
BRASÍLIA, 10 de julho de 2026 — A Mesa Diretora da Câmara, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), decretou nesta quinta (9) a perda dos mandatos dos deputados federais Paulão (PT-AL) e Dayany Bittencourt (União Brasil-CE). Os atos foram publicados em edição extra do Diário da Câmara.
Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL) assumirá a vaga de Paulão e já consta como deputado no site da Câmara. Priscila Costa (PL-CE) entrará no lugar de Dayany.
A perda dos mandatos aconteceu por causa de uma retotalização de votos feita pela Justiça Eleitoral. Esse é um novo cálculo para definir a distribuição das vagas quando há mudanças na quantidade de votos válidos na eleição. Depois da revisão do resultado, a composição final da bancada acabou mudando.
O petista Paulão perdeu o mandato por causa da anulação dos votos do candidato João Catunda (PP), que disputou uma cadeira por Alagoas em 2022.
Em novembro do ano passado, a Justiça Eleitoral alagoana cassou os 24,7 mil votos de Catunda por suspeita de captação ilícita. Ele teria financiado material de campanha com verba do Sindicato de Saúde de Maceió.
Com a exclusão desses votos, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) refez o cálculo do quociente eleitoral. Essa nova conta afeta a distribuição das cadeiras na Câmara. Quem perdeu a vaga foi o deputado do PT.
No caso de Dayany Bittencourt, a perda ocorreu depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos do suplente Heitor Freire (União Brasil-CE). Segundo o TSE, Heitor praticou arrecadação e gastos ilícitos com recursos do fundo eleitoral.
Com a retotalização dos votos no Ceará, a distribuição das vagas mudou e a composição da bancada do estado também foi alterada.
Em nota, o PT repudiou a decisão da Mesa Diretora e manifestou “inconformismo” com a perda do mandato de Paulão. A legenda prestou “integral solidariedade” ao deputado e alegou que ele foi vítima de uma decisão judicial tomada para beneficiar as elites políticas e econômicas de Alagoas.
O PT anunciou que entrará com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a perda do mandato.







