Petição quer tirar Argentina da Copa do Mundo 2030

MUNDO, 25 de julho de 2026 — Mais de 23 milhões de pessoas assinaram uma petição para excluir a Argentina da Copa do Mundo de 2030. O abaixo-assinado, chamado “Argentina Out”, foi criado durante o último Mundial, nos Estados Unidos, Canadá e México. Ele já tem 23.316.108 assinaturas. Esse número quase bate o recorde mundial de 24,3 milhões, do movimento Jubilee 2000. Os organizadores da petição alegam dois motivos principais. Primeiro, eles dizem que a Argentina recebeu favorecimentos na última Copa. Segundo, criticam a exibição de uma bandeira que reivindica as Ilhas Malvinas como território argentino. Por isso, eles pedem que a seleção seja punida e não participe do torneio de 2030. Apesar do número impressionante de assinaturas, a petição não tem valor jurídico. A FIFA não usa campanhas públicas como critério para aplicar sanções. Então, mesmo com milhões de apoiadores, a entidade não é obrigada a aceitar o pedido. A decisão sobre quem joga a Copa continua sendo da FIFA, não do público.
Economista argentina assume novo cargo no FMI em agosto

WASHIGTON, 08 de julho de 2026 — O Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, terá uma nova economista-chefe. A argentina Silvana Tenreyro assume o posto em 10 de agosto. O anúncio foi feito nesta terça (7) pela diretora-geral Kristalina Georgieva. Silvana substitui Pierre-Olivier Gourinchas, que voltou para a vida acadêmica. Além da cidadania argentina, ela também tem passaporte britânico e italiano. Será a segunda mulher a ocupar esse cargo na história da instituição. Georgieva elogiou a escolhida em comunicado oficial. Ela disse que Silvana é uma economista respeitada no mundo inteiro. Destacou ainda suas conquistas acadêmicas, sua experiência em políticas públicas e seu bom relacionamento com órgãos internacionais. A nova economista-chefe é professora da London School of Economics desde 2004. Ela ocupa a Cátedra James E. Meade de Economia. Além disso, faz parte de instituições importantes, como a Academia Britânica e a Sociedade Econométrica. Também é membro da Sociedade Real de Economia e da Associação Americana de Economia. Silvana já foi presidente da Associação Econômica Europeia. Entre 2017 e 2023, ela integrou o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra. Atualmente, participa do grupo que dá conselhos à diretora-geral do FMI. Silvana se formou em economia na Universidade Nacional de Tucumán, na Argentina. Depois, fez mestrado e doutorado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Argentina classifica PCC e CV como organizações terroristas

SÃO LUÍS, 29 de outubro de 2025 – A Argentina classificou oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, fez o anúncio em entrevista ao jornal La Nación. A declaração ocorreu no mesmo dia de uma megaoperação policial contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que mobilizou mais de 2,5 mil agentes. Segundo a ministra, a polícia argentina identicia presos ligados a essas facções brasileiras por meio de tatuagens e seu modo de operar. Bullrich informou que o país mantém atualmente pelo menos 39 brasileiros presos, com cinco ligados ao CV e até oito ao PCC. Esses detentos ficam isolados no sistema prisional para impedir que exercitem poder sobre outros internos, uma prática comum no Brasil e no Paraguai.
Governo Milei classifica protesto como tentativa de golpe

ARGENTINA, 14 de março de 2025 – O chefe do Gabinete de Ministros da Argentina, Guillermo Francos, afirmou que o protesto violento ocorrido na quarta (12) em frente ao Congresso foi “uma espécie de golpe de Estado”. A manifestação, organizada por grupos de esquerda, resultou em confrontos com a polícia, feridos e detenções. A mobilização, realizada sob o pretexto de apoio aos aposentados, reuniu sindicatos, torcedores de futebol e movimentos sociais. Durante o ato, houve enfrentamento com as forças de segurança, deixando 46 feridos e 124 detidos, muitos deles posteriormente liberados pela Justiça. Francos declarou, em entrevista à rádio Mitre, que a manifestação foi organizada com o objetivo de desestabilizar o governo. Segundo ele, os protestos são uma reação às reformas econômicas propostas pela gestão Milei para reverter os impactos do kirchnerismo. A polícia cercou o Congresso para conter a escalada da violência e utilizou gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar os manifestantes. Francos justificou a intervenção e responsabilizou os grupos de esquerda pela violência, defendendo a ação das forças de segurança como necessária para a manutenção da ordem. A decisão da juíza Karina Andrade de liberar a maioria dos detidos gerou críticas no governo. O ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona, classificou os manifestantes como “criminosos organizados”, enquanto a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, questionou a posição da magistrada e reiterou a firmeza do governo contra atos violentos.
Javier Milei quer reduzir maioridade penal de 16 para 13 anos

ARGENTINA, 29 de junho de 2024 – O presidente da Argentina, Javier Milei, propôs ao Congresso uma lei para reduzir a maioridade penal de 16 para 13 anos. O Ministério da Justiça e da Segurança divulgou a informação neste sábado (29). A medida foi anunciada após a aprovação da Lei de Bases. “O objetivo desta nova lei é enfrentar o crescente problema da criminalidade juvenil, que é um dos maiores desafios para a prosperidade do nosso país”, afirmou o Ministério da Justiça em comunicado. A pasta destacou que o crime organizado usa crianças e adolescentes para cometer crimes sem enfrentar responsabilidade penal. O projeto de lei prevê que menores de 13 a 18 anos cumpram penas em “estabelecimentos especiais ou seções separadas de prisões, sob supervisão de pessoal qualificado”.
Argentina tem superávit e queda na inflação em 6 meses de Milei

BUENOS AIRES, 05 de junho de 2024 – Desde que assumiu a presidência em 10 de dezembro de 2023, Javier Milei enfrentou uma inflação anual de mais de 200%. No entanto, seis meses depois, a Argentina registrou seu primeiro superávit trimestral desde 2008 e uma queda na inflação, que em abril foi de 8,8%, a quarta redução consecutiva. Logo após sua posse, Milei implementou cortes de gastos significativos, incluindo a redução de investimentos na indústria e no comércio, a revogação de leis ambientais e a promoção da privatização de estatais. Também foram anunciados cortes nos subsídios para gás, eletricidade, combustíveis e transportes públicos. Essas ações resultaram em um superávit de 275 bilhões de pesos em março.
Contas da Argentina ficam no Azul pelo segundo mês seguido

ARGENTINA, 19 de março de 2024 – A Argentina registrou superavit de 338,1 bilhões de pesos argentinos em fevereiro de 2024. Na cotação atual, a quantia equivale a US$ 397,6 milhões. O saldo positivo é o 1º para o mês desde 2012, quanto teve superavit de 95,5 milhões de pesos (aproximadamente US$ 110 mil). Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia. É o 2º superavit consecutivo durante a Presidência de Javier Milei, que assumiu a Casa Rosada em 10 de dezembro de 2023. Houve deficit de 485,6 bilhões de pesos (rombo de US$ 571,1 milhões) em fevereiro de 2023, de acordo com dados do governo argentino. O resultado já considera o pagamento dos juros da dívida. É dessa forma que o governo argentino tem apresentado os dados. Eis a trajetória do resultado fiscal da Argentina nos meses de fevereiro: Quando se leva em consideração o resultado primário –que exclui o pagamento dos juros da dívida pública–, houve superavit de 1,2 trilhão de pesos (aproximadamente US$ 1,5 bilhão) em fevereiro de 2024.
Brasil supera Argentina e lidera endividamento na América Latina

SÃO LUÍS, 1º de fevereiro de 2024 – Segundo informações divulgadas pelo Instituto Millenium na última segunda (29), o Brasil superou a Argentina e assumiu a posição de país mais endividado da América Latina. O Instituto destacou que o Brasil atingiu a marca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) em dívida pública, ultrapassando a Argentina, que ocupava essa posição até o final do ano passado. A pesquisa realizada pelo Instituto Millenium ressalta que tanto o Brasil quanto a Argentina, líderes nesse ranking, estão entre os países que mais arrecadam impostos na região. Em contrapartida, economias como México, Peru e Chile arrecadam menos impostos e possuem uma dívida pública menor. O Instituto Millenium indicou que essa situação aponta para um caminho a ser seguido para resolver o desequilíbrio e atingir um déficit zero. No entanto, destacou que, ao contrário do que o governo tem feito, esse caminho não deve envolver a geração de mais impostos para o contribuinte. Essas análises estão fundamentadas em levantamento realizado pelo Institute of International Finance. No contexto nacional, o governo federal encerrou o ano de 2023 com um déficit primário de R$ 230,5 bilhões, representando 2,1% do PIB. O Tesouro Nacional divulgou esses dados, incluindo as contas do Tesouro, Banco Central e da Previdência Social. O déficit é registrado quando as despesas superam as receitas, incluindo os juros da dívida pública. Quando as receitas superam as despesas, o governo atinge um superávit, indicando contas no azul.