
SÃO LUÍS, 22 de abril de 2026 — São Luís enfrenta aumento de casos de síndromes respiratórias com mais de 900 notificações registradas, segundo o sistema Monitora Saúde. O crescimento levou hospitais de emergência à superlotação e colocou a capital em nível alto de risco para a disseminação dessas doenças.
Além disso, o boletim InfoGripe, da Fiocruz, indica que o Maranhão permanece em nível crítico para Síndrome Respiratória Aguda Grave. A tendência de crescimento dos casos de síndromes respiratórias São Luís supera 95% no longo prazo.
A maior concentração de notificações de síndromes respiratórias São Luís ocorre entre crianças. Do total de 903 registros, 240 casos foram em crianças de 1 a 4 anos e 193 em menores de 1 ano.
Esse cenário está relacionado ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento. Dessa forma, o risco de complicações graves aumenta, especialmente em casos associados ao Vírus Sincicial Respiratório, que afeta principalmente o público infantil.
Segundo o pediatra Rafael de Azevedo, a Síndrome Respiratória Aguda Grave reúne doenças majoritariamente virais. Ele explica que os sintomas incluem cansaço, dificuldade para se alimentar, secreção nasal e respiração comprometida.
RISCOS PARA ADULTOS E PREVENÇÃO
Embora o VSR afete principalmente crianças, a Influenza A representa maior risco para adultos e idosos. Nesses grupos, o vírus responde pela maioria das internações e óbitos ligados às síndromes respiratórias São Luís.
De acordo com o especialista, fatores como o período chuvoso e o pós-Carnaval contribuem para o aumento da circulação viral. Por isso, há maior transmissão de doenças respiratórias nesse contexto.
Para conter o avanço, especialistas recomendam manter a vacinação atualizada, evitar aglomerações, priorizar ambientes ventilados, usar máscara, higienizar as mãos e evitar contato com pessoas sintomáticas.







