
BRASÍLIA, 14 de julho de 2026 — A Polícia Federal (PF) pediu ao Ministério da Saúde todos os papéis da empresa Star Pharma. O pedido aconteceu porque a distribuidora aparece em uma investigação de corrupção. A operação chama-se Carbono Oculto. A PF apura crimes financeiros e ligações da empresa com dois investigados: “Beto Louco” e “Primo”.
O Ministério da Saúde entregou os documentos em maio. A análise está em segredo. A Star Pharma tem seis contratos com o governo. Eles vão de abril de 2024 a maio de 2026. O valor total é de R$ 220 milhões. A empresa fornece insulina e preservativos para o SUS.
A PF não diz se investiga a empresa. A corporação afirma que não confirma nem nega investigações. A Star Pharma diz que a análise vai provar que agiu certo. A empresa quer uma auditoria para mostrar sua ética e conformidade.
O Ministério da Saúde não foi avisado pela PF. A pasta afirma que não viu irregularidades. Os contratos foram feitos por licitação. A Star Pharma venceu com preços 30% menores que os concorrentes. A empresa cumpriu todos os requisitos legais.
O Ministério Público de São Paulo incluiu a Star Pharma em uma lista. A empresa está ligada a Mohamad Hussein Mourad, o Primo. Ele está foragido e negocia delação. Andrea Borges era a única sócia da Star Pharma até novembro de 2025. Ela atuava como “laranja” para Primo e Beto Louco.
O MP investiga crime organizado no comércio de combustíveis. Mensagens mostram Andrea falando com um contador. Ela disse que o banco Ceopag fechou contas das empresas. Ela planejava centralizar o dinheiro de 56 postos em um só CNPJ.
A Star Pharma venceu um pregão de insulina em 2024. A representante da empresa foi Emanuela Medrades. O edital proibia empresas com conexões entre si. A empresa e a Medicpharma negaram irregularidades.
O Ministério da Saúde afirma que a lei não permite analisar representantes sozinhos. A pasta não viu problemas nos contratos da Star Pharma.







