
BRASÍLIA, 07 de outubro de 2026 — O primeiro turno das eleições deixou 168 deputados federais e 21 senadores sem mandato depois de derrotas nas urnas. Os parlamentares disputaram a reeleição ou tentaram outros cargos, mas não conseguiram se eleger.
Os dados são de levantamento publicado pelo Metrópoles nesta terça (6), com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O levantamento considera os parlamentares atualmente em exercício, inclusive suplentes que ocupam temporariamente vagas de titulares.
Na Câmara, a maior parte dos derrotados tentou permanecer na própria Casa. Dos 513 deputados em exercício, cerca de 26% buscaram um novo mandato como deputado federal e não conseguiram se reeleger. Outros concorreram ao Senado, a governos estaduais ou a assembleias legislativas.
SENADORES PERDEM REELEIÇÃO
No Senado, a maior parte dos derrotados também buscava permanecer no cargo. Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso, terminou a disputa no Amapá em terceiro lugar. No Piauí, Ciro Nogueira (PP) ficou na mesma colocação. Já em Alagoas, Renan Calheiros (MDB) perdeu a eleição depois de 22 anos no Senado.
Ex-ministros do governo Lula também não conseguiram se eleger. Entre eles estão Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Gleisi Hoffmann (PT), Celso Sabino (PDT) e Paulo Pimenta (PT).
O resultado ocorreu em meio à renovação do Congresso e ao avanço conservador nas duas Casas. Na Câmara, o Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, conquistou 121 cadeiras.
Ao mesmo tempo, partidos do Centrão reduziram suas bancadas.










