MILHÕES OCULTOS

PF vê pagamento de R$ 33 mi do Master a advogada ligada ao STF

Fonte: OESTE
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PF Master
Polícia Federal encontrou documentos de uma auditoria interna do Banco Regional de Brasília que revelam o pagamento de R$ 33 milhões, em 2024, pelo Banco Master

BRASÍLIA, 18 de setembro de 2026 — A Polícia Federal encontrou documentos de uma auditoria interna do Banco Regional de Brasília que revelam o pagamento de R$ 33 milhões, em 2024, pelo Banco Master ao escritório da advogada Dalide Corrêa, mencionada em conversas como um “canal direto com o STF”.

A auditoria também apontou um aumento nas despesas do banco com advocacia, de R$ 76 milhões em 2023 para R$ 215 milhões em 2024, incluindo R$ 40 milhões ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.

A Polícia Federal (PF) encontrou documentos de uma auditoria interna do Banco Regional de Brasília (BRB) que apontam o pagamento de R$ 33 milhões, em 2024, pelo Banco Master ao escritório Alves Corrêa, da advogada Dalide Corrêa.

O nome da advogada aparece em conversas entre diretores do banco como um “canal direto com o STF”. Dalide já foi diretora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), instituição de ensino fundada pelo ministro do STF Gilmar Mendes.

Os documentos, conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, foram apreendidos durante as investigações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A auditoria identificou que as despesas do banco com escritórios de advocacia saltaram de R$ 76 milhões, em 2023, para R$ 215 milhões no ano seguinte.

Entre os valores registrados na auditoria também estão R$ 40 milhões destinados ao escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Em um dos diálogos encontrados pela PF, o diretor da área financeira do Master, Ângelo Ribeiro, orienta Alberto Félix, superintendente executivo de Tesouraria, a realizar o pagamento ao escritório de Dalide Corrêa e menciona que ela seria um “canal direto com o STF”.

Não há, nos diálogos localizados até o momento, menções a Gilmar Mendes ou a outros ministros do STF relacionadas ao pagamento. A PF também não realizou diligências específicas sobre o contrato com o escritório de Dalide Corrêa nem apresentou conclusão sobre a legalidade dos serviços prestados.

A advogada nega ter atuado no STF em favor do Banco Master. Segundo os documentos, ela trabalhou em processos judiciais de empresas que venderam créditos ao banco, em instâncias inferiores.

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