
MARANHÃO, 30 de outubro de 2026 — O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a continuidade da investigação contra o jornalista maranhense Luís Pablo no Supremo Tribunal Federal (STF). No parecer do dia 23, rejeitou o pedido de arquivamento e a anulação das medidas que resultaram na apreensão de equipamentos do profissional.
O caso começou após reportagens publicadas em novembro de 2025 sobre o uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares.
O ministro apresentou uma representação por suspeita de perseguição. Em março de 2026, por ordem de Alexandre de Moraes, a Polícia Federal apreendeu dois celulares, um notebook e um pen drive.
Durante a investigação, a PF identificou o ex-secretário Raimundo Cutrim como fonte das reportagens. Gonet reconheceu a proteção constitucional ao sigilo da fonte, mas defendeu a apuração da origem das informações. Segundo ele, detalhes sobre placas e deslocamentos poderiam indicar vigilância e riscos à segurança de Dino.
A PGR também citou um repasse de R$ 100 mil feito pelo advogado Diogo Lima ao jornalista, relacionado à compra de um imóvel rural. Entretanto, a PF não encontrou provas conclusivas de financiamento das reportagens. Luís Pablo afirma que devolveu o dinheiro e critica a falta de análise dos comprovantes apresentados.
A defesa sustenta que as publicações abordaram um bem público e questiona a competência do STF, já que o jornalista não possui foro privilegiado. O processo está com Moraes por possível conexão com outros inquéritos.
Agora, caberá ao Supremo decidir sobre a continuidade das apurações.










