GUERRA JUDICIAL

STF adia interrogatório de Roberto Rocha em ação de Dino

Andre Reis
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STF ROCHA
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, remarcou a audiência em que o senador será ouvido na ação penal movida por Flávio Dino por calúnia e difamação.

BRASÍLIA, 17 de junho de 2026 — O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou o interrogatório do senador Roberto Rocha, que estava marcado para esta quarta (17). A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal movida pelo ministro Flávio Dino.

O parlamentar responde a acusações de calúnia e difamação após o recebimento da queixa-crime pela Primeira Turma da Corte.

No despacho, Alexandre de Moraes remarcou a audiência de instrução para o dia 23 de junho, às 14h. O interrogatório será realizado por videoconferência e conduzido pelo juiz auxiliar Diego Martinez Fervenza Cantoario, que atua no gabinete do relator.

Roberto Rocha é representado pelos advogados Carlos Sérgio de Carvalho Barros e Raul Guilherme Silva Costa.

A defesa do senador sustenta que as declarações questionadas estão protegidas pela imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição. Segundo os advogados, as manifestações ocorreram durante o exercício da atividade política e, por isso, não poderiam gerar responsabilização judicial.

Já a defesa de Flávio Dino afirma que Roberto Rocha fez as declarações como candidato durante o período eleitoral, e não no exercício do mandato de senador. Por isso, entende que a imunidade parlamentar não se aplica ao caso.

Além disso, sustenta que as falas ultrapassaram os limites da crítica política, atingiram a reputação de Dino e teriam sido usadas como propaganda negativa sem respaldo em fatos concretos.

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