
PARAGUAI, 05 de novembro de 2026 — O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta (5), em meio a uma crise política provocada pelo fechamento do banco digital Ueno. A instituição deixou milhares de clientes sem acesso ao dinheiro. Antes da renúncia, o Congresso havia iniciado medidas para discutir o impeachment do presidente e de seu vice.
Peña foi acionista do grupo controlador do banco. Além disso, a oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades relacionadas à instituição. O economista pertence ao Partido Colorado, de direita, e chegou à Presidência em 2023, após derrotar Efraín Alegre.
Antes da vitória, Peña tentou disputar a Presidência em 2018, mas perdeu as prévias do partido para Mario Abdo Benítez. O antecessor também integrava o Partido Colorado, legenda que domina a política paraguaia desde a década de 1950. Sua eleição ocorreu em meio à desaceleração econômica e a denúncias de corrupção.
Formado em Economia pela Universidade Católica de Assunção, Peña fez pós-graduação na Universidade Columbia, nos Estados Unidos. Trabalhou no Banco Central do Paraguai e no Fundo Monetário Internacional (FMI), onde atuou na área responsável pela África. Entre 2015 e 2017, foi ministro da Fazenda no governo Horácio Cartes.
Após deixar o ministério, trabalhou no banco ligado a Cartes. Na vida pessoal, Peña foi pai aos 17 anos, quando ainda estudava. Ele é casado com Leticia Ocampo, com quem teve outro filho.










