
BRASÍLIA, 22 de maio de 2026 — O Supremo Tribunal Federal não conseguiu localizar o ex-senador Roberto Rocha para intimá-lo sobre uma ação penal movida pelo ministro Flávio Dino por calúnia e difamação. A tentativa ocorreu após o STF abrir o processo contra Rocha por declarações feitas durante a campanha eleitoral de 2022 no Maranhão.
Uma oficial de Justiça do Tribunal Regional Federal da 1ª Região cumpriu determinação do ministro Alexandre de Moraes e foi ao endereço informado pela defesa do ex-senador em São Luís nos dias 14 e 15 de maio. No entanto, ela não encontrou Roberto Rocha no local e ouviu de vizinhos que ninguém morava no imóvel.
Diante da situação, Alexandre de Moraes determinou, na quarta (20), a intimação de Roberto Rocha por edital. Esse tipo de notificação é utilizado quando o destinatário está em local incerto e não sabido. Após a publicação do edital, o ex-senador terá prazo de cinco dias para apresentar resposta à ação penal.
A ação apresentada por Flávio Dino foi protocolada em agosto de 2022, período em que ele disputava uma vaga no Senado Federal contra Roberto Rocha. Segundo a queixa, o então senador teria atribuído a Dino práticas de chantagem e coação contra prefeitos maranhenses durante uma sessão virtual do Senado.
Na ocasião, Roberto Rocha afirmou que Flávio Dino, enquanto governador do Maranhão, utilizava suposta influência sobre o Procurador-Geral de Justiça do estado para pressionar prefeitos a apoiá-lo eleitoralmente.







