
BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026 — A Polícia Federal citou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em relatórios de investigação. Ele é filho do presidente Lula. Os documentos sugerem que Lulinha foi beneficiário indireto de articulações feitas pela empresária Roberta Luchsinger. O objetivo era facilitar contratos de medicamentos à base de canabidiol com o governo federal.
A revista Veja divulgou as informações na quinta (20). Lulinha é alvo de três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Segundo a PF, Roberta mencionava Lulinha como referência decisória em projetos de mudanças legislativas e contratos públicos.
Além disso, a PF achou mensagens em que Roberta falava da necessidade de Lulinha deixar o Brasil até junho de 2025. Ele se mudou para a Espanha nesse período.
A apuração também aponta que Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, intermediou uma reunião entre Roberta e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Outro ponto é a suspeita de “sociedade oculta”. Lulinha, Roberta e o empresário Fernando Bittar teriam comunhão de interesses em negócios de Cannabis medicinal. A PF diz que a atuação do trio ia além do lobby. Incluía facilitação de contratos, mudanças legislativas para interesses privados e pagamentos a agentes públicos.
O documento da PF afirma que Roberta atuava junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial. Lulinha, segundo a investigação, acompanhava ou impulsionava algumas dessas tratativas.







