BOLSA IRREGULAR

STF mantém ação que investiga possível fraude no ProUni no MA

Andre Reis
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ProUni Ceuma
Cármen Lúcia rejeitou pedido para encerrar ação contra estudante do Maranhão acusada pelo MPF de obter bolsas do ProUni de forma irregular no Ceuma.

MARANHÃO, 21 de setembro de 2026 — A ministra Cármen Lúcia, do STF, negou na sexta (18) o pedido para trancar uma ação penal contra uma estudante maranhense. O MPF acusa a aluna de obter bolsas do ProUni no Ceuma enquanto também estudava na UFMA. A apuração envolve fatos ocorridos entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2020.

Segundo o MPF, a estudante cursava Serviço Social na UFMA e, ao mesmo tempo, Direito no Ceuma. Além disso, a instituição privada informou que ela também recebeu bolsa de 50% do ProUni para Administração. A acusação sustenta que essa acumulação contrariava as regras do programa.

O MPF calcula prejuízo de pelo menos R$ 29.705,34. O valor considera mensalidades de Direito de R$ 1.578,73 em 2018 e R$ 1.686,08 em 2019. Segundo a denúncia, a conta não inclui a bolsa de Administração nem uma matrícula feita em 2020 e depois trancada.

A denúncia foi aceita em maio de 2022, após a defesa rejeitar proposta de Acordo de Não Persecução Penal. No STF, a defesa alegou que a conduta não era proibida por lei formal na época.

Cármen Lúcia negou seguimento ao habeas corpus e também retirou o segredo de justiça do processo.

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