
Ceará, 14 de maio de 2023 – O inspetor da Polícia Civil que matou quatro colegas, nesse domingo (14), cujo crime aconteceu na Delegacia Regional de Camocim, no Litoral Norte do Ceará, fazia tratamento psicológico e teve um atestado de 15 dias de afastamento dos serviços laborais emitido por uma psicóloga três dias antes da chacina.
De acordo com o documento, Antônio Alves Dourado, de 42 anos, fazia acompanhamento psicológico há pelo menos um ano. Em outro laudo, emitido em 4 de junho de 2022, outra psicóloga atestou que Dourado tinha transtorno de ansiedade e depressão. O inspetor fazia sessões quinzenais e era atendido pela profissional desde 4 de março de 2022.
Conforme a psicóloga que o acompanhava, “não houve contribuição suficiente por parte do envolvido, o que interfere de forma significativa na qualidade de vida do mesmo, desconstruindo o trabalho de reconstrução psíquica, além de adoecer principalmente a parte interessada”.
Segundo as investigações, o suspeito teria pulado o muro da delegacia durante a madrugada. Três das quatro vítimas foram mortas enquanto dormiam. O outro policial ainda tentou fugir, mas também recebeu tiros e morreu. Após o crime, Dourado foi para casa, gravou um vídeo pedindo desculpas, disse que destruiu a própria família, assim como a dos policiais que morreram e afirmou ter passado por assédio moral perseguição.
Foram mortos os escrivães Antonio Claudio dos Santos, Antonio Jose Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira. O policial acionou os órgãos de segurança e foi preso em casa. Ele foi transferido para Sobral, onde segue preso aguardando a audiência de custódia.







