do Sul (88,24%). O único estado que não registra déficit no Brasil é o Maranhão, que mantém 12.312 presos e oferece 12.513 vagas.

Brasil registra maior queda de nascimentos em mais de 30 anos

Brasil nascimentos

BRASIL, 10 de dezembro de 2025 – O Brasil teve a maior redução anual de nascimentos desde os anos 1990, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, os cartórios registraram 2.442.726 bebês, uma queda de 5,8% em relação a 2023. O resultado surpreendeu as projeções oficiais e representa a sexta queda consecutiva na natalidade do país. O aumento no número de mortes também foi registrado, com 4,6% mais óbitos no mesmo período. A redução atual supera marcas anteriores, como a de 2020, no auge da pandemia, e a de 2016, durante o surto de Zika. O IBGE ainda não identificou uma causa única para o recuo mais acentuado. A análise completa depende dos microdados do Censo 2022, que estão atrasados. No entanto, os técnicos associam o dado a tendências demográficas já consolidadas no Brasil. TENDÊNCIAS DEMOGRÁFICAS O declínio da natalidade acompanha a queda da fecundidade e o acelerado envelhecimento populacional. As projeções do próprio instituto indicam que a população brasileira começará a diminuir a partir de 2042. Outro fenômeno significativo é a redução da maternidade na adolescência. Em duas décadas, a proporção de nascidos vivos de mães com até 19 anos caiu de 20,8% para 11,3%. Além disso, muitas mulheres estão adiando a maternidade. Em 2004, 52% dos bebês eram filhos de mães com até 24 anos. Essa proporção caiu para 34,6% em 2024. Portanto, a primeira gestação está ocorrendo mais tardiamente. Essa mudança no perfil etário das mães impacta momentaneamente os indicadores populacionais.

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