
SÃO LUÍS, 25 de agosto de 2026 — São Luís tem apenas 34,3% dos domicílios em vias públicas arborizadas, segundo o Censo do IBGE. O índice coloca a capital maranhense na penúltima posição entre as capitais brasileiras, à frente somente de Salvador. Assim, cerca de 65,7% vivem em trechos sem cobertura vegetal.
A falta de árvores aumenta o desconforto térmico, principalmente em áreas com muito asfalto e concreto. Segundo o engenheiro florestal Charles Alves Maciel Neto, as árvores oferecem sombra e resfriam o ambiente pela evapotranspiração. Além disso, ajudam na qualidade do ar e na redução de ruídos.
O engenheiro agrônomo Abimael de Matos Barbosa explica que ruas arborizadas oferecem sensação térmica mais amena. A vegetação também absorve CO₂, retém poeira e aumenta a umidade. Áreas verdes ainda favorecem atividades como corrida, ciclismo, lazer familiar e convivência comunitária.
Entre os principais espaços arborizados estão os parques do Bom Menino, Rangedor e Lagoa da Jansen. Praças como Gonçalves Dias, Deodoro e Pantheon também possuem áreas verdes. Além disso, o Campus Paulo VI, da UEMA, reúne vegetação nativa e abriga o Viveiro Municipal.
Durante chuvas fortes, as árvores também ajudam na drenagem. As copas reduzem a velocidade da água, enquanto as raízes aumentam a infiltração no solo. Para novas plantações, especialistas recomendam planejamento e espécies adequadas, como manacá-da-serra, pata-de-vaca e pitangueira.







