PODER EM FAMÍLIA

Nunes Marques nomeia mulher de Toffoli para diretoria do TSE

Andre Reis
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TSE TOFFOLI
Magistrada assumirá a Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte Eleitoral após nomeação assinada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.

BRASÍLIA, 30 de maio de 2026  O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para dirigir a nova Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte.

A nomeação foi publicada na quarta (27), após a criação da estrutura administrativa responsável por representar o tribunal em atividades internacionais. A magistrada já atuou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também foi assessora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Antes de assumir a nova função no TSE, Renata Gil ocupava o cargo de assessora do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Além disso, ela integrou o Conselho Nacional de Justiça até 2025.

A magistrada também mantém relacionamento com o ministro Dias Toffoli, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) e titular do Tribunal Superior Eleitoral.

NOVA ESTRUTURA

A Diretoria de Assuntos Internacionais surgiu após resolução publicada na terça (26). A medida extinguiu a Assessoria de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral da Presidência e instituiu a nova unidade administrativa. Dessa forma, a estrutura passou a concentrar as atividades internacionais da Corte Eleitoral.

Segundo as atribuições previstas, Renata Gil representará o TSE em missões oficiais no exterior. Além disso, ela participará de fóruns e organismos internacionais. A diretora também atuará na divulgação do sistema eletrônico de votação brasileiro e acompanhará o trabalho de observadores durante os processos eleitorais.

Nas redes sociais, a magistrada informou que recebeu o convite com “honra e responsabilidade”. Ela afirmou ainda que a Justiça Eleitoral funciona como um “instrumento de soft power do Brasil perante as grandes democracias do mundo”. Além disso, destacou a importância da participação feminina em espaços de decisão.

TRAJETÓRIA NA MAGISTRATURA

Renata Gil ingressou na magistratura em 1998. Posteriormente, foi indicada pelo Supremo Tribunal Federal para compor o Conselho Nacional de Justiça. No órgão, exerceu as funções de ouvidora nacional da mulher e supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário.

Além das atividades no CNJ, a magistrada presidiu o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário. Em 2019, ela venceu a eleição para a presidência da Associação dos Magistrados Brasileiros, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo.

Renata Gil fundou o Instituto Nós por Elas. A organização visa desenvolver ações voltadas ao combate à violência e à desigualdade de gênero.

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