
BRASÍLIA, 08 de julho de 2026 — O Senado quer saber onde foi parar o dinheiro destinado à crise dos indígenas Yanomami. A Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami aprovou um relatório, por unanimidade, na quarta (8). O documento aponta falhas estruturais na resposta do governo federal ao território. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) preside o grupo.
Em janeiro de 2023, o presidente Lula visitou Roraima. Ele viu imagens de indígenas desnutridos e prometeu tratar o caso como “questão de Estado”. Desde então, o governo já liberou mais de R$ 1,7 bilhão em créditos extraordinários. Porém, o problema ainda não foi resolvido. A oposição voltou a cobrar explicações.
O relatório revela diversos problemas na assistência. A reforma da Casa de Apoio à Saúde Indígena, em Boa Vista, está parada por descumprimento de contrato. A unidade opera acima da capacidade: atende cerca de 480 pessoas, mas tem só 450 vagas. Além disso, lideranças indígenas relataram interrupção na entrega de cestas de alimentos.
A malária continua alta por causa das cavas de garimpo com água parada. As escolas de comunidades como Olomai, Budu-U e Mucajaí seguem fechadas.
Os atendimentos por ferimentos de arma de fogo e por consumo de álcool aumentaram. Em Boa Vista, indígenas que vão sacar o Bolsa Família sofrem com retenção de cartões e empréstimos irregulares.
O relatório reconhece que as operações de desintrusão reduziram o garimpo ilegal. Porém, os impactos da atividade ainda afetam as comunidades. A subcomissão vai cobrar explicações de vários ministérios.
Querem saber sobre os contratos com a empresa Voare Táxi Aéreo entre 2023 e 2026. Também vão pedir detalhes dos valores repassados às Forças Armadas e à AgSUS pela logística aérea.
Por fim, exigirão o uso detalhado dos créditos extraordinários das três medidas provisórias editadas para o território







