Empresários argentinos compram empresas brasileiras

BRASIL, 25 de agosto de 2026 — Empresários argentinos estão comprando empresas no Brasil. Só em 2025, eles fizeram 18 aquisições ou investimentos por aqui. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 11 operações. E o México, em terceiro, com oito. Por décadas, foram os brasileiros que compraram empresas na Argentina. Agora, a situação mudou. A estabilização econômica promovida pelo governo Milei deu fôlego aos argentinos. A inflação caiu, o câmbio se estabilizou e o crédito ficou mais acessível. Além disso, os juros reais na Argentina são negativos. Isso significa que o dinheiro está “barato” por lá. Enquanto isso, no Brasil, a Selic está em 14% e a inflação em 4,4%. Portanto, o crédito fica caro para os brasileiros. Muitas empresas nacionais precisam vender ativos ou pedir recuperação judicial. O Brasil atrai os argentinos por causa do tamanho do mercado. São 213 milhões de consumidores, quase cinco vezes mais que na Argentina. A proximidade cultural e a integração pelo Mercosul também facilitam os negócios. Exemplos recentes mostram a tendência. Em maio, o laboratório Elea comprou o controle da Cellera Farma. Em julho, a fintech Cocos Capital adquiriu ativos da Warren. No setor de cimento, o empresário Marcelo Mindlin assumiu o controle da InterCement, que estava em recuperação judicial. O movimento argentino não é novo, mas voltou com força. Empresários que já atuavam no Brasil, como os grupos que controlam aeroportos e a Sky, agora retomaram as compras. A diferença é que, desta vez, eles têm condições financeiras para isso.
Argentina cobrará estrangeiros por atendimento em hospitais

ARGENTINA, 12 de agosto de 2026 — O governo do presidente Javier Milei regulamentou uma medida que cobra atendimento médico de estrangeiros sem residência permanente na Argentina. A resolução foi publicada nesta terça (11). A regra vale para hospitais públicos administrados pelo governo nacional. O paciente precisará apresentar um seguro de saúde ou pagar antecipadamente pelo serviço. A mudança foi aprovada em 2025 na Lei de Migrações. Agora, ela entra em prática com novas regras para consultas, exames e procedimentos não urgentes. O governo diz que a medida quer reduzir o chamado “turismo de saúde”. Isso ocorre quando estrangeiros viajam ao país, usam o sistema público e voltam para seus países de origem. O atendimento de emergência, porém, continua gratuito. Ele não pode ser atrasado por exigências administrativas. O porta-voz presidencial, Adrián Ravier, afirmou que situações com risco à vida, a um órgão ou a uma função do organismo não serão cobradas. Entre os exemplos estão infartos, AVC, traumatismos graves, queimaduras extensas e hemorragias graves. Também entram na lista emergências obstétricas, pediátricas e neonatais. Além disso, outras situações que apresentem risco imediato à vida também estão incluídas. A classificação será feita por um profissional de saúde. Procedimentos burocráticos não podem atrasar essa avaliação. Para os casos programados, o estrangeiro sem residência permanente e sem seguro deve procurar o setor de faturamento antes do atendimento. O hospital calcula o valor com base no nomenclador de prestações. Então, exige o pagamento de 100% do serviço antes da realização do procedimento. Quem alegar ter residência permanente precisa apresentar o DNI argentino com a categoria “residente permanente”. Nas emergências, o foco é estabilizar o paciente. Depois, os custos gerados podem ser cobrados do estrangeiro ou enviados à seguradora. O governo Milei não apresentou dados sobre quantos estrangeiros usam o sistema dessa forma, nem o impacto financeiro. A resolução vale para hospitais do governo nacional. As províncias têm autonomia para criar suas próprias regras. Algumas regiões de fronteira já cobram serviços de estrangeiros não residentes.
Petição quer tirar Argentina da Copa do Mundo 2030

MUNDO, 25 de julho de 2026 — Mais de 23 milhões de pessoas assinaram uma petição para excluir a Argentina da Copa do Mundo de 2030. O abaixo-assinado, chamado “Argentina Out”, foi criado durante o último Mundial, nos Estados Unidos, Canadá e México. Ele já tem 23.316.108 assinaturas. Esse número quase bate o recorde mundial de 24,3 milhões, do movimento Jubilee 2000. Os organizadores da petição alegam dois motivos principais. Primeiro, eles dizem que a Argentina recebeu favorecimentos na última Copa. Segundo, criticam a exibição de uma bandeira que reivindica as Ilhas Malvinas como território argentino. Por isso, eles pedem que a seleção seja punida e não participe do torneio de 2030. Apesar do número impressionante de assinaturas, a petição não tem valor jurídico. A FIFA não usa campanhas públicas como critério para aplicar sanções. Então, mesmo com milhões de apoiadores, a entidade não é obrigada a aceitar o pedido. A decisão sobre quem joga a Copa continua sendo da FIFA, não do público.
Economista argentina assume novo cargo no FMI em agosto

WASHIGTON, 08 de julho de 2026 — O Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, terá uma nova economista-chefe. A argentina Silvana Tenreyro assume o posto em 10 de agosto. O anúncio foi feito nesta terça (7) pela diretora-geral Kristalina Georgieva. Silvana substitui Pierre-Olivier Gourinchas, que voltou para a vida acadêmica. Além da cidadania argentina, ela também tem passaporte britânico e italiano. Será a segunda mulher a ocupar esse cargo na história da instituição. Georgieva elogiou a escolhida em comunicado oficial. Ela disse que Silvana é uma economista respeitada no mundo inteiro. Destacou ainda suas conquistas acadêmicas, sua experiência em políticas públicas e seu bom relacionamento com órgãos internacionais. A nova economista-chefe é professora da London School of Economics desde 2004. Ela ocupa a Cátedra James E. Meade de Economia. Além disso, faz parte de instituições importantes, como a Academia Britânica e a Sociedade Econométrica. Também é membro da Sociedade Real de Economia e da Associação Americana de Economia. Silvana já foi presidente da Associação Econômica Europeia. Entre 2017 e 2023, ela integrou o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra. Atualmente, participa do grupo que dá conselhos à diretora-geral do FMI. Silvana se formou em economia na Universidade Nacional de Tucumán, na Argentina. Depois, fez mestrado e doutorado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Argentina classifica PCC e CV como organizações terroristas

SÃO LUÍS, 29 de outubro de 2025 – A Argentina classificou oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, fez o anúncio em entrevista ao jornal La Nación. A declaração ocorreu no mesmo dia de uma megaoperação policial contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que mobilizou mais de 2,5 mil agentes. Segundo a ministra, a polícia argentina identicia presos ligados a essas facções brasileiras por meio de tatuagens e seu modo de operar. Bullrich informou que o país mantém atualmente pelo menos 39 brasileiros presos, com cinco ligados ao CV e até oito ao PCC. Esses detentos ficam isolados no sistema prisional para impedir que exercitem poder sobre outros internos, uma prática comum no Brasil e no Paraguai.
Governo Milei classifica protesto como tentativa de golpe

ARGENTINA, 14 de março de 2025 – O chefe do Gabinete de Ministros da Argentina, Guillermo Francos, afirmou que o protesto violento ocorrido na quarta (12) em frente ao Congresso foi “uma espécie de golpe de Estado”. A manifestação, organizada por grupos de esquerda, resultou em confrontos com a polícia, feridos e detenções. A mobilização, realizada sob o pretexto de apoio aos aposentados, reuniu sindicatos, torcedores de futebol e movimentos sociais. Durante o ato, houve enfrentamento com as forças de segurança, deixando 46 feridos e 124 detidos, muitos deles posteriormente liberados pela Justiça. Francos declarou, em entrevista à rádio Mitre, que a manifestação foi organizada com o objetivo de desestabilizar o governo. Segundo ele, os protestos são uma reação às reformas econômicas propostas pela gestão Milei para reverter os impactos do kirchnerismo. A polícia cercou o Congresso para conter a escalada da violência e utilizou gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar os manifestantes. Francos justificou a intervenção e responsabilizou os grupos de esquerda pela violência, defendendo a ação das forças de segurança como necessária para a manutenção da ordem. A decisão da juíza Karina Andrade de liberar a maioria dos detidos gerou críticas no governo. O ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, classificou os manifestantes como “criminosos organizados”, enquanto a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, questionou a posição da magistrada e reiterou a firmeza do governo contra atos violentos.
Javier Milei quer reduzir maioridade penal de 16 para 13 anos

ARGENTINA, 29 de junho de 2024 – O presidente da Argentina, Javier Milei, propôs ao Congresso uma lei para reduzir a maioridade penal de 16 para 13 anos. O Ministério da Justiça e da Segurança divulgou a informação neste sábado (29). A medida foi anunciada após a aprovação da Lei de Bases. “O objetivo desta nova lei é enfrentar o crescente problema da criminalidade juvenil, que é um dos maiores desafios para a prosperidade do nosso país”, afirmou o Ministério da Justiça em comunicado. A pasta destacou que o crime organizado usa crianças e adolescentes para cometer crimes sem enfrentar responsabilidade penal. O projeto de lei prevê que menores de 13 a 18 anos cumpram penas em “estabelecimentos especiais ou seções separadas de prisões, sob supervisão de pessoal qualificado”.
Argentina tem superávit e queda na inflação em 6 meses de Milei

BUENOS AIRES, 05 de junho de 2024 – Desde que assumiu a presidência em 10 de dezembro de 2023, Javier Milei enfrentou uma inflação anual de mais de 200%. No entanto, seis meses depois, a Argentina registrou seu primeiro superávit trimestral desde 2008 e uma queda na inflação, que em abril foi de 8,8%, a quarta redução consecutiva. Logo após sua posse, Milei implementou cortes de gastos significativos, incluindo a redução de investimentos na indústria e no comércio, a revogação de leis ambientais e a promoção da privatização de estatais. Também foram anunciados cortes nos subsídios para gás, eletricidade, combustíveis e transportes públicos. Essas ações resultaram em um superávit de 275 bilhões de pesos em março.

