Inadimplência no agro cresce 8,8% e bate recorde histórico

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BRASIL, 15 de julho de 2026 — O índice de inadimplência no setor rural brasileiro atingiu recorde no primeiro trimestre de 2026, alcançando 8,8%, com alta de 1,2 ponto porcentual em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Serasa Experian divulgados nesta quarta (15). A taxa é impactada por dificuldades financeiras dos produtores devido a crédito restrito e aumento de custos. O índice de inadimplência no setor rural brasileiro registrou forte alta no primeiro trimestre deste ano e bateu recorde, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 15, pela Serasa Experian. Segundo o levantamento, a taxa de inadimplência no agro foi de 8,8%, que avançou 1,2 ponto porcentual no período entre janeiro e março de 2026, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Trata-se do maior patamar da série histórica da pesquisa. Em relação ao trimestre anterior, o aumento foi de 0,6 ponto porcentual. O índice de inadimplência é calculado sobre uma base de 10,7 milhões de pessoas mapeadas na população rural do país. São considerados inadimplentes aqueles que têm dívidas vencidas há mais de 180 dias, contraídas com empresas de setores relacionados ao agro. O QUE DIZ A SERASA Segundo o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, a alta da inadimplência da população rural no país revela que os produtores têm dificuldades para se viabilizar financeiramente, em meio ao crédito mais restrito e ao aumento de custos. “Mesmo com uma perspectiva mais favorável para alguns segmentos do agronegócio, os efeitos de ciclos anteriores, com custos elevados, oscilações de preços e restrição ao crédito, seguem impactando o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento no setor”, explica Pimenta. De acordo com a Serasa, os produtores rurais sem informação de registro rural – arrendatários ou participantes de grupos familiares, por exemplo – foram os que registraram o maior índice de inadimplência no primeiro trimestre (11%). Em seguida, aparecem os grandes proprietários rurais (9,9%), os médios (8,6%) e os pequenos (8,3%). ESTADOS E REGIÕES O estudo da Serasa Experian mostra que a Região Norte do país registrou o maior taxa de inadimplência nos três primeiros meses do ano, com 13,2%. Em seguida, estão Nordeste (10,2%), Centro-Oeste (10,1%), Sudeste (7,3%) e Sul (6,2%). No recorte por Estados, o Amapá é o líder do ranking da inadimplência, com 21,2%. Na outra ponta, o Rio Grande do Sul registra a menor taxa (5,8%). Em Mato Grosso do Sul, o maior produtor agrícola do Brasil, a inadimplência ficou em 11,3%.

Governo Lula deve restringir renegociação de dívidas no agro

governo Lula

BRASÍLIA, 08 de julho de 2026 — O governo Lula estuda editar uma medida provisória para criar regras de renegociação de dívidas do setor agropecuário. A proposta quer restringir os benefícios a produtores rurais que tiveram perdas por eventos climáticos. Além disso, a Fazenda busca conter o impacto nas contas públicas. A decisão surgiu após o Senado aprovar um projeto com impacto estimado em R$ 30 bilhões. A equipe econômica considera essa proposta uma “pauta-bomba”. Por isso, o governo quer oferecer uma alternativa mais limitada. Na terça (7), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com a Frente Parlamentar da Agropecuária para discutir o assunto. Durante o encontro, o governo apresentou seu esboço. Contudo, os parlamentares defenderam um modelo mais abrangente. Um novo encontro está previsto para esta quarta (8). Pela proposta do governo, cada produtor poderá renegociar até R$ 8 milhões. Os juros ficariam entre 6% e 12% ao ano. Além disso, o prazo de pagamento seria de até oito anos, com dois anos de carência. O texto aprovado pelo Senado, porém, é mais amplo. Ele permite renegociação de até R$ 10 milhões por produtor e R$ 50 milhões para cooperativas. Os juros variam de 3,5% a 7,5% ao ano. O prazo de quitação pode chegar a 13 anos, também com dois anos de carência. Além disso, o projeto do Senado beneficia produtores com perda mínima de 30% da renda em ao menos duas safras entre 2019 e 2025. Já o governo quer focar apenas em quem foi prejudicado por eventos climáticos. O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), defende a posição do Executivo. “Eu defendo que as medidas devem atender somente os produtores que foram atingidos pelos eventos climáticos”, afirmou. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), disse que os parlamentares não vão abrir mão do texto do Senado.

Crédito bilionário do novo Plano Safra não chega ao produtor

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BRASÍLIA, 07 de julho de 2026 — O governo federal lançou o novo Plano Safra da Agricultura Familiar, com R$ 85,2 bilhões para financiar a produção rural, incluindo linhas de crédito e incentivos para diversos perfis de produtores. No entanto, juristas apontam que a dificuldade principal é a transformação desses recursos em financiamentos efetivos, devido às exigências bancárias que muitos agricultores não conseguem atender. O governo federal lançou nesta semana o novo Plano Safra da Agricultura Familiar, com R$ 85,2 bilhões destinados ao financiamento da produção rural. O pacote reúne linhas de crédito, incentivos para diferentes perfis de produtores e medidas para facilitar o acesso aos recursos. Apesar do volume anunciado, juristas avaliam que a principal dificuldade continua sendo transformar os valores previstos em financiamentos efetivamente contratados pelos agricultores. Na avaliação do advogado Igor Fernandez de Moraes, sócio do Silva Nunes Advogados e especialista em Direito do agronegócio, o problema não está apenas na oferta de recursos, mas na capacidade dos produtores de atender às exigências necessárias para obter aprovação bancária. “O volume de recursos ajuda, mas, sozinho, não resolve, porque o gargalo é de absorção, e não de oferta”, afirma. “O agricultor familiar médio nem sempre tem estrutura para lidar com exigências bancárias, como comprovação de renda, projeto técnico e cadastro ambiental. Isso vale também para o pequeno agricultor familiar.” Entre as novidades anunciadas pelo governo está um simulador de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), desenvolvido para orientar os produtores sobre as linhas de financiamento mais compatíveis com seu perfil. Segundo Moraes, a ferramenta pode reduzir dúvidas na etapa inicial da contratação, embora não elimine outros entraves. “O governo lançou ainda o simulador de crédito do Pronaf, permitindo que o produtor chegue ao banco já sabendo qual linha melhor se encaixa no seu perfil”, disse. “A medida ataca o problema da informação, mas não resolve o processamento bancário em si, que continua, em regra, lento.” Continue lendo…

Governo Lula prevê queda no faturamento da agro em 2026

Faturamento agro

MARANHÃO, 17 de junho de 2026 — O faturamento bruto da agropecuária brasileira deve cair 4,6% em 2026. É o que aponta a Secretaria de Política Agrícola. O Valor Bruto da Produção (VBP) total ficará em R$ 1,419 trilhão. Esse número é maior que a previsão de maio, que era R$ 1,413 trilhão. Além disso, os técnicos revisaram os dados de 2025. O valor subiu de R$ 1,475 trilhão para R$ 1,488 trilhão. As lavouras devem gerar R$ 908,87 bilhões. Isso representa 64% da receita total do setor. Porém, o segmento terá queda de 5,9% em relação ao ano passado. Apenas cinco cultivos escapam da baixa: banana, batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate. Todos os outros devem perder faturamento. A pecuária também sofre retração de 2,2%. A previsão é de R$ 510,227 bilhões em receitas, o equivalente a 36% do total. Contudo, a cadeia de bovinos é a única exceção. O faturamento desse segmento crescerá 8,9% e atingirá R$ 248,745 bilhões. Os produtores enfrentam um cenário financeiro apertado. Os custos subiram e os preços caíram. Por isso, a inadimplência no crédito rural disparou. Segundo o Banco do Brasil, os recursos atrasados saltaram de R$ 1 bilhão para R$ 17 bilhões. Esse valor considera apenas os financiamentos do Plano Safra. As prorrogações de dívidas também aumentaram muito. O estoque de valores rolados passou de R$ 13 bilhões para R$ 62 bilhões. Esse montante equivale a 12% do valor estimado para a colheita de milho e soja. Essas duas culturas lideram a produção nacional, mas sofrem com margens de lucro cada vez menores.

Orleans defende investimentos no agronegócio e empreendedorismo

Orleans agrobalsas

BALSAS, 16 de maio de 2026 — O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, participou, na sexta (15), da 22ª edição do AgroBalsas, feira de agronegócio realizada em Balsas, no sul do estado. O evento reúne produtores rurais, investidores, pesquisadores e representantes do setor público para apresentação de tecnologias, exposição de equipamentos agrícolas e debates sobre inovação e sustentabilidade. Ao lado do governador Carlos Brandão, Orleans visitou estandes, exposições de produtos e equipamentos do setor agropecuário, além de conversar com produtores, expositores e lideranças da região. Um dos espaços visitados foi o Armazém do Empreendedor, iniciativa do Governo do Estado voltada à divulgação e comercialização de produtos maranhenses. Durante a visita, Orleans comentou sobre a proposta do projeto. “Uma das ações que mais admiro e faço questão de prestigiar é o Armazém do Empreendedor, criado pelo governador Carlos Brandão para incentivar nossos pequenos empreendedores, criando oportunidades para que eles possam mostrar e comercializar aquilo que produzem com tanto talento e dedicação. Levar esse espaço para as feiras e exposições é uma forma de valorizar a nossa gente e estimular a geração de renda. É um estande que eu gosto muito de visitar, conhecer, conversar com os expositores e, claro, experimentar os produtos feitos pelo nosso povo trabalhador, que merece cada vez mais esse incentivo e reconhecimento”, disse Orleans. Durante a agenda, ele também falou sobre a importância de investimentos no agronegócio para o desenvolvimento do estado. “Investir no agronegócio é investir no desenvolvimento do Maranhão. O AgroBalsas demonstra a força produtiva do nosso estado e o enorme potencial que temos para crescer ainda mais. Precisamos seguir incentivando a inovação, melhorando a infraestrutura e criando condições para que nossos produtores possam expandir sua produção”, destacou Orleans Brandão. A agenda de Orleans no sul do Maranhão também incluiu encontros com prefeitos, vereadores, lideranças políticas e representantes de setores produtivos da região.

Alta do diesel pressiona produção agrícola no Maranhão

diesel agrícola

BRASÍLIA, 19 de março de 2026 – A alta do diesel no Maranhão elevou custos da produção agrícola no sul do estado, especialmente em Balsas, onde o litro passou de R$ 5,95 para até R$ 7,96 em poucos dias. O aumento ocorreu em março de 2026 e impacta diretamente o agronegócio, que depende do combustível em todas as etapas, desde o plantio até o transporte da safra. Segundo produtores, a elevação repentina da alta do diesel compromete operações no campo e acende alerta no setor produtivo. A região de Balsas integra o Matopiba, área que reúne Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, e concentra produção relevante de soja, além de milho e algodão. O diesel é essencial para máquinas agrícolas e para o escoamento da produção, que ocorre majoritariamente por caminhões até o Porto do Itaqui, em São Luís, ou até o terminal da Ferrovia Norte-Sul, em Porto Franco. Dessa forma, a alta do diesel amplia despesas logísticas e operacionais. Além disso, o aumento também elevou o custo de insumos, como fertilizantes, agravando a situação nas lavouras. Em alguns casos, produtores relataram dificuldades no abastecimento, com caminhões aguardando combustível nas distribuidoras, o que afeta a colheita e o transporte. De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, o preço médio chegou a R$ 6,80, com alta acumulada de 11,8%. No entanto, no sul do estado, os reajustes superaram esse percentual, intensificando os efeitos da alta do diesel sobre o setor.

Dois municípios do MA estão entre os mais ricos do agro

Agro Maranhão

MARANHÃO, 21 de outubro de 2024 – A produção agrícola brasileira alcançou R$ 814,5 bilhões em 2023, com 31,9% desse valor concentrado nos 100 municípios mais ricos do agronegócio, incluindo as cidades maranhenses de Balsas e Tasso Fragoso. Esses municípios contribuíram com R$ 260 bilhões, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. O estado de Mato Grosso lidera com 36 municípios entre os mais produtivos do país. Sorriso (MT) ocupa a primeira posição, com uma produção de R$ 8,3 bilhões, seguido por São Desidério (BA), com R$ 7,8 bilhões. Outras cidades de Mato Grosso, como Sapezal (R$ 7,5 bilhões), Campo Novo do Parecis (R$ 7,1 bilhões) e Diamantino (R$ 5,9 bilhões), também figuram na lista dos mais ricos.

Lucro de produtores rurais apresenta queda no governo Lula

Produtores rurais

BRASIL, 07 de dezembro de 2023 – A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) divulgou dados na quarta (6) revelando uma queda na margem de lucro dos produtores rurais brasileiros no primeiro ano do novo mandato do presidente Lula. Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, durante a apresentação dos dados, resumiu a situação: “Um resumo da produção agropecuária de 2023 é a velha máxima: ‘Safra cheia e bolso vazio’”. A retração nas margens de lucro bruto foi especialmente acentuada para os produtores de soja e milho, os grãos mais cultivados no país e considerados carros-chefes do agronegócio brasileiro. Segundo a confederação, as margens de lucro desses produtores diminuíram em 68% e 128%, respectivamente, devido ao aumento nos preços dos insumos combinado com a queda nas cotações dos grãos. A queda nos preços da soja teve início em dezembro de 2022, intensificando-se com a entrada da nova safra no Brasil e atingindo o ponto mínimo em meados de junho, com a saca cotada a R$ 128. Após uma leve recuperação entre julho e agosto, a oleaginosa continuou a ter cotações decrescentes, refletindo o esfriamento da demanda global. Entre janeiro e outubro, as cotações retraíram cerca de 20% em comparação com o ano anterior. Quanto à pecuária, as margens de lucro foram pressionadas principalmente pela queda nas receitas, sendo a pecuária leiteira a mais impactada, com um declínio de 26% no faturamento. Os produtores de ovos também enfrentaram dificuldades, registrando uma queda de 19%. Em seguida, os criadores de suínos (-4,9%) e de aves de corte (-3,8%) completam a lista dos setores afetados.

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