Dinheiro esquecido em bancos soma quase R$ 11 bilhões

BRASIL, 15 de abril de 2026 – O Banco Central divulgou nesta terça (14) que os recursos esquecidos em instituições financeiras totalizam R$ 10,6 bilhões. Esse valor permanece próximo ao registrado em janeiro, quando o montante era de R$ 10,5 bilhões. Desde o início do programa, as instituições já devolveram R$ 14,2 bilhões. Os dados mostram que a maior parte desse dinheiro pertence a pessoas físicas. Cerca de 47 milhões de cidadãos possuem valores a receber, o que representa R$ 8,1 bilhões. Além disso, aproximadamente 5 milhões de empresas concentram R$ 2,4 bilhões. A distribuição dos recursos indica que a maioria das quantias é pequena. Cerca de 63,2% dos valores correspondem a até R$ 10. Outros 24,3% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100. Por sua vez, 10,5% variam de R$ 100,01 a R$ 1.000. Apenas 1,99% dos valores superam R$ 1.000. Em relação à origem, R$ 6,3 bilhões estão depositados em bancos. As administradoras de consórcio concentram R$ 2,6 bilhões. As cooperativas de crédito reúnem cerca de R$ 953 milhões.
BC definiu sigilo em documentos da liquidação do Master

SÃO LUÍS, 06 de abril de 2026 – Documentos sobre o encerramento das operações do Banco Master ficarão sob sigilo por oito anos. A decisão partiu do Banco Central (BC). A medida foi formalizada em novembro de 2025 pelo presidente Gabriel Galípolo. Dessa forma, os processos só estarão disponíveis ao público em novembro de 2033. Segundo o órgão, a divulgação antecipada desses arquivos poderia ameaçar a estabilidade financeira do país. Além disso, há riscos para investigações ou fiscalizações em andamento. Possíveis impactos nas atividades de inteligência também justificam a restrição. No fim de março, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do Tribunal de Contas da União (TCU) para o caso, pediu esclarecimentos ao BC. Ele solicitou que o órgão detalhe quais documentos ou trechos devem permanecer restritos. O despacho foi expedido no dia 24 de março. O objetivo é saber quais materiais anexados ao processo estão disponíveis. A medida busca justificar a necessidade do sigilo.
PF apura se Master tentou usar TCU para travar decisões do BC

BRASÍLIA, 30 de março de 2026 – Um documento encontrado em um dos celulares apreendidos pela Polícia Federal (PF) com o empresário Daniel Vorcaro levantou suspeitas de uma possível tentativa de interferência em decisões oficiais e está agora no foco das investigações em um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça. O arquivo, sem assinatura e sem autor identificado, era uma espécie de rascunho do que supostamente poderia ser uma decisão do Tribunal de Contas da União que sugeria ao Banco Central interromper qualquer medida relacionada ao Banco Master, instituição comandada pelo próprio Vorcaro. Segundo fontes a par das investigações, embora ainda não haja confirmação sobre a origem do documento, a principal suspeita é de que ele possa ter sido parte de uma rede para construir um caminho dentro do TCU na tentativa de suspender decisões do Banco Central. “Na prática, isso pode indicar a tentativa de usar o tribunal como uma espécie de instância de revisão de decisões técnicas, algo inadequado e sem precedentes”, alerta a economista Regina Martins.
Banco tinha apenas R$ 4 mi em caixa ao ser liquidado pelo BC

BRASÍLIA, 30 de janeiro de 2026 – O Banco Master dispunha de apenas R$ 4 milhões em caixa no dia em que teve a liquidação decretada pelo Banco Central (BC), em novembro, apesar de ter mais de R$ 127 milhões em compromissos a vencer naquela mesma semana. Dados apurados pelo jornal O Estado de S. Paulo evidenciam que a instituição já se encontrava, na prática, insolvente. Além das obrigações imediatas, o banco comandado por Daniel Vorcaro acumulava cerca de R$ 2 bilhões em depósitos compulsórios em atraso. Embora esses recolhimentos sejam obrigatórios, o Master deixou de efetuá-los em razão da grave crise de liquidez que enfrentava.
Master faz BC liquidar 7 instituições financeiras em 2 meses

BRASIL, 23 de janeiro de 2026 – Com a decisão do Banco Central (BC) de decretar, na quarta (21), a liquidação extrajudicial do Will Bank, subiu para sete o número de instituições financeiras que sofreram intervenção da autoridade monetária no âmbito do caso do Banco Master. O conglomerado comandado por Daniel Vorcaro é alvo de investigação da Polícia Federal (PF), em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Dias Toffoli. As liquidações começaram em 18 de novembro do ano passado. Na ocasião, o BC interveio nas principais estruturas do conglomerado: Banco Master S/A, Banco Master de Investimento S.A., Banco Letsbank S.A., Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e Banco Master Múltiplo S.A. Já em 15 de janeiro deste ano, a autoridade monetária liquidou a Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.. Segundo as investigações, a corretora foi utilizada para inflar o valor do Banco Master e ocultar riscos da instituição durante tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB). Agora, com a decisão sobre o Will Bank, todas as instituições diretamente ligadas a Vorcaro — Banco Master, o Letsbank e o Will Bank — estão em processo de liquidação.
Moraes buscou informações sobre Master no BC, relata jornal

BRASÍLIA, 23 de dezembro de 2025 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do processo de venda do Banco Master ao BRB, segundo relato publicado pelo jornal O Globo. As abordagens ocorreram nos meses anteriores à liquidação da instituição financeira. De acordo com a reportagem, seis fontes próximas ao ministro informaram que Moraes realizou ao menos três ligações telefônicas e, em julho, solicitou uma reunião presencial com Galípolo. O objetivo teria sido acompanhar o andamento da análise conduzida pelo Banco Central. Durante o encontro, Moraes teria manifestado apreço por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e argumentado que a instituição enfrentava resistência por disputar mercado com grandes bancos. Além disso, o ministro teria pedido aval para a negociação com o BRB, que aguardava autorização desde março. Na ocasião, segundo os relatos, já existiam divergências internas no Banco Central sobre a possibilidade de intervenção no Banco Master. Técnicos da autarquia teriam identificado indícios de fraudes no repasse de R$ 12,2 bilhões em créditos do banco para o BRB. Diante dessa informação, Moraes teria reconhecido que, caso a fraude fosse confirmada, a aprovação da operação não poderia ocorrer. Posteriormente, em 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. No mesmo dia da liquidação, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro e outros seis executivos, acusados de envolvimento no esquema investigado. Nem Moraes nem Galípolo comentaram publicamente os contatos mencionados na reportagem. Documentos acessados recentemente pela Polícia Federal indicam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, firmou contrato com o Banco Master prevendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por três anos, totalizando cerca de R$ 130 milhões. Entretanto, respostas do Banco Central e do Cade, obtidas via Lei de Acesso à Informação, informaram que não houve pedidos de reuniões nem protocolos de documentos apresentados pelo escritório em nome do Banco Master.
Déficit público do Brasil cresce e se aproxima de um trilhão

BRASIL, 1º de outubro de 2025 – O setor público consolidado registrou um déficit nominal de R$ 969,6 bilhões no acumulado de 12 meses até agosto, divulgou o Banco Central nesta terça (30). Esse déficit público, que soma o resultado primário e os juros da dívida, aumentou R$ 1,1 bilhão em relação ao mês de julho. A principal pressão veio das despesas com juros, que totalizaram R$ 946,5 bilhões no período. O déficit público no mês de agosto individualmente foi influenciado por um déficit primário de R$ 23,1 bilhões. Além disso, os juros nominais pagos apenas em agosto alcançaram R$ 74,3 bilhões. Esse valor é superior aos R$ 69 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior, evidenciando a crescente pressão sobre as contas. No período de 12 meses, as despesas com juros equivaleram a 7,63% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 7,46% no ano anterior. Esse aumento contínuo dos juros nominais é um dos principais fatores por trás da expansão do déficit público.
Maranhão registra centenas de cédulas falsas em 2025

MARANHÃO, 25 de agosto de 2025 – O Banco Central do Brasil recolheu 477 cédulas falsificadas no Maranhão entre janeiro e julho de 2025, conforme dados divulgados pela autarquia. As notas de R$ 100 e R$ 200 da segunda família do Real foram as mais apreendidas, totalizando 236 e 161 unidades, respectivamente. As ações de retirada de circulação envolveram principalmente a Polícia Federal, responsável por combater golpes associados à moeda não autêntica. Além das notas de maior valor, autoridades recolheram cinco cédulas de R$ 50 da primeira família do Real, uma de R$ 100 da primeira família, quatro de R$ 10 da segunda família, 20 de R$ 20 e 50 de R$ 50 da segunda família.