Ministro arquiva processo de Bolsonaro contra Lula e Gleisi

BRASÍLIA, 08 de maio de 2026 — O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (7) pelo arquivamento de uma representação movida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o presidente Lula (PT) e a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR). Bolsonaro pedia a responsabilização criminal de Lula por expressões como “genocida”, “canibalismo” e “atuação demoníaca”. Essas falas foram proferidas durante a campanha eleitoral de 2022. Gleisi foi incluída no processo por causa de uma publicação em que sugeria que Bolsonaro seria o “mandante” do assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, apoiador de Lula morto em discussão política naquele ano. O ministro Nunes Marques seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão entendeu que a deputada está protegida pela imunidade parlamentar. Já Lula, enquanto presidente, possui imunidade processual temporária. Isso impede a responsabilização por atos alheios ao cargo durante o mandato. Além disso, o ministro destacou que a PGR não apresentou denúncia. Bolsonaro também não formalizou queixa-crime. Por isso, o arquivamento se deu por ausência de iniciativa da parte interessada. Dessa forma, Lula e Gleisi não responderão criminalmente pelas declarações mencionadas. Segundo a PGR, as declarações de Lula e Gleisi integravam o debate político-eleitoral. O contexto incluiu críticas à condução da pandemia da covid-19 e à demora na aquisição de vacinas. Em relação ao termo “canibalismo”, o órgão ressaltou que a fala se baseou em um vídeo antigo de Bolsonaro sobre rituais indígenas. Esse vídeo já foi analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sobre a postagem de Gleisi, o entendimento foi que a crítica se dirigia à influência política do ex-presidente entre seus apoiadores. O conteúdo, portanto, não configuraria acusação criminal em sentido estrito. O ministro acrescentou: “Referida publicação foi retirada da rede social da parlamentar, por força de decisão proferida pelo Plenário do c. Tribunal Superior Eleitoral que, em 22 de setembro de 2022”.
Pesquisa aponta que 40% veem governo Lula pior que o de Bolsonaro

BRASÍLIA, 30 de julho de 2025 – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado pior do que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro por 40% dos brasileiros, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (30) pelo PoderData. Outros 33% avaliam que a administração petista é melhor, enquanto 24% consideram as duas iguais. No recorte por intenção de voto em 2022, 57% dos eleitores de Lula consideram sua gestão superior, 13% avaliam como pior e 28% afirmam não ver diferença. Entre os eleitores de Bolsonaro, 78% entendem que o atual governo é pior, 7% o avaliam como melhor e 14% consideram equivalente. REPROVAÇÃO DE LULA AINDA SUPERA APROVAÇÃO A pesquisa também mostra que a reprovação de Lula segue maior que sua aprovação. O presidente tem 53% de desaprovação contra 42% de aprovação. Há dois meses, os números eram de 56% e 39%, respectivamente, indicando uma leve melhora. Parte dessa recuperação é atribuída ao impacto das tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. Segundo Trump, a medida está ligada a disputas comerciais e a críticas à condução do caso judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. AVALIAÇÃO PESSOAL DO PRESIDENTE Além da comparação com Bolsonaro, o PoderData perguntou sobre o desempenho pessoal de Lula. Para 41%, ele é ruim ou péssimo; 34% avaliam como regular e apenas 22% classificam como bom ou ótimo. O levantamento foi realizado entre 26 e 28 de julho com 2.500 entrevistados no Distrito Federal e em 182 cidades dos 26 estados. As entrevistas foram feitas por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
Bolsonaro critica liderança do PL no Maranhão e cita Yglésio

MARANHÃO, 16 de outubro de 2024 – O ex-presidente Jair Bolsonaro rebateu a declaração de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, sobre a suposta ausência de bolsonaristas no Maranhão. Costa Neto havia afirmado que o estado tem uma realidade política distinta, onde a fome prevalece sobre divisões ideológicas, o que demanda uma aproximação do partido com o eleitorado de centro-esquerda. Costa Neto destacou que o PL precisou se aliar ao PT em São Luís nas últimas eleições devido às particularidades locais, alegando que “não há esquerda e direita” no estado, mas sim “gente com fome”. Ele também mencionou a dificuldade em encontrar bolsonaristas no Maranhão, sugerindo que o partido deveria preparar seus quadros para atrair eleitores de outras legendas.
Ex-primeira dama Michelle Bolsonaro mantém agenda em SLZ

SÃO LUÍS, 11 de abril de 2024 – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não participará do evento planejado em São Luís nos dias 19 e 20, conforme anunciado por lideranças conservadores da cidade. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Flávia Berthier | Bolsonarista do Maranhão ???????? (@flaviaberthier) Flávia Berthier e Felipe Arnon divulgaram em suas redes sociais o ADIAMENTO, atribuindo-o a uma agenda em prol da defesa da democracia marcado para 21 de abril no Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Filipe Arnon (@filipearnon_) Apesar do adiamento de Bolsonaro, a presença da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro está confirmada. Ela tem chegada prevista para o dia 19 e participará de eventos com mulheres no dia 20, mantendo sua programação na cidade.
Metade dos eleitores de Bolsonaro não reprovam Lula

SÃO LUÍS, 12 de junho de 2023 – Pesquisa feita pelo Ipec e divulgada pelo jornal O Globo revela que quase a metade dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) não estão insatisfeitos em relação ao terceiro mandato de Lula (PT). A notícia de que eleitores de Bolsonaro não reprovam Lula, segundo a jornalista Ana Flor (G1) foi comemorada por aliados de Lula que reconhecem “um avanço” do petista entre bolsonarista. Segundo a pesquisa, 8% dos eleitores de Jair Bolsonaro no 2º turno das eleições de 2022 consideram a gestão do petista imbatível, considerando-a boa ou ótima. Cerca de 33% dos bolsonaristas não identificam problemas no governo de Lula e o caracterizam como regular. Somados, os dois subgrupos chegam a 41%. Neste aspecto, segundo o Ipec, pouco menos da metade dos eleitores de Jair Bolsonaro não se incomodaram com os rumos do país tomados por Lula desde que assumiu. NADA IMPORTA Segundo a pesquisa, a caçada contra bolsonaristas empreendida pelo governo; a nomeação de membros do MST na estrutura governamental; o fantasma do aumento de impostos; a tentativa de censurar redes sociais; as declarações de apoio ao regime ditatorial venezuelano; o excesso de gastos com viagens e mais uma série de descumprimentos de promessas de campanha não resultaram na reprovação do governo, mas no oposto. Por outro lado, pouco mais da metade dos eleitores de Jair Bolsonaro, 56%, continuam tendo uma postura de oposição e reprovação ao petista. Já entre os eleitores do próprio Lula, 68% consideram seu governo ótimo ou bom e 27% classificam como regular. Apenas 3% avaliam a atual gestão como ruim ou péssima. 2% não sabem ou não responderam. FAKE NEWS INSTITUCIONALIZADA A pesquisa flagrantemente mentirosa do Ipec faz ressurgir o uso de institutos de pesquisa na manipulação da opinião pública pela grande mídia. Em tempos de caça à imprensa alternativa nas redes sociais e uma cruzada pela censura tocada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), é estranho que o manejo falseado de dados não seja motivo de discussão.
Bolsonaro se manifesta sobre fake news de que teria almoçado com Guilherme de Pádua

O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta sexta-feira, 12, para comentar uma fake news de que teria almoçado com o ex-ator Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniella Perez. O suposto encontro teria acontecido durante um almoço no domingo (12/08/22), depois de um culto na Igreja Lagoinha, em Belo Horizonte. “Minha história de luta por leis mais duras para assassinos covardes, estupradores e demais crimes violentos fala por mim e mostra de que lado sempre estive”, disse Bolsonaro. “Enquanto viver, serão as vítimas, não seus algozes, que contarão com a minha eterna solidariedade. A própria pessoa envolvida nesse crime cruel e covarde nega ter estado presente no evento.” O presidente e a primeira-dama Michelle Bolsonaro estavam presentes no culto da Igreja, em Belo Horizonte. No entanto, o chefe do Executivo não permaneceu no local para o almoço, somente Michelle. Ao contrário do que foi noticiado por Fábia Oliveira, colunista do portal IG, Pádua, que também é pastor da igreja, não estava em nenhum dos dois eventos, mas, Juliana Lacerda, mulher do ex-ator, compareceu em ambos. No culto, Michelle também tirou fotos com centenas de pessoas, entre elas, Juliana. “Nunca troquei uma palavra sequer com ela. Nunca mesmo. Ela nem sabia quem eu era”, afirmou Juliana em um vídeo publicado nas redes sociais. Nas mídias sociais, diversos internautas compartilharam a foto de ambas como se Michelle conhecesse Juliana. O ex-ator também veio a público se pronunciar sobre o ocorrido. “A minha esposa foi ao culto parabenizar o pastor Márcio porque é um pastor com um diferencial muito grande no Brasil”, disse Guilherme de Pádua em um vídeo nas redes sociais. “Tinha uma fila de admiradores da primeira-dama, a minha esposa vai nessa fila, sem a primeira-dama imaginar quem ela é, e tira uma fotografia, como uma fã, depois disso ela envia essa foto para o pai, o pai orgulhoso manda a imagem para parentes, e agora isso cai na mão da imprensa.” O presidente também afirmou que, em respeito à roteirista Glória Perez, mãe de Daniella, não iria alimentar a “exploração leviana em cima de sua perda irreparável”. As ilações com base em informações falsas divulgadas por parte da mídia só expõem sua falta de escrúpulos e o desprezo pela dor das pessoas, tratando-as como meras ferramentas”, concluiu. Entenda o caso Em 1992, Daniella protagonizava a novela De Corpo e Alma, da rede Globo. A atriz e Guilherme de Pádua formavam um casal. Na época, Pádua e sua mulher, grávida, assassinaram Daniella. A atriz foi morta com 18 golpes de faca. O corpo de Daniella foi encontrado em um matagal, na Barra da Tijuca. No mesmo ano, Pádua confessou ter assassinado a atriz por motivações passionais (provocado pelo sentimento de paixão fora de controle). Anos depois, negou o crime, atribuindo a culpa somente à sua esposa na época, Paula Thomaz. Durante o velório da vítima, o ator consolou a mãe de Daniella e o viúvo da atriz. Quatro anos depois do crime, o casal foi condenado à prisão em dois juris: Pádua pegou 19 anos e Paula, 15. Gloria reuniu pouco mais de 1 milhão de assinaturas em um abaixo-assinado que aprovou a primeira emenda popular da história do país. Assim, tornou o homicídio qualificado em crime hediondo. Depois de cumprir apenas um terço da pena, Pádua foi solto em outubro de 1999. Três semanas depois, Paula conseguiu liberdade.
Petistas querem fraudar convenção de Bolsonaro

Petistas e opositores de Jair Bolsonaro (PL) articularam nas redes sociais um boicote a convenção do Partido Liberal que deve oficializar no próximo domingo (24 julho), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, a candidatura do presidente da República à reeleição. Os ingressos para a convenção foram disponibilizados gratuitamente no Sympla, plataforma on-line de eventos. Os opositores resgataram várias entradas para o evento com objetivo de esvaziar a convenção. A organização surgiu em fóruns e em mensagens em grupos privados em aplicativos de mensagens durante o final de semana. A movimentação chegou no Twitter na manhã desta terça (19 julho). Para adquirir uma entrada, bastava o usuário criar uma conta na plataforma e fornecer dados como o Cadastro de Pessoa Física (CPF), endereço, e-mail e telefone. Porém para evitar dar os dados pessoais, usuários compartilharam maneiras de driblar o cadastro, como divulgar o CEP de endereços famosos, sites para a criação de e-mails temporários e geradores de CPFs aleatórios A tática é semelhante a que a oposição a Donald Trump adotou na campanha do ex-presidente americano à reeleição. Em junho de 2020, usuários das redes conseguiram esvaziar um comício em Tulsa, Oklahoma, ao confirmarem presença em massa e não aparecerem para participar. A campanha esperava encontrar um estádio lotado, mas só metade dele estava ocupado.
Brasil estuda acordo para comprar diesel da Rússia

O Brasil comprou 14 bilhões de litros do combustível de outros países em 2021