COLAPSO MATERNO

Justiça manda reorganizar atendimento a gestantes em Imperatriz

Andre Reis
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Imperatriz Justiça
Decisão obriga Estado e Prefeitura de Imperatriz a reorganizar rede obstétrica, criar atendimento para gestantes de baixo risco e reduzir a sobrecarga da Mari.

IMPERATRIZ, 21 de setembro de 2026 — A Justiça determinou, em 18 de setembro, que o Estado do Maranhão e a Prefeitura de Imperatriz reorganizem a rede pública de atendimento obstétrico e materno-infantil da região. A decisão atende a pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e foi assinada pela juíza Ana Lucrécia Bezerra Sodré.

Segundo o MPMA, a Maternidade de Alto Risco de Imperatriz (Mari) enfrenta superlotação porque também recebe gestantes de baixo risco. Cerca de 65% dos partos feitos na unidade são de mulheres de Imperatriz com gestações classificadas como de risco habitual.

Por isso, Estado e Município terão 30 dias para apresentar um plano conjunto de reorganização. A Prefeitura também deverá apresentar um projeto para implantar definitivamente um Centro de Parto Normal. O Estado deverá informar como essa unidade será integrada à rede obstétrica e neonatal.

Além disso, em até 20 dias, deverá funcionar um módulo provisório de Centro de Parto Normal no Hospital Regional de Alta Complexidade da Região Tocantina. O espaço será destinado exclusivamente às gestantes de baixo risco atendidas na região.

A Justiça também mandou o Estado manter salas cirúrgicas funcionando 24 horas na Mari, equipes completas e um plano para enfrentar superlotação. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil, limitada a 60 dias.

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