
BRASÍLIA, 20 de maio de 2026 — A Controladoria-Geral da União investiga dois ex-gestores do Banco Central. Os processos envolvem o ex-diretor Paulo Sérgio de Souza Neves e o ex-chefe Belinne Santana. A CGU aguarda acesso aos dados da investigação da Polícia Federal.
O objetivo é aprofundar as apurações administrativas contra os ex-servidores. As suspeitas envolvem pagamentos mensais do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Caso as suspeitas se confirmem, ambos podem ser expulsos do serviço público.
A Polícia Federal afirmou que os dois servidores atuavam como “consultores informais” de Vorcaro. Eles teriam recebido benefícios ilícitos para dificultar investigações sobre o banco do empresário.
Vorcaro está preso e negocia delação premiada. A CGU solicitou o compartilhamento dos dados da PF. A autorização depende do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal.
FAZENDA E VIAGEM À DISNEY
Uma das suspeitas envolve a venda de uma fazenda de café por Paulo Sérgio Neves. O imóvel foi vendido por R$ 3 milhões a um fundo de investimentos. O negócio teria vínculo com o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel. Além disso, existem fortes indícios de que Vorcaro auxiliou Paulo Sérgio em uma viagem à Disney, nos Estados Unidos.
O ministro Mendonça afirmou que Paulo Sérgio se comportava como “empregado/consultor” em assuntos privados do banqueiro.
MENSAGENS DE WHATSAPP
O ministro Mendonça escreveu que mensagens de WhatsApp mostram a mesma relação com Belinne Santana. Segundo ele, Vorcaro comentou em mensagem que precisaria “arrumar guia para essas pessoas”. A Polícia Federal afirma que Vorcaro buscava orientações de dirigentes do Banco Central.
Ele queria ajuda sobre reuniões institucionais e documentos estratégicos. O banqueiro chegou a parabenizar Paulo Sérgio por assumir um cargo de chefia.
Mendonça também afirmou que Paulo Sérgio teria repassado informações internas do Banco Central sobre movimentações financeiras suspeitas.







