
BRASIL, 15 de abril de 2026 – O Banco Central divulgou nesta terça (14) que os recursos esquecidos em instituições financeiras totalizam R$ 10,6 bilhões. Esse valor permanece próximo ao registrado em janeiro, quando o montante era de R$ 10,5 bilhões. Desde o início do programa, as instituições já devolveram R$ 14,2 bilhões.
Os dados mostram que a maior parte desse dinheiro pertence a pessoas físicas. Cerca de 47 milhões de cidadãos possuem valores a receber, o que representa R$ 8,1 bilhões. Além disso, aproximadamente 5 milhões de empresas concentram R$ 2,4 bilhões.
A distribuição dos recursos indica que a maioria das quantias é pequena. Cerca de 63,2% dos valores correspondem a até R$ 10. Outros 24,3% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100. Por sua vez, 10,5% variam de R$ 100,01 a R$ 1.000. Apenas 1,99% dos valores superam R$ 1.000.
Em relação à origem, R$ 6,3 bilhões estão depositados em bancos. As administradoras de consórcio concentram R$ 2,6 bilhões. As cooperativas de crédito reúnem cerca de R$ 953 milhões.
O estoque de dinheiro esquecido entrou no debate sobre medidas para aliviar o orçamento de famílias endividadas. O governo avalia a possibilidade de usar esses recursos para reforçar o Fundo Garantidor de Operações (FGO). Críticos afirmam que a medida pode representar interferência sobre recursos privados.
Interlocutores do governo argumentam que mudanças na legislação, aprovadas em 2024, estabeleceram prazo para resgate. Isso limitaria o direito aos valores não retirados.
As instituições financeiras também demonstram preocupação com a proposta. Esses recursos funcionam como fonte de financiamento de baixo custo para operações.







